Há 20 anos, o Instituto Inhotim transformou uma área de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, no maior espaço de arte contemporânea da América Latina, reunindo obras de artistas brasileiros e estrangeiros em meio a um dos mais importantes jardins botânicos do país. Agora, no ano em que celebra duas décadas de abertura ao público, o museu convida os visitantes a revisitar esse patrimônio por uma nova perspectiva: a produção artística brasileira.

A partir deste mês, o aplicativo oficial do Inhotim passa a oferecer a Rota Artistas Brasileiros B3, um percurso que reúne galerias e obras a céu aberto dedicadas exclusivamente a artistas nacionais. Distribuído pelas três rotas de visitação do instituto  amarela, laranja e rosa -, o itinerário percorre cerca de 10 quilômetros e conecta mais de 20 galerias e obras, propondo uma leitura temática do acervo permanente.

O roteiro contempla trabalhos de nomes fundamentais da arte contemporânea brasileira, como Hélio Oiticica, Lygia Pape, Adriana Varejão, Tunga, Cildo Meireles, Dalton Paula, Luana Vitra, Arjan Martins e Rivane Neuenschwander. Pelo aplicativo, o visitante acompanha o trajeto por meio de um mapa interativo e tem acesso a audioguias que contextualizam cada obra, tornando a experiência mais acessível e organizada.

Durante o lançamento da iniciativa, O TEMPO percorreu parte do circuito, passando pelas galerias de Adriana Varejão, Lygia Pape e Tunga, além da instalação Cosmococa, criada por Hélio Oiticica em parceria com Neville D'Almeida e A origem da obra de arte, de Marilá Dardot. Em vez de substituir os percursos tradicionais do museu, a proposta oferece um novo recorte curatorial, aproximando artistas de diferentes gerações e linguagens em um mesmo roteiro.

"O Inhotim tem mais de 160 artistas de diferentes nacionalidades em seu acervo. Desses, 61 artistas brasileiros estão atualmente com obras expostas no parque, entre trabalhos a céu aberto e em galerias", afirma Deri Andrade, curador do Instituto Inhotim. Segundo ele, o percurso permite ao público conhecer "artistas de diferentes gerações e poéticas", evidenciando a relevância da produção brasileira dentro da coleção do museu.

Ingressos gratuitos

Como parte da inauguração do roteiro, a B3 e o Instituto Inhotim distribuirão 300 ingressos gratuitos. Os bilhetes poderão ser resgatados no site do museu entre 2 e 5 de julho, mediante cadastro com CPF. 

Aniversário

Inaugurado em 12 de outubro de 2006, o Inhotim celebra seus 20 anos com uma programação iniciada em fevereiro e distribuída ao longo de 2026. As comemorações começaram com as exposições Esconjuro, do artista mineiro Paulo Nazareth, e O Barco – Ato III (2026), da artista portuguesa Grada Kilomba. Em abril, o museu inaugurou a escultura Contraplano, de Laís Myrrha a individual “Tororoma”, de davi de jesus do nascimento, e a mostra panorâmica de Dalton Paula, e outras atrações estão previstas para os próximos meses.

Entre os destaques da programação está a reabertura da Galeria Cildo Meireles, que passa por reforma e receberá Missão/Missões (Como construir catedrais), instalação concebida pelo artista em 1987 e considerada uma de suas obras mais emblemáticas. Em outubro, mês em que o instituto completa duas décadas de abertura ao público, também será realizada uma festa gratuita de aniversário, com uma atração musical de repercussão nacional que ainda será anunciada.

Repercussão internacional

O ano comemorativo coincide ainda com um momento de projeção internacional. Em 2026, o Inhotim passou a integrar a lista "52 Places to Go in 2026", do "The New York Times". Único destino brasileiro selecionado pelo jornal norte-americano, o museu foi destacado entre os lugares recomendados para visitar ao longo do ano, em uma seleção que reúne experiências culturais, naturais e turísticas de diferentes partes do mundo.

Instituto Inhotim
Rua B, 20, Fazenda Inhotim, Brumadinho