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Alguns recifenses acreditam que o verdadeiro São João só existe após muitos quilômetros de asfalto rumo ao interior. Há mais de duas décadas, no entanto, essa distância encurtou. Em sua 21ª edição, a Caminhada do Forró volta a ocupar as ruas históricas do Bairro do Recife, nesta quinta-feira (11), a partir das 18h, quando sai da Rua da Moeda reunindo centenas de forrozeiros em um dos cortejos mais tradicionais da temporada junina.
Com entrada gratuita, o evento deste ano também desfila com o orgulho de estrear como o mais novo Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. A honraria vem a partir de um projeto de lei da vereadora Cida Pedrosa, com sanção já confirmada pelo prefeito Victor Marques, que estará presente no evento para entregar o título.
Para a idealizadora e produtora do projeto, Natália Reis, o impacto desse reconhecimento se reflete diretamente na cadeia produtiva do forró, beneficiando cantores e sanfoneiros que mantêm a tradição viva na capital. “Após 21 anos, alguém pode pensar que esse reconhecimento chegou tarde, mas eu não acho. Agradeço muito e acredito que, daqui para a frente, isso só vai crescer”, afirma em entrevista ao Diario.
A Caminhada do Forró nasceu em 2005, fruto do desejo dela e do seu irmão, Bruno Reis, de descentralizar os festejos juninos e trazê-los para a capital pernambucana. Apaixonado pelo Recife Antigo, ele sentia falta de uma programação de rua na cidade semelhante à que ocorria no carnaval. “A nossa maior ação é fazer com que o forró não morra e levar a sanfona e a música aos mais novos”, destaca.
Na primeira edição, o cortejo saiu com pouco mais de 50 forrozeiros. Ao longo dos anos, o pelotão cresceu expressivamente e hoje conta com 100 sanfoneiros, zabumbeiros e triangulistas para animar o público, que tradicionalmente comparece fantasiado.
Manter o arrasta-pé nas ruas seculares, no entanto, impõe desafios que quase levaram os organizadores à desistência. Natália explica que o apoio da Prefeitura do Recife, do Governo de Pernambuco (através da Fundarpe) e do Banco do Nordeste é o que viabiliza a Caminhada, que é realizada pela Acontecer Projetos Culturais. “Eu queria muito que os empresários olhassem de outra forma para essa iniciativa de rua e gratuita, porque é um espaço do povo, que não precisa ter camarote VIP para ter uma marca presente”, ressalta a produtora.

Prestes a ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife, Caminhada do Forró celebra mais de duas décadas de tradição (- Foto: Paulo Paiva/Acervo DP)
Nesta edição, o público se concentra a partir das 18h, na Rua da Moeda, ao som da banda Chinelo Rasgado e de um time de convidados especiais, incluindo Ed Carlos e Irah Caldeira. O arrasta-pé ganha as vias do bairro histórico a partir das 19h, seguindo em cortejo pelas ruas Mariz e Barros, Apolo, Barbosa Lima e do Bom Jesus. O encerramento da noite acontece na Praça do Arsenal, palco principal do evento, onde mais de 13 atrações comandam a festa.
As mulheres forrozeiras são as grandes homenageadas da programação. Representando o talento das cantoras, instrumentistas e musicistas que movimentam os salões juninos, uma Orquestra Sanfônica abrirá os festejos sob o comando de Terezinha do Acordeon, Karol Maciel, Flávia Soares, Nilva do Acordeon e Verônica Sanfoneira. “Não é uma homenagem apenas às artistas, mas a todas as mulheres que estão à frente ou nos bastidores dessa luta para que o forró permaneça e não se perca”, conclui Natália.
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Com entrada gratuita, o evento deste ano também desfila com o orgulho de estrear como o mais novo Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. A honraria vem a partir de um projeto de lei da vereadora Cida Pedrosa, com sanção já confirmada pelo prefeito Victor Marques, que estará presente no evento para entregar o título.
Para a idealizadora e produtora do projeto, Natália Reis, o impacto desse reconhecimento se reflete diretamente na cadeia produtiva do forró, beneficiando cantores e sanfoneiros que mantêm a tradição viva na capital. “Após 21 anos, alguém pode pensar que esse reconhecimento chegou tarde, mas eu não acho. Agradeço muito e acredito que, daqui para a frente, isso só vai crescer”, afirma em entrevista ao Diario.
A Caminhada do Forró nasceu em 2005, fruto do desejo dela e do seu irmão, Bruno Reis, de descentralizar os festejos juninos e trazê-los para a capital pernambucana. Apaixonado pelo Recife Antigo, ele sentia falta de uma programação de rua na cidade semelhante à que ocorria no carnaval. “A nossa maior ação é fazer com que o forró não morra e levar a sanfona e a música aos mais novos”, destaca.
Na primeira edição, o cortejo saiu com pouco mais de 50 forrozeiros. Ao longo dos anos, o pelotão cresceu expressivamente e hoje conta com 100 sanfoneiros, zabumbeiros e triangulistas para animar o público, que tradicionalmente comparece fantasiado.
Manter o arrasta-pé nas ruas seculares, no entanto, impõe desafios que quase levaram os organizadores à desistência. Natália explica que o apoio da Prefeitura do Recife, do Governo de Pernambuco (através da Fundarpe) e do Banco do Nordeste é o que viabiliza a Caminhada, que é realizada pela Acontecer Projetos Culturais. “Eu queria muito que os empresários olhassem de outra forma para essa iniciativa de rua e gratuita, porque é um espaço do povo, que não precisa ter camarote VIP para ter uma marca presente”, ressalta a produtora.

Prestes a ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife, Caminhada do Forró celebra mais de duas décadas de tradição (- Foto: Paulo Paiva/Acervo DP)
Nesta edição, o público se concentra a partir das 18h, na Rua da Moeda, ao som da banda Chinelo Rasgado e de um time de convidados especiais, incluindo Ed Carlos e Irah Caldeira. O arrasta-pé ganha as vias do bairro histórico a partir das 19h, seguindo em cortejo pelas ruas Mariz e Barros, Apolo, Barbosa Lima e do Bom Jesus. O encerramento da noite acontece na Praça do Arsenal, palco principal do evento, onde mais de 13 atrações comandam a festa.
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