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Bombinhas, a pequena cidade litorânea de Santa Catarina conhecida como a Capital Nacional do Mergulho Ecológico, tem atraído turistas com suas 39 praias e áreas verdes preservadas. No entanto, por trás da fachada de destino sustentável, esconde-se um quadro alarmante de poluição, descaso ambiental e preços abusivos que colocam em risco a saúde dos visitantes.
Enquanto cobra até R$ 200 de taxa ambiental para entrada de turistas, a cidade registra um aumento explosivo nos casos de diarreia, revelando uma negligência gritante com o bem-estar de quem impulsiona sua economia.
Imagine pagar até R$ 200 só para entrar em uma cidade que se vende como um oásis ecológico. Essa é a realidade em Bombinhas, onde a taxa ambiental, reajustada recentemente, é cobrada de veículos de turistas durante a alta temporada. O valor, que pode variar conforme o tipo de veículo, é justificado como uma medida para preservar o meio ambiente. Mas onde vai esse dinheiro? Certamente não para resolver os problemas crônicos de saneamento.
Com uma população residente de apenas 25 mil habitantes que explode para até 2 milhões de visitantes no verão, a infraestrutura simplesmente não acompanha. Turistas pagam caro por um acesso que, na prática, os expõe a riscos desnecessários, sem transparência sobre o uso desses recursos. Esse preço abusivo soa mais como uma barreira elitista do que uma ferramenta de conservação, especialmente quando o retorno é uma experiência marcada por contaminação e desconforto.
As praias de Bombinhas, cinco delas certificadas com a Bandeira Azul por suposta qualidade ambiental, estão longe de ser o paraíso prometido. Relatórios recentes do Instituto do Meio Ambiente (IMA) revelam que, em 9 de janeiro de 2026, oito dos 17 pontos analisados estavam impróprios para banho devido à contaminação por esgoto. Vídeos circulando nas redes sociais mostram materiais suspeitos sendo despejados no mar, inclusive na praia de Quatro Ilhas, uma das premiadas. A empresa Águas de Bombinhas tenta minimizar, alegando se tratar de "sedimentos arenosos", mas a verdade é que apenas 18,21% da cidade está conectada à rede de coleta e tratamento de esgoto. O resultado? Despejos irregulares no oceano, construções sem planejamento e uma balneabilidade comprometida que transforma o mergulho ecológico em um mergulho em águas poluídas. Essa poluição não só degrada o ecossistema, mas também afasta o turismo sustentável que a cidade tanto promov
Descaso com os turistas
Um vídeo do Reels (postado pelo perfil @jornalrazaosc) faz uma denúncia sobre contaminação por esgoto nas praias de Bombinhas (SC), em plena alta temporada de verão. As imagens mostram cenas reais e chocantes: água escura, com aparência suja e turva, escorrendo pela areia diretamente para o mar, especialmente na Praia de Quatro Ilhas. É possível ver um líquido saindo de uma tubulação ou canal, misturando-se à areia, com um tom marrom/escuro que contrasta fortemente com o azul esperado do mar. O narrador expressa indignação, destacando o cheiro forte de esgoto e repetindo frases como "esgoto, esgoto... tá de brincadeira, né?" para reforçar o absurdo da situação.
Turistas, atraídos pela promessa de relaxamento, acabam enfrentando gastroenterites e outros males, sem que haja alertas adequados ou medidas preventivas visíveis. A prefeitura, em vez de admitir o problema, atribui o aumento a uma "melhoria na vigilância epidemiológica", culpando subnotificações passadas. Essa postura defensiva ignora o óbvio: com o influxo massivo de visitantes, o sistema de esgoto colapsa, expondo todos a riscos sanitários. Onde está o cuidado com quem paga para visitar? Manifestações de moradores, como a de 12 de janeiro, ecoam a frustração geral, mas as autoridades parecem mais preocupadas em manter as aparências do que em resolver as raízes do problema.
Bombinhas exemplifica o pior do turismo brasileiro: cobra preços exorbitantes por uma experiência que entrega poluição, doenças e negligência. É hora de questionar se essa taxa ambiental não é apenas uma forma de lucrar sobre um ecossistema em colapso, deixando turistas e moradores à mercê de um descaso institucional. Sem investimentos reais em infraestrutura, o "paraíso" de Santa Catarina corre o risco de se tornar um alerta para outros destinos: sustentabilidade não se compra com taxas abusivas, mas se constrói com ações concretas.
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Bombinhas, a pequena cidade litorânea de Santa Catarina conhecida como a Capital Nacional do Mergulho Ecológico, tem atraído turistas com suas 39 praias e áreas verdes preservadas. No entanto, por trás da fachada de destino sustentável, esconde-se um quadro alarmante de poluição, descaso ambiental e preços abusivos que colocam em risco a saúde dos visitantes.
Enquanto cobra até R$ 200 de taxa ambiental para entrada de turistas, a cidade registra um aumento explosivo nos casos de diarreia, revelando uma negligência gritante com o bem-estar de quem impulsiona sua economia.
Imagine pagar até R$ 200 só para entrar em uma cidade que se vende como um oásis ecológico. Essa é a realidade em Bombinhas, onde a taxa ambiental, reajustada recentemente, é cobrada de veículos de turistas durante a alta temporada. O valor, que pode variar conforme o tipo de veículo, é justificado como uma medida para preservar o meio ambiente. Mas onde vai esse dinheiro? Certamente não para resolver os problemas crônicos de saneamento.
Com uma população residente de apenas 25 mil habitantes que explode para até 2 milhões de visitantes no verão, a infraestrutura simplesmente não acompanha. Turistas pagam caro por um acesso que, na prática, os expõe a riscos desnecessários, sem transparência sobre o uso desses recursos. Esse preço abusivo soa mais como uma barreira elitista do que uma ferramenta de conservação, especialmente quando o retorno é uma experiência marcada por contaminação e desconforto.
As praias de Bombinhas, cinco delas certificadas com a Bandeira Azul por suposta qualidade ambiental, estão longe de ser o paraíso prometido. Relatórios recentes do Instituto do Meio Ambiente (IMA) revelam que, em 9 de janeiro de 2026, oito dos 17 pontos analisados estavam impróprios para banho devido à contaminação por esgoto. Vídeos circulando nas redes sociais mostram materiais suspeitos sendo despejados no mar, inclusive na praia de Quatro Ilhas, uma das premiadas. A empresa Águas de Bombinhas tenta minimizar, alegando se tratar de "sedimentos arenosos", mas a verdade é que apenas 18,21% da cidade está conectada à rede de coleta e tratamento de esgoto. O resultado? Despejos irregulares no oceano, construções sem planejamento e uma balneabilidade comprometida que transforma o mergulho ecológico em um mergulho em águas poluídas. Essa poluição não só degrada o ecossistema, mas também afasta o turismo sustentável que a cidade tanto promov
Descaso com os turistas
Um vídeo do Reels (postado pelo perfil @jornalrazaosc) faz uma denúncia sobre contaminação por esgoto nas praias de Bombinhas (SC), em plena alta temporada de verão. As imagens mostram cenas reais e chocantes: água escura, com aparência suja e turva, escorrendo pela areia diretamente para o mar, especialmente na Praia de Quatro Ilhas. É possível ver um líquido saindo de uma tubulação ou canal, misturando-se à areia, com um tom marrom/escuro que contrasta fortemente com o azul esperado do mar. O narrador expressa indignação, destacando o cheiro forte de esgoto e repetindo frases como "esgoto, esgoto... tá de brincadeira, né?" para reforçar o absurdo da situação.
Turistas, atraídos pela promessa de relaxamento, acabam enfrentando gastroenterites e outros males, sem que haja alertas adequados ou medidas preventivas visíveis. A prefeitura, em vez de admitir o problema, atribui o aumento a uma "melhoria na vigilância epidemiológica", culpando subnotificações passadas. Essa postura defensiva ignora o óbvio: com o influxo massivo de visitantes, o sistema de esgoto colapsa, expondo todos a riscos sanitários. Onde está o cuidado com quem paga para visitar? Manifestações de moradores, como a de 12 de janeiro, ecoam a frustração geral, mas as autoridades parecem mais preocupadas em manter as aparências do que em resolver as raízes do problema.
Bombinhas exemplifica o pior do turismo brasileiro: cobra preços exorbitantes por uma experiência que entrega poluição, doenças e negligência. É hora de questionar se essa taxa ambiental não é apenas uma forma de lucrar sobre um ecossistema em colapso, deixando turistas e moradores à mercê de um descaso institucional. Sem investimentos reais em infraestrutura, o "paraíso" de Santa Catarina corre o risco de se tornar um alerta para outros destinos: sustentabilidade não se compra com taxas abusivas, mas se constrói com ações concretas.