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Um laudo pericial elaborado após a exumação do corpo do cão comunitário conhecido como Orelha não conseguiu identificar a causa da morte do animal, encontrado sem vida após um episódio de agressão ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. O documento foi produzido pela Polícia Científica de Santa Catarina e integra novas diligências solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina no inquérito que apura o caso.
A exumação foi realizada no dia 11 de fevereiro, após questionamentos formais do MP sobre a investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina. O laudo técnico não identificou fraturas nos ossos do animal e apontou que, a partir dos restos mortais analisados, não é possível estabelecer com precisão o que provocou a morte do animal.
Apesar disso, os peritos destacam que a ausência de fraturas não elimina a possibilidade de trauma. O documento técnico registra que impactos na região da cabeça nem sempre deixam marcas ósseas visíveis, mas ainda assim podem ser letais. Dessa forma, a hipótese de morte por ação contundente não foi descartada pelos especialistas.
O relatório também afasta versões que circularam nas redes sociais nos primeiros dias do caso. Não foram encontrados indícios de perfuração por objeto pontiagudo na cabeça do animal, como chegou a ser divulgado. Durante a análise dos restos mortais, foi identificada uma alteração óssea na região do maxilar esquerdo compatível com um processo infeccioso crônico, sem relação com o episódio recente de violência. Na coluna vertebral, os peritos observaram sinais de uma doença degenerativa comum em animais idosos, igualmente sem vínculo com o caso investigado.
O laudo integra um conjunto amplo de novas medidas solicitadas pelo Ministério Público, que inclui dezenas de pedidos de investigação, diligências complementares e atos formais de apuração. A exumação foi uma das etapas consideradas necessárias para aprofundar a análise técnica sobre a morte do animal.
Com o material em mãos, o MP segue avaliando os próximos passos do processo. Entre as possibilidades estão novas requisições investigativas, encaminhamentos no âmbito socioeducativo ou o arquivamento do caso, conforme os elementos que ainda estão sendo analisados.
A apuração corre em sigilo de Justiça por envolver adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. O conteúdo do laudo foi revelado em reportagem da NSC TV, que teve acesso exclusivo ao documento.
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