array(31) {
["id"]=>
int(140643)
["title"]=>
string(98) "Média móvel de casos de Covid no Brasil é a maior desde março; foram 30.487 registros diários"
["content"]=>
string(4025) "PANDEMIA
A média móvel de casos de Covid-19 chegou a 30.487 notificações diárias, maior número desde 26 de março, segundo dados do painel "Monitora Covid-19", da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados nessa quarta-feira (1º). Apenas uma semana antes, em 25 de maio, a média era de 14.970, menos da metade do registrado atualmente.
O frio que tomou conta de grande parte do país em maio, associado ao relaxamento de medidas de prevenção, como o uso de máscaras, são algumas das causas do aumento dos casos, segundo Leonardo Bastos, pesquisador da Fiocruz e integrante da equipe responsável pelo Boletim InfoGripe, que monitora os casos de síndrome respiratório aguda grave (SRAG) no país.
O boletim atual indica que 20 das 27 unidades da federação apresentam tendência de alta de síndromes respiratórias nas últimas seis semanas.
Bastos explica que, no frio, a tendência é que as pessoas permaneçam em lugares fechados, com menor circulação de ar. Isso facilita a infecção por vírus respiratórios em geral e, em especial, pelo SARS-CoV-2 (Covid), que é altamente transmissível.
Ainda segundo o pesquisador, observa-se no Brasil o crescimento de casos de SRAG em todas as faixas etárias, mas principalmente em idosos, o que também costuma estar associado à Covid-19 e pode indicar a circulação de novas variantes ou sublinhagens do vírus.
"Eu não estou dizendo que essa alta é por conta de uma nova variante, mas pode ser uma sublinhagem da Ômicron. A gente não tem essa informação, mas o que o dado está dizendo é parecido com a chegada de outras variantes", explica o pesquisador.
No final de maio, foi divulgada pela Fiocruz a presença no país das sublinhagens BA.2.12.1, BA.4 e BA.5, da Ômicron, classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como cepas sob monitoramento da variante de preocupação. No entanto, Bastos esclarece que só será possível confirmar se a elevação de registro da doença está associada às novas linhagens após o sequenciamento genético dos testes PCR-RT. "O que a gente pode dizer é que esse aumento é consistente, ele é parecido com o aumento que aconteceu com a chegada de novas variantes".
A maior circulação do vírus não tem sido acompanhada, no entanto, por uma alta expressiva no número óbitos. Tal fato é atribuído pelo pesquisador à vacinação, e por isso ele reforça que "para evitar um agravamento da doença é muito importante estar com o esquema vacinal completo". Mesmo assim, ele prevê que algum aumento nos óbitos é esperado nos próximos dias. "A gente vai ver um aumento mas não vai ser na mesma velocidade dos casos".
Diante desse cenário, Bastos defende que é hora de reavaliar a flexibilização do uso de máscaras por parte dos estados e municípios, para conter a circulação do vírus. "Tem que rever e voltar a obrigar (o uso de máscara) em algumas condições. Como no transporte público, em ambientes fechados que a circulação de ar é ruim. Nesses casos, eu acho que é muito importante ter essa obrigação".
"
["author"]=>
string(24) "Minas1 / Agência Brasil"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(592499)
["filename"]=>
string(12) "kovidis2.png"
["size"]=>
string(6) "390345"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "marquivo/"
}
["image_caption"]=>
string(24) "Foto: Masum Ali/Pixabay "
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(0) ""
["author_slug"]=>
string(21) "minas1-agencia-brasil"
["views"]=>
int(151)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(92) "media-movel-de-casos-de-covid-no-brasil-e-a-maior-desde-marco-foram-30-487-registros-diarios"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-02 20:21:11.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-02 20:21:11.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-06-02T20:20:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(21) "marquivo/kovidis2.png"
}
PANDEMIA
A média móvel de casos de Covid-19 chegou a 30.487 notificações diárias, maior número desde 26 de março, segundo dados do painel "Monitora Covid-19", da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados nessa quarta-feira (1º). Apenas uma semana antes, em 25 de maio, a média era de 14.970, menos da metade do registrado atualmente.
O frio que tomou conta de grande parte do país em maio, associado ao relaxamento de medidas de prevenção, como o uso de máscaras, são algumas das causas do aumento dos casos, segundo Leonardo Bastos, pesquisador da Fiocruz e integrante da equipe responsável pelo Boletim InfoGripe, que monitora os casos de síndrome respiratório aguda grave (SRAG) no país.
O boletim atual indica que 20 das 27 unidades da federação apresentam tendência de alta de síndromes respiratórias nas últimas seis semanas.
Bastos explica que, no frio, a tendência é que as pessoas permaneçam em lugares fechados, com menor circulação de ar. Isso facilita a infecção por vírus respiratórios em geral e, em especial, pelo SARS-CoV-2 (Covid), que é altamente transmissível.
Ainda segundo o pesquisador, observa-se no Brasil o crescimento de casos de SRAG em todas as faixas etárias, mas principalmente em idosos, o que também costuma estar associado à Covid-19 e pode indicar a circulação de novas variantes ou sublinhagens do vírus.
"Eu não estou dizendo que essa alta é por conta de uma nova variante, mas pode ser uma sublinhagem da Ômicron. A gente não tem essa informação, mas o que o dado está dizendo é parecido com a chegada de outras variantes", explica o pesquisador.
No final de maio, foi divulgada pela Fiocruz a presença no país das sublinhagens BA.2.12.1, BA.4 e BA.5, da Ômicron, classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como cepas sob monitoramento da variante de preocupação. No entanto, Bastos esclarece que só será possível confirmar se a elevação de registro da doença está associada às novas linhagens após o sequenciamento genético dos testes PCR-RT. "O que a gente pode dizer é que esse aumento é consistente, ele é parecido com o aumento que aconteceu com a chegada de novas variantes".
A maior circulação do vírus não tem sido acompanhada, no entanto, por uma alta expressiva no número óbitos. Tal fato é atribuído pelo pesquisador à vacinação, e por isso ele reforça que "para evitar um agravamento da doença é muito importante estar com o esquema vacinal completo". Mesmo assim, ele prevê que algum aumento nos óbitos é esperado nos próximos dias. "A gente vai ver um aumento mas não vai ser na mesma velocidade dos casos".
Diante desse cenário, Bastos defende que é hora de reavaliar a flexibilização do uso de máscaras por parte dos estados e municípios, para conter a circulação do vírus. "Tem que rever e voltar a obrigar (o uso de máscara) em algumas condições. Como no transporte público, em ambientes fechados que a circulação de ar é ruim. Nesses casos, eu acho que é muito importante ter essa obrigação".