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Encarregado de investigar a conduta do major da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) acusado de ter acionado pelo 190 uma viatura indevidamente, o corregedor adjunto da corporação, coronel Marcus Paulo Kobolt, foi exonerado do cargo nesta terça-feira (19/1) e ficará na função da subchefia de Operações, do Departamento de Operações, do Comando-Geral. A decisão saiu na publicação do Diário Oficial do DF (DODF). Em nota oficial, a PMDF esclareceu que a exoneração não tem relação com as investigações envolvendo Fábio Borges.
O coronel investigava ao menos três inquéritos contra o major Fábio Borges, afastado pela PMDF por ligar para o 190 pedindo uma viatura em casa, no Park Way. A história foi revelada pelo Correio em 29 de dezembro, após a reportagem ter acesso com exclusividade à denúncia. O caso ocorreu em 22 de dezembro, enquanto o major promovia uma festa na residência. Com base no documento, por volta das 22h, o major ligou para o 190 e ordenou que a equipe da viatura levasse um dos funcionários dele até em casa, em Ceilândia. Sabendo da ilegalidade, os PMs o questionaram e negaram, até que Fábio, em tom autoritário, disse que a ordem teria partido do próprio subcomandante-geral da PM.
O comandante da equipe, no entanto, afirmou ao major que, antes de qualquer atitude, ligaria para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para verificar a ordem. Em resposta, o major teria dito: “Pode falar com quem quiser, a ordem é do subcomandante-geral”. O supervisor foi informado de que de fato o subcomandante Hércules havia ligado para o chefe do Copom e pedido para que o funcionário do major fosse deixado em casa. A situação gerou desconforto na corporação e resultou na homologação da ocorrência. O caso, agora, segue em apuração pela PMDF. A reportagem tenta contato com o major Fábio Borges e com o subcomandante-geral. O espaço permanece aberto para manifestações.
Inquérito
O Correio apurou que um dos inquéritos investigados pela Corregedoria da PMDF sobre Fábio Borges é relacionado a uma ameaça cometida por ele contra o ex-corregedor Marcus Kobolt. Trabalhando diretamente no subcomando-geral da corporação, o major respondia a, pelo menos, dois processos na Justiça, motivo este que fez um promotor do MPDFT questionar o cargo do militar.
Após isso, o coronel Marcus solicitou a um policial todos os documentos e processos envolvendo o major Fábio. O policial encarregado dessa função, no entanto, teria ligado para Fábio dizendo que o corregedor queria “investigá-lo”. Revoltado, o major telefonou ao irmão de Kobolt e disse que iria pedir a exoneração do coronel. O fato foi registrado na Corregedoria da corporação e um inquérito foi instaurado para apurar a situação de ameaça.
O outro lado
Em nota, a PMDF informou que a exoneração de Marcus “não tem relação com as investigações envolvendo o major Fábio Borges, mesmo porque o coronel não é encarregado por nenhuma apuração envolvendo o major.” Quanto a movimentação, a corporação esclareceu que “esta ocorreu para outros oficiais em vários setores e foi necessária, pois necessitava de adequações em virtude das últimas promoções do dia 25DEZ2021, além disso o coronel Kobolt agora irá assumir a subchefia de operações do Departamento de Operações (DOp) da PMDF por possuir vasta experiência e expertise na área operacional da corporação. Informamos ainda que as investigações não foram interrompidas sobre o caso.”
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O comandante da equipe, no entanto, afirmou ao major que, antes de qualquer atitude, ligaria para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para verificar a ordem. Em resposta, o major teria dito: “Pode falar com quem quiser, a ordem é do subcomandante-geral”. O supervisor foi informado de que de fato o subcomandante Hércules havia ligado para o chefe do Copom e pedido para que o funcionário do major fosse deixado em casa. A situação gerou desconforto na corporação e resultou na homologação da ocorrência. O caso, agora, segue em apuração pela PMDF. A reportagem tenta contato com o major Fábio Borges e com o subcomandante-geral. O espaço permanece aberto para manifestações.
Inquérito
O Correio apurou que um dos inquéritos investigados pela Corregedoria da PMDF sobre Fábio Borges é relacionado a uma ameaça cometida por ele contra o ex-corregedor Marcus Kobolt. Trabalhando diretamente no subcomando-geral da corporação, o major respondia a, pelo menos, dois processos na Justiça, motivo este que fez um promotor do MPDFT questionar o cargo do militar.
Após isso, o coronel Marcus solicitou a um policial todos os documentos e processos envolvendo o major Fábio. O policial encarregado dessa função, no entanto, teria ligado para Fábio dizendo que o corregedor queria “investigá-lo”. Revoltado, o major telefonou ao irmão de Kobolt e disse que iria pedir a exoneração do coronel. O fato foi registrado na Corregedoria da corporação e um inquérito foi instaurado para apurar a situação de ameaça.
O outro lado
Em nota, a PMDF informou que a exoneração de Marcus “não tem relação com as investigações envolvendo o major Fábio Borges, mesmo porque o coronel não é encarregado por nenhuma apuração envolvendo o major.” Quanto a movimentação, a corporação esclareceu que “esta ocorreu para outros oficiais em vários setores e foi necessária, pois necessitava de adequações em virtude das últimas promoções do dia 25DEZ2021, além disso o coronel Kobolt agora irá assumir a subchefia de operações do Departamento de Operações (DOp) da PMDF por possuir vasta experiência e expertise na área operacional da corporação. Informamos ainda que as investigações não foram interrompidas sobre o caso.”