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string(5385) "CRISE NO STF
A cúpula da Polícia Federal reagiu em bloco horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.
Em nota conjunta divulgada nesta terça-feira (8), 11 diretores da corporação manifestaram "total apoio" aos dois e colocaram seus próprios cargos à disposição do diretor-geral substituto, o delegado William Marcel Murad, que assumiu interinamente o comando da PF com o afastamento de Rodrigues.
No texto, os diretores classificam como "desprovidas de fundamento" as acusações de atuação "não republicana" dirigidas a Rodrigues, a Almada e à instituição e afirmam que tais narrativas estariam ligadas a interesses político-eleitorais, sem capacidade de abalar a trajetória profissional da atual direção da PF.
Os signatários dizem agir em defesa da corporação contra "tentativas de usurpação de funções" e pela preservação de uma Polícia Federal capaz de atuar pela Justiça e pelo Estado Democrático de Direito.
"Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável", diz trecho da nota.
Assinam o manifesto:
Dennis Cali (Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção);
Fabrício Schommer Kerber (Polícia Administrativa);
Otavio Margonari Russo (Combate a Crimes Cibernéticos);
Felipe Tavares Seixas (Cooperação Internacional);
Helena de Rezende (Gestão de Pessoas);
Roberto Reis Monteiro Neto (Técnico-Científico);
André Luis Lima Carmo (Administração e Logística);
Christiane Correa Machado (Ensino da Academia Nacional de Polícia);
Alexsander Castro de Oliveira (Proteção à Pessoa);
Ademir Dias Cardoso Júnior (Tecnologia da Informação e Inovação) e
Humberto Freire de Barros (Amazônia e Meio Ambiente).
A nota não esclarece se Murad aceitará os pedidos de exoneração ou se haverá mudanças imediatas na estrutura de comando da corporação.
Julgamento no STF
O gesto de apoio ocorre em meio a um desdobramento direto no STF, a Segunda Turma já havia formado maioria de votos para referendar o afastamento determinado por Mendonça, mas o julgamento na sessão virtual extraordinária foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, o que significa que o caso ainda não tem desfecho definitivo e deve retornar à pauta em data a ser marcada.
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A cúpula da Polícia Federal reagiu em bloco horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.
Em nota conjunta divulgada nesta terça-feira (8), 11 diretores da corporação manifestaram "total apoio" aos dois e colocaram seus próprios cargos à disposição do diretor-geral substituto, o delegado William Marcel Murad, que assumiu interinamente o comando da PF com o afastamento de Rodrigues.
No texto, os diretores classificam como "desprovidas de fundamento" as acusações de atuação "não republicana" dirigidas a Rodrigues, a Almada e à instituição e afirmam que tais narrativas estariam ligadas a interesses político-eleitorais, sem capacidade de abalar a trajetória profissional da atual direção da PF.
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Julgamento no STF
O gesto de apoio ocorre em meio a um desdobramento direto no STF, a Segunda Turma já havia formado maioria de votos para referendar o afastamento determinado por Mendonça, mas o julgamento na sessão virtual extraordinária foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, o que significa que o caso ainda não tem desfecho definitivo e deve retornar à pauta em data a ser marcada.