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A NOAA prevê chance de 80% de que essa neutralidade, ou seja, ausência de La Niña e El Niño, permaneça até meados de junho, quando o El Niño pode começar a se formar, com chances de 61% de persistir até o fim do ano.
De acordo com o Climatempo, o El Niño de 2026 pode ser tão potente quanto o mesmo fenômeno observado em 2023. A expectativa do instituto é de influência do El Niño no inverno, na primavera e em pelo menos parte do próximo verão no Brasil. A primavera é o período de mais atenção, quando normalmente já acontecem eventos de chuva intensa, especialmente no Sul do Brasil.
O meteorologista do Inmet Lizandro Gemiacki explica que essa previsão de formação do El Niño no meio do ano não significa impactos automáticos no clima da região. “Caso ele se forme, os efeitos gerais são temperaturas mais elevadas, principalmente ao longo da primavera e do verão”, diz. Lizandro também lembra que o El Niño muda a gênese das chuvas, provocando precipitações mais intensas. Setembro e outubro devem ser os meses com maior impacto.
No Sudeste, o impacto deve ser moderado, com mais calor e mais incidência de pancadas de chuva no fim da tarde e no início da noite. A região Sul é a que deve sentir mais os efeitos, com chance de tempestades. Norte e Nordeste devem sofrer com ondas de calor mais fortes.
Como saber se haverá El Niño?
Meteorologistas da NOAA monitoram a temperatura do Oceano Pacífico, e é a partir desse monitoramento que se tem as previsões do El Niño. Desde fevereiro, por exemplo, a temperatura da superfície do mar tem ficado acima da média no extremo leste do Pacífico Equatorial. O El Niño acontece quando um índice chamado de RONI (Relative Oceanic Niño Index) ultrapassa +0,5ºC. O RONI leva em consideração as temperaturas da superfície do mar, considerando a média tropical e análises históricas.
Supertufão Sinlaku
Além do El Niño, um outro fenômeno que tem levantado alerta no mundo é o supertufão Sinlaku, que se formou na Ásia, com ventos de até 280 km/h. Para o Brasil, não há preocupação, no entanto, o aquecimento das águas pode levar a eventos climáticos extremos em várias regiões.
“Os supertufões se formam sobre a água quente do oceano, vão se deslocando, e quando chegam no continente, em área com água mais fria, perdem força e são rebaixados a tempestades tropicais”, explica Lizandro Gemiacki. “O Sinlaku não tem correlação com o El Niño”, afirma.
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A NOAA prevê chance de 80% de que essa neutralidade, ou seja, ausência de La Niña e El Niño, permaneça até meados de junho, quando o El Niño pode começar a se formar, com chances de 61% de persistir até o fim do ano.
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O meteorologista do Inmet Lizandro Gemiacki explica que essa previsão de formação do El Niño no meio do ano não significa impactos automáticos no clima da região. “Caso ele se forme, os efeitos gerais são temperaturas mais elevadas, principalmente ao longo da primavera e do verão”, diz. Lizandro também lembra que o El Niño muda a gênese das chuvas, provocando precipitações mais intensas. Setembro e outubro devem ser os meses com maior impacto.
No Sudeste, o impacto deve ser moderado, com mais calor e mais incidência de pancadas de chuva no fim da tarde e no início da noite. A região Sul é a que deve sentir mais os efeitos, com chance de tempestades. Norte e Nordeste devem sofrer com ondas de calor mais fortes.
Como saber se haverá El Niño?
Meteorologistas da NOAA monitoram a temperatura do Oceano Pacífico, e é a partir desse monitoramento que se tem as previsões do El Niño. Desde fevereiro, por exemplo, a temperatura da superfície do mar tem ficado acima da média no extremo leste do Pacífico Equatorial. O El Niño acontece quando um índice chamado de RONI (Relative Oceanic Niño Index) ultrapassa +0,5ºC. O RONI leva em consideração as temperaturas da superfície do mar, considerando a média tropical e análises históricas.
Supertufão Sinlaku
Além do El Niño, um outro fenômeno que tem levantado alerta no mundo é o supertufão Sinlaku, que se formou na Ásia, com ventos de até 280 km/h. Para o Brasil, não há preocupação, no entanto, o aquecimento das águas pode levar a eventos climáticos extremos em várias regiões.
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