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string(4661) "(FOLHAPRESS) — Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15) apontou que 58% dos brasileiros têm medo de que os Estados Unidos façam com o Brasil algo semelhante ao que fizeram contra a Venezuela. No início do mês, Donald Trump ordenou uma invasão ao país sul-americano, e militares dos EUA bombardearam Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro.
O levantamento analisou a opinião da população brasileira sobre as ações dos Estados Unidos no território venezuelano e sobre a reação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para a maioria dos entrevistados, 66%, o Brasil deve se manter neutro em relação à disputa entre Washington e Caracas. Outros 18% defendem que o governo apoie os EUA, enquanto 10% avaliam que o país deveria se opor às ações americanas.
Horas após os ataques, o presidente Lula repudiou a incursão e escreveu nas redes sociais que as ações ultrapassam uma “linha inaceitável”. Segundo ele, atacar países em flagrante violação do direito internacional representa o primeiro passo para um “mundo de violência, caos e instabilidade”, em que a “lei do mais forte” prevalece.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, escreveu Lula no X.
Dias depois, o governo brasileiro elevou o tom das críticas e afirmou que Nicolás Maduro havia sido sequestrado. O termo foi utilizado pelo representante do Brasil na OEA (Organização dos Estados Americanos), Benoni Belli, durante reunião do conselho permanente da entidade, em Washington.
A pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, após as manifestações do governo brasileiro, também questionou os entrevistados sobre a postura de Lula diante da crise. Para 51%, a reação do presidente foi errada, enquanto 37% a consideraram correta. Outros 12% não souberam ou não responderam.
As respostas variam de acordo com o perfil político dos entrevistados. Entre os que se declaram de esquerda não lulista, 72% avaliam a postura de Lula como correta, contra 23% que a consideram errada. Já entre os que se identificam como de direita não bolsonarista, 82% dizem que a reação foi errada, enquanto 11% a apoiam.
Para 24% dos entrevistados, a postura de Lula influencia a decisão de voto nas eleições deste ano. Desses, 17% afirmam que a posição do presidente os faz preferir a oposição, enquanto 7% dizem que reforça a preferência pelo petista. A maioria, 71%, declarou que o episódio não afetará seu voto.
Do total da amostra, 24% afirmaram desconhecer a notícia da prisão de Nicolás Maduro. Sobre a ação militar americana, 46% disseram aprová-la, enquanto 39% desaprovam. Quando questionados sobre a legitimidade de interferir em outro país para prender um ditador, 50% consideraram a ação aceitável, e 41%, inaceitável.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Dias depois, o governo brasileiro elevou o tom das críticas e afirmou que Nicolás Maduro havia sido sequestrado. O termo foi utilizado pelo representante do Brasil na OEA (Organização dos Estados Americanos), Benoni Belli, durante reunião do conselho permanente da entidade, em Washington.
A pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, após as manifestações do governo brasileiro, também questionou os entrevistados sobre a postura de Lula diante da crise. Para 51%, a reação do presidente foi errada, enquanto 37% a consideraram correta. Outros 12% não souberam ou não responderam.
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