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string(83) "Trocar refeição por lanche traz alívio para o bolso, mas prejuízo para a saúde"
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O brasileiro tem trocado as refeições por lanches, e um dos fatores que ajudam a explicar essa mudança é a alta no preço dos alimentos. É o que aponta pesquisa de consumo feita pela Kantar, e que foi apresentada durante o 17º Congresso Internacional das Indústrias, em Florianópolis.
A pesquisa Consumer Insights 2022 apontou que, enquanto o valor médio de uma refeição completa girava em torno de R$ 43,94 nos primeiros três meses desse ano, o gasto médio com os snacks (lanches e petiscos) era quase quatro vezes menor – em torno de R$ 10,43.
Segundo David Fiss, diretor comercial da Kantar, além do custo, outro motivo que explica o brasileiro trocar a refeição pelo lanche é a praticidade.
“O brasileiro busca cada vez mais a praticidade no tipo de alimentação dele. Então, a gente começa a enxergar cada vez mais a presença de sanduíches, principalmente nas ocasiões onde eram fortes as refeições tradicionais”, analisa.
Essa mudança de comportamento vem sendo observada em todas as classes sociais, especialmente na classe C. “Existe a praticidade e também tem a questão do fator preço. Quando você compra embutidos, você consegue compartilhar melhor os produtos ou comprar a granel, que é um fator também que se ajusta ao bolso do consumidor. Você alia a praticidade ao gosto das pessoas, mas o custo é bem mais acessível do que as refeições tradicionais”, acrescenta.
“Hoje, cada vez mais, o custo, aliado à praticidade e ao sabor, se tornam relevantes para o consumidor”, afirma Fiss.
Fora de casa
O estudo mostrou ainda que as famílias brasileiras reduziram os gastos fora de casa neste ano, priorizando o consumo dentro do lar.
Isso ocorre, segundo a Kantar, por causa da inflação. Com isso, o gasto médio trimestral dentro de casa passou de R$ 1.329 no ano passado para R$ 1.369 no primeiro trimestre deste ano, enquanto o fora de casa passou de uma média de R$ 288 para R$ 278 em igual período.
Ainda de acordo com a Kantar, os gastos com consumo massivo em casa representaram 52% do orçamento familiar, em média. Para as classes D e E, esse gasto domiciliar foi maior e representou 60% do consumo, enquanto para as classes A e B esteve em torno de 47%.
Prejuízo à saúde
Se a troca das refeições por lanche dá um alívio para o bolso do consumidor, a conta pode sair bem cara para a saúde. A nutricionista Ana Carolina Duarte, pós-graduada em nutrição clínica e mestre em ciências dos alimentos, afirma que ficou impressionada e preocupada com o resultado da pesquisa.
Professora dos cursos de Nutrição e Enfermagem das Faculdades Kennedy, ela destaca que essa troca pode trazer várias consequên-cias, como aumento do sobrepeso e da obesidade em uma população que já tem esses problemas como caso de saúde pública.
“Toda vez que você abre mão da combinação arroz, feijão, salada e carne no almoço pelo lanche, você tende a ter pouca saciedade. A fome vem depois mais rapidamente. O efeito rebote vai acontecer justamente à noite, horário em que o consumo de calorias deve ser menor, pois gastamos menos energia”, explica a profissional.
Além do ganho de peso, é clara a carência nutricional nessa prática, ressalta Ana Duarte. Faltam ferro, fibras, vitaminas e minerais essenciais para o funcionamento do corpo.
“Estamos caminhando para um perfil americano de alimentação, o que desenha um futuro muito ruim, com sobrecarga nos serviços de saúde”, avalia a nutricionista.
A obesidade é fator de risco para diabetes, pressão alta, colesterol e triglicérides aumentados. “É preciso resgatar a comida de verdade, nutritiva. De vez em quando fazer essa troca, o organismo dá conta, mas fazer disso uma prática frequente, só vai gerar prejuízos”, alerta a especialista.
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Segundo David Fiss, diretor comercial da Kantar, além do custo, outro motivo que explica o brasileiro trocar a refeição pelo lanche é a praticidade.
“O brasileiro busca cada vez mais a praticidade no tipo de alimentação dele. Então, a gente começa a enxergar cada vez mais a presença de sanduíches, principalmente nas ocasiões onde eram fortes as refeições tradicionais”, analisa.
Essa mudança de comportamento vem sendo observada em todas as classes sociais, especialmente na classe C. “Existe a praticidade e também tem a questão do fator preço. Quando você compra embutidos, você consegue compartilhar melhor os produtos ou comprar a granel, que é um fator também que se ajusta ao bolso do consumidor. Você alia a praticidade ao gosto das pessoas, mas o custo é bem mais acessível do que as refeições tradicionais”, acrescenta.
“Hoje, cada vez mais, o custo, aliado à praticidade e ao sabor, se tornam relevantes para o consumidor”, afirma Fiss.
Fora de casa
O estudo mostrou ainda que as famílias brasileiras reduziram os gastos fora de casa neste ano, priorizando o consumo dentro do lar.
Isso ocorre, segundo a Kantar, por causa da inflação. Com isso, o gasto médio trimestral dentro de casa passou de R$ 1.329 no ano passado para R$ 1.369 no primeiro trimestre deste ano, enquanto o fora de casa passou de uma média de R$ 288 para R$ 278 em igual período.
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Prejuízo à saúde
Se a troca das refeições por lanche dá um alívio para o bolso do consumidor, a conta pode sair bem cara para a saúde. A nutricionista Ana Carolina Duarte, pós-graduada em nutrição clínica e mestre em ciências dos alimentos, afirma que ficou impressionada e preocupada com o resultado da pesquisa.
Professora dos cursos de Nutrição e Enfermagem das Faculdades Kennedy, ela destaca que essa troca pode trazer várias consequên-cias, como aumento do sobrepeso e da obesidade em uma população que já tem esses problemas como caso de saúde pública.
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A obesidade é fator de risco para diabetes, pressão alta, colesterol e triglicérides aumentados. “É preciso resgatar a comida de verdade, nutritiva. De vez em quando fazer essa troca, o organismo dá conta, mas fazer disso uma prática frequente, só vai gerar prejuízos”, alerta a especialista.