Capital do maior PIB per capita do País, e meca do mercado imobiliário nacional, Brasília tornou-se um termômetro de como está o setor da casa própria – e hoje há um claro freio no segmento. Com a alta Selic (13,75%) e bancos dificultando empréstimos, parte da população parou de comprar, e outra usa um “teto” menor para o investimento. Pesquisa Loft/Offerwise mostra que 50% dos moradores de Brasília que pretendem comprar um imóvel nos próximos 12 meses planejam gastar entre R$ 351 mil e R$ 800 mil (o que é desejado também por 71% dos vendedores). O mercado está tão parado que a Coluna descobriu três situações: uma construtora tem quase R$ 600 milhões em imóveis travados para vender. Outra passou a oferecer bancar custos de ITBI e registro do imóvel. E uma terceira, de alto padrão, oferece um carro elétrico zero km na garagem para quem adquirir o apartamento. O levantamento da Loft/ Offerwise também aponta que 75% dos vendedores estão dispostos a conceder desconto e 63% aceitam reduzir até R$ 50 mil do valor do imóvel.
É só o Poder
No que conota desespero eleitoral pela sua reeleição, o presidente Lula da Silva (PT) mete no bolso do brasileiro a tentativa se manter no Palácio. O que se descobre é que o projeto é de Poder, não de Estado: o reajuste do Bolsa Família e a distribuição de “canetinha emagrecedora” no SUS, a duas semanas do pleito, vão custar perto de R$ 130 bilhões de despesas em quatro anos. No País que já tem déficit nas contas públicas.
Xerifão (ou não)
Xerifão judicial do Rio de Janeiro, o desembargador do TJ-RJ Ricardo Couto mostra a que veio no mandato tampão de governador: reestruturou as contas e contratos do Estado, cortou 1.800 comissionados políticos, mas curiosamente a folha salarial aumentou R$ 169 milhões na gestão. Manteve subsídios para a poderosa Fetranspor e patrocínio milionário para projetos culturais de um grande grupo de mídia parceiro.
Do armazém
Com dificuldade do País em guardar suas safras, o Governo finaliza proposta para reorganizar as regras dos Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (CLIAs) e criar o A2, modelo de armazém alfandegado, com possibilidade de migração dos portos secos e CLIAs. A advogada Marcela Bocayuva afirma que “estabelecer regras estáveis significar criar segurança jurídica e atrair investimentos”. E melhora a infra logística.
Pacto Global
O Pacto Global da ONU – Rede Brasil realizou a 5ª edição do SDGs in Brazil, em Nova York. Reuniram-se mais de 200 empresários e autoridades para apresentar resultados em clima, governança, anticorrupção e direitos humanos. A quatro anos do prazo da Agenda 2030, a intenção é demonstrar a transição dos compromissos corporativos para dados reais e rastreáveis, posicionando a sustentabilidade como estratégia de resiliência.
Prêmio iCS
As inscrições para a 2ª edição do Prêmio iCS de Economia e Clima foi prorrogada. Os interessados em participar têm até o dia 2/10 para se cadastrarem. Promovida pelo HUB do iCS e ANPEC, a iniciativa reconhece estudos que ampliem o conhecimento sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no País. Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente.





