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Após circular pelo interior de Minas, a mostra “Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema” retorna à capital mineira para as sessões de encerramento. A primeira delas acontece no dia 16 de junho (terça-feira), às 19h, no Cine Graciano, espaço dedicado ao cinema independente localizado no bairro Lagoinha, na região Noroeste de Belo Horizonte. Na ocasião, o público poderá assistir gratuitamente ao longa-metragem brasileiro “Medusa” (2021), dirigido por Anita Rocha da Silveira. Após a exibição, haverá um debate com a artista, documentarista e professora Duna Dias.
A programação da terceira edição do projeto será concluída em Belo Horizonte no dia 3 de julho (sexta-feira), a partir das 18h, com o evento de encerramento no Cine Cardume Rodoviária. Ao longo dos meses de abril, maio e junho, a iniciativa percorreu os municípios de Uberlândia, Araçuaí e Montes Claros, além da capital, investigando as múltiplas representações da figura da bruxa no cinema. Com curadoria das pesquisadoras Carla Italiano e Juliana Gusman, o projeto reúne obras de diferentes épocas e nacionalidades para refletir sobre como o audiovisual ajudou a construir e ressignificar imaginários ligados às mulheres, ao poder e à dissidência.
Proposta de descentralização cultural
A exibição de “Medusa” é uma das atividades centrais desta etapa da mostra por reunir os principais temas que atravessam a curadoria da edição de 2026. A escolha do espaço dialoga com a proposta de levar o cinema e o debate cultural para territórios descentralizados, ampliando o acesso do público a produções que costumam circular em circuitos restritos. Inaugurado em novembro de 2025, o Cine Graciano vem se consolidando como um polo de exibição na cidade.
No filme, a diretora Anita Rocha da Silveira combina elementos do terror, da fantasia e da sátira social para construir uma narrativa ambientada em um cenário marcado pelo conservadorismo e pelo controle dos corpos femininos. A história acompanha um grupo de jovens que patrulha comportamentos considerados inadequados, abordando temas como moralidade, violência de gênero e repressão do desejo.
Para a coordenadora e produtora da mostra, Tatiana Mitre, a obra atualiza a figura da mulher perseguida historicamente. Segundo a produtora, o longa desloca a ideia da mulher mágica para um campo mais político, simbólico e corporal, onde a magia se manifesta como aquilo que escapa ao controle tradicional, como o desejo, a raiva e a transformação.
Debate e viabilização do projeto
O debate após a sessão será conduzido por Duna Dias, artista com trajetória no cinema, na dança e na educação. Idealizadora da mostra de videodança “Move Concreto!”, da “Mostra de Dança do Fim do Mundo” e fundadora da produtora Errância Filmes, Duna atua na criação e curadoria de projetos artísticos internacionais. Sua produção investiga as relações entre corpo, território e imagem, aspectos que se conectam diretamente com as questões propostas por “Medusa”.
A exibição faz parte do eixo curatorial “Bruxas contemporâneas: corpos indomáveis, saberes ancestrais”, dedicado a produções que aproximam a figura feminina de questões urgentes do presente. Nesses filmes, a personagem deixa o campo puramente fantástico para se tornar símbolo de autonomia e resistência social.
O projeto “Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema” foi idealizado pela Amarillo Produções Audiovisuais e viabilizado com recursos do Edital 11/2024 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). A coordenação geral é assinada por Carla Italiano, Juliana Gusman e Tatiana Mitre.
Serviço: Sessão comentada do filme “Medusa” - Mostra Mulheres Mágicas
Data: 16 de junho (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Cine Graciano (Rua Itapecerica, 468 - Lagoinha, Belo Horizonte)
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: 16 anos
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A programação da terceira edição do projeto será concluída em Belo Horizonte no dia 3 de julho (sexta-feira), a partir das 18h, com o evento de encerramento no Cine Cardume Rodoviária. Ao longo dos meses de abril, maio e junho, a iniciativa percorreu os municípios de Uberlândia, Araçuaí e Montes Claros, além da capital, investigando as múltiplas representações da figura da bruxa no cinema. Com curadoria das pesquisadoras Carla Italiano e Juliana Gusman, o projeto reúne obras de diferentes épocas e nacionalidades para refletir sobre como o audiovisual ajudou a construir e ressignificar imaginários ligados às mulheres, ao poder e à dissidência.
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A exibição de “Medusa” é uma das atividades centrais desta etapa da mostra por reunir os principais temas que atravessam a curadoria da edição de 2026. A escolha do espaço dialoga com a proposta de levar o cinema e o debate cultural para territórios descentralizados, ampliando o acesso do público a produções que costumam circular em circuitos restritos. Inaugurado em novembro de 2025, o Cine Graciano vem se consolidando como um polo de exibição na cidade.
No filme, a diretora Anita Rocha da Silveira combina elementos do terror, da fantasia e da sátira social para construir uma narrativa ambientada em um cenário marcado pelo conservadorismo e pelo controle dos corpos femininos. A história acompanha um grupo de jovens que patrulha comportamentos considerados inadequados, abordando temas como moralidade, violência de gênero e repressão do desejo.
Para a coordenadora e produtora da mostra, Tatiana Mitre, a obra atualiza a figura da mulher perseguida historicamente. Segundo a produtora, o longa desloca a ideia da mulher mágica para um campo mais político, simbólico e corporal, onde a magia se manifesta como aquilo que escapa ao controle tradicional, como o desejo, a raiva e a transformação.
Debate e viabilização do projeto
O debate após a sessão será conduzido por Duna Dias, artista com trajetória no cinema, na dança e na educação. Idealizadora da mostra de videodança “Move Concreto!”, da “Mostra de Dança do Fim do Mundo” e fundadora da produtora Errância Filmes, Duna atua na criação e curadoria de projetos artísticos internacionais. Sua produção investiga as relações entre corpo, território e imagem, aspectos que se conectam diretamente com as questões propostas por “Medusa”.
A exibição faz parte do eixo curatorial “Bruxas contemporâneas: corpos indomáveis, saberes ancestrais”, dedicado a produções que aproximam a figura feminina de questões urgentes do presente. Nesses filmes, a personagem deixa o campo puramente fantástico para se tornar símbolo de autonomia e resistência social.
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Serviço: Sessão comentada do filme “Medusa” - Mostra Mulheres Mágicas
Data: 16 de junho (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Cine Graciano (Rua Itapecerica, 468 - Lagoinha, Belo Horizonte)
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: 16 anos