Nos últimos anos os clubes brasileiros estão investindo “alto” em negociações , seja em vendas ou compras de jogadores, além do melhoramento do profissionalismo na direção esportiva, abertura de negócios em marketing e outras arrecadações. A bola não para, são bilhões de reais em negócios. O futebol brasileiro consolidou sua posição como a segunda maior força financeira do mercado global de transferências no fechamento da janela em março. Com um investimento total de 245 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão), os clubes da elite brasileira superaram times tradicionais como a Série A da Itália e a La Liga da Espanha, ficando atr& aacu te;s apenas da Premier League inglesa, que desembolsou 453,1 milhões de euros, segundo dados do Transfermarkt. Abaixo do Brasil no ranking de gastos, aparecem ligas como a MLS (186,2 mi de euros), a Liga Saudita (147,7 mi de euros) e a Bundesliga alemã (106,9 mi de euros).

Para especialistas, a capacidade de retenção e repatriação de talentos transformou o país em um hub estratégico. Não é exagero afirmar que o Brasil hoje exerce um papel semelhante ao da Premier League em relação à Europa periférica. Ele atrai, desenvolve, expõe e vende melhor. Os motivos são, principalmente, o amadurecimento das SAFs, reguladas há menos de 2 anos, e a enorme injeção de investimento das bets no mercado, que permitiu a maior profissionalização da gestão dos campeonatos e o crescimento das receitas de TV.

O ranking de investimentos no Brasil é liderado pelo Flamengo, que desembolsou R$ 341,4 milhões no total, incluindo a compra de Lucas Paquetá. O Palmeiras (R$ 192,1 mi) e o Cruzeiro (R$ 174,1 mi) completam o pódio. O clube mineiro, inclusive, foi responsável por uma das maiores transações ao trazer o meia Gerson, ex-Zenit, por 27 milhões de euros. Para muitos atletas jovens, ficar ou retornar significa jogar em alto nível, estar mais próximo da seleção e ainda garantir segurança financeira, algo que, no passado, só o futebol europeu parecia proporcionar.

O Brasil deixou de ser apenas exportador.

"Os clubes estão mais organizados e a exposição internacional é muito maior. Isso faz com que o Brasil se torne uma vitrine atrativa para atletas de diferentes países. O retorno de grandes nomes também fortalece a marca do campeonato. "A volta do Neymar Jr. ao Santos simboliza esse novo momento: um movimento que mostra que nossos clubes voltaram a ser protagonistas.

Além dos brasileiros, o país se tornou o "mercado intermediário" ideal para sul-americanos que visam a Europa. A busca por um campeonato mais competitivo fez com que o Brasil olhe mais para fora, e o lucro pela valorização de jogadores estrangeiros é, na maioria das vezes, muito maior que dos brasileiros.

Não é só comprar que os clubes estão movimentado seus cofres. Como as vendas são em euros, vamos colocar a média de 1 euro referente ao real vale cerca de 6 reais. Na primeira janela do ano , foram negociados 42 atletas movimentando aproximadamente R$ 1,2 bilhão. O destaque foi o Vasco, que consolidou sua posição de maior vendedor no período ao arrecadar cerca de R$ 188 milhões. Isso equivale a 15% do volume total da Série A, com a venda do atacante Rayan , ao Bournemouth (Inglaterra) por 35 milhões de euros: 28,5 milhões fixos e outros 6,5 milhões em metas.

Abaixo do Vasco, o Internacional também celebrou um período de forte arrecadação ao negociar três de seus ativos. O primeiro a sair foi o volante Luis Otávio, vendido para o Orlando City por cerca de 20 milhões de reais, o atacante Ricardo Mathias foi para o mundo árabe para defender o Al-Ahli em um negócio de 10 milhões de euros. Outra venda de destaque foi o zagueiro Vitão para o Flamengo, por 10 milhões de euros.

O Cruzeiro fecha o pódio do ranking com cerca de 125 milhões de reais arrecadados com quatro vendas. A maior foi a saída do jovem Kauã Prates para o Borussia Dortmund, da Alemanha, por 12 milhões de euros. Fechando as maiores vendas, o Bragantino conseguiu todo o seu valor arrecadado na janela com uma única venda. A ida do meia Jhon Jhon para o futebol russo. A saída para o Zenit fez o clube paulista embolsar cerca de 18,5 milhões de euros (R$ 111,529 milhões) fixos.

Fica sempre o alerta, o futebol não é para amador, a cada dia tem de ser mais profissional, não extrapolar em dívidas , e cada dia mais investir na base para “fazer” novos talentos, aproveitando no clube e depois vender por milhões de euros.