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A Força Aérea Brasileira (FAB) enviará o cargueiro da Embraer modelo KC-390 Millennium para resgatar brasileiros que estão sendo evacuados da Ucrânia. A aeronave irá até Varsóvia, capital da Polônia, carregada com 11,5 toneladas de material de ajuda humanitária. O voo sairá do Brasil na segunda-feira (7).
A decisão foi comemorada, na quinta-feira (3), pelo encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach. "Recebemos hoje a notícia que o governo do Brasil decidiu mandar uma carga de ajuda humanitária de 11,5 toneladas. Agradecemos muito por essa decisão", afirmou Tkach, em entrevista coletiva na embaixada da Ucrânia. Questionado, o diplomata preferiu não detalhar o conteúdo da carga de ajuda humanitária.
"Não quero agora dizer o que vai ter nessa carga. Claro que geralmente não são todos os itens que nós pedimos, mas tem alguns itens em quantidade grande", afirmou.
O voo fará paradas técnicas em Recife, Cabo Verde e Lisboa antes do seu destino final, na capital polonesa. Lá, os cidadãos devem embarcar conforme definições do Ministério de Relações Exteriores (MRE). A volta ao Brasil está prevista para quinta-feira (10). De acordo com o MRE, 110 brasileiros esperam retornar ao território brasileiro.
Para viabilizar a ajuda humanitária, o MRE - responsável pelo financiamento da missão — pode fazê-lo de duas maneiras: por meio de frete, o que requer um processo licitatório, por meio de missões emergenciais ou ao acionar o Ministério da Defesa, que é o caso do avião que embarcará na segunda.
O modelo de avião desta missão já foi usado em outras três missões humanitárias, em dois anos. Os destinos foram o Líbano, Uhan e Haiti. Para possibilitar tais missões, é necessário que haja uma negociação diplomática do Itamaraty com os outros países. A capacidade de transporte é estimada em 80 pessoas, sentadas.
Gargalo
Brasileiros ouvidos pelo Correio relataram um gargalo na logística do atendimento pela Embaixada Brasileira na Ucrânia, isso porque o auxílio disponibilizado pelo consulado teria limite geográfico. "Ajuda quem está na fronteira. Ou seja, quem está em Kiev e tem filho brasileiro no bunker não tem ajuda para sair. Só se andar, por conta própria, uns 20 a 30 km para uma estação de trem na fronteira, correndo risco de levar tiro", detalhou uma das fontes, que preferiu não ser identificada.
Avisada sobre a guerra por uma mensagem da mãe, que está no Brasil, às 6h do primeiro dia de bombardeios, a jogadora do FC Kryvbas Lidiane Oliveira passou a viver a incerteza do pesadelo em retornar para o Brasil. Ela também relatou problemas com a embaixada. Lidiane mora na cidade de Kryvyi Rih, localizada a aproximadamente 400 km de Kiev. "A Embaixada liga, pergunta como a gente está. Tenta achar uma solução. Mas eles querem que a gente vá até eles para conseguirem nos ajudar. O problema é que a gente não consegue chegar até eles", contou.
A jogadora e as três colegas com quem divide hotel já tentaram sair da cidade. "A primeira coisa que pensei foi em sair daqui. Tentamos, porém, sem sucesso. Porque os trens vêm lotados e aqui já têm pessoas que lotam a plataforma. Para entrar é muito mais complicado", disse a brasileira, que pretende voltar ao Brasil o quanto antes para ficar com a família.
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A Força Aérea Brasileira (FAB) enviará o cargueiro da Embraer modelo KC-390 Millennium para resgatar brasileiros que estão sendo evacuados da Ucrânia. A aeronave irá até Varsóvia, capital da Polônia, carregada com 11,5 toneladas de material de ajuda humanitária. O voo sairá do Brasil na segunda-feira (7).
A decisão foi comemorada, na quinta-feira (3), pelo encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach. "Recebemos hoje a notícia que o governo do Brasil decidiu mandar uma carga de ajuda humanitária de 11,5 toneladas. Agradecemos muito por essa decisão", afirmou Tkach, em entrevista coletiva na embaixada da Ucrânia. Questionado, o diplomata preferiu não detalhar o conteúdo da carga de ajuda humanitária.
"Não quero agora dizer o que vai ter nessa carga. Claro que geralmente não são todos os itens que nós pedimos, mas tem alguns itens em quantidade grande", afirmou.
O voo fará paradas técnicas em Recife, Cabo Verde e Lisboa antes do seu destino final, na capital polonesa. Lá, os cidadãos devem embarcar conforme definições do Ministério de Relações Exteriores (MRE). A volta ao Brasil está prevista para quinta-feira (10). De acordo com o MRE, 110 brasileiros esperam retornar ao território brasileiro.
Para viabilizar a ajuda humanitária, o MRE - responsável pelo financiamento da missão — pode fazê-lo de duas maneiras: por meio de frete, o que requer um processo licitatório, por meio de missões emergenciais ou ao acionar o Ministério da Defesa, que é o caso do avião que embarcará na segunda.
O modelo de avião desta missão já foi usado em outras três missões humanitárias, em dois anos. Os destinos foram o Líbano, Uhan e Haiti. Para possibilitar tais missões, é necessário que haja uma negociação diplomática do Itamaraty com os outros países. A capacidade de transporte é estimada em 80 pessoas, sentadas.
Gargalo
Brasileiros ouvidos pelo Correio relataram um gargalo na logística do atendimento pela Embaixada Brasileira na Ucrânia, isso porque o auxílio disponibilizado pelo consulado teria limite geográfico. "Ajuda quem está na fronteira. Ou seja, quem está em Kiev e tem filho brasileiro no bunker não tem ajuda para sair. Só se andar, por conta própria, uns 20 a 30 km para uma estação de trem na fronteira, correndo risco de levar tiro", detalhou uma das fontes, que preferiu não ser identificada.
Avisada sobre a guerra por uma mensagem da mãe, que está no Brasil, às 6h do primeiro dia de bombardeios, a jogadora do FC Kryvbas Lidiane Oliveira passou a viver a incerteza do pesadelo em retornar para o Brasil. Ela também relatou problemas com a embaixada. Lidiane mora na cidade de Kryvyi Rih, localizada a aproximadamente 400 km de Kiev. "A Embaixada liga, pergunta como a gente está. Tenta achar uma solução. Mas eles querem que a gente vá até eles para conseguirem nos ajudar. O problema é que a gente não consegue chegar até eles", contou.
A jogadora e as três colegas com quem divide hotel já tentaram sair da cidade. "A primeira coisa que pensei foi em sair daqui. Tentamos, porém, sem sucesso. Porque os trens vêm lotados e aqui já têm pessoas que lotam a plataforma. Para entrar é muito mais complicado", disse a brasileira, que pretende voltar ao Brasil o quanto antes para ficar com a família.