Em março de 2026, o Palácio das Artes, na região central de Belo Horizonte, completa 55 anos e, para celebrar, ao longo de todo o ano, haverá uma programação especial que busca revisitar e consolidar a memória da instituição. Entre as atividades previstas, estão um concerto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais em homenagem ao Carnaval, o lançamento de livros sobre a trajetória do espaço e uma apresentação de ópera dentro do centro de produção de cenários e figurinos da instituição.

Sérgio Rodrigues Reis, presidente da Fundação Clóvis Salgado (FCS), antecipa que a programação gira em torno de três eixos: o passado, o presente e o futuro. “O mote vai ser ‘Palácio das Artes, 55 anos: ontem, hoje, sempre’. Queremos mostrar a importância dessa instituição para a cultura mineira e brasileira, refletindo sobre esses três momentos”, afirma.

Orquestra Sinfônica em ritmo carnavalesco
As celebrações começam já em fevereiro. Um concerto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais homenageará o Carnaval com canções clássicas da folia. “Estamos escrevendo as partituras para serem executadas tanto no palco quanto na rua, para celebrarmos o Carnaval e entrarmos no clima que contagia o país”, explica Sérgio.

Livros imortalizam histórias da instituição
A programação inclui o lançamento de obras que abordam o universo do Palácio das Artes. Até o momento, três títulos foram confirmados:

- O Palácio e Sua História: escrito pelo jornalista Mauro Werkema, presidente mais longevo da instituição, o livro traz a trajetória do espaço. O lançamento está previsto para março.

- O Palácio e as Óperas: no ano em que o Palácio completa 100 produções do gênero, a obra aborda as histórias dos bastidores dos espetáculos.

- O Palácio e sua Coleção: em formato de catálogo, o livro apresenta o acervo de artes visuais da instituição.
Outras duas obras estão em fase de captação de recursos: um livro sobre os 55 anos da Companhia de Dança do Palácio das Artes e outro sobre os 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Ópera em grande estilo 
A agenda conta com diversas apresentações de óperas, incluindo clássicos como As bodas de Fígaro e Chica da Silva, previstas para maio e setembro. A principal novidade, contudo, é o ciclo interativo Viva ópera, que será realizado nos galpões do Centro Técnico em Marzagão, complexo de produção de cenários e figurinos localizado em Sabará.

“Colocaremos ônibus à disposição na porta do Palácio das Artes para levar o público até lá”, explica Sérgio. No espaço, os espectadores encontrarão cenários de clássicos como Aída, Nabucco, La bohème e La traviata. Em um ambiente imersivo, luzes destacarão cada cenário para a apresentação de trechos das óperas. O espetáculo está programado para julho.

*Estagiária, sob supervisão de Gledson Leão