array(31) {
["id"]=>
int(141611)
["title"]=>
string(81) "Em decisão unânime, Anvisa mantém proibição do cigarro eletrônico no Brasil"
["content"]=>
string(4432) "ANVISA
A Diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) debateu nesta quarta-feira (6) sobre os cigarros eletrônicos na reunião da diretoria colegiada do órgão. A discussão trouxe a avaliação dos diretores da Anvisa que aprovaram por unanimidade o relatório de impacto regulatório sobre dispositivo eletrônico para fumar.
O documento elaborado pela Gerência-Geral de Registros e Fiscalização de Produtos Fumígenos, derivados ou não de tabaco (GGTAB), faz parte do processo de revisão da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 46 de 2009. O relatório foi aprovado por unanimidade, o documento sugere ainda que haja uma modificação da norma para promover campanhas de combate ao tabagismo.
Durante a votação, Cristine Jourdan, diretora responsável pelo setor da Anvisa que regula a indústria do Tabaco, classificou a decisão de liberar o dispositivo eletrônico para fumar (DEF) como "inviável e potencialmente lesiva à saúde".
A comercialização, importação e propaganda de qualquer dispositivo para fumar é proibida no Brasil desde 2009. Desde 2019, a Anvisa tem realizado uma série de análises sobre o impacto das regras impostas para o produto que hoje é vendido ilegalmente em diversos lugares do país.
No documento parcial de abril de 2022, os técnicos da agência afirmaram ser inadequada a permissão aos produtos. “Devido à todos os riscos à saúde comprovadamente causados pelo DEF e à ausência da comprovação de benefícios que justificassem a sua utilização”.
Segundo Carolina Costa, participante da Associação Brasileira de Estudos em Álcool e outras Drogas (ABEAD), existem consequências da dependência da nicotina que são pouco faladas, mas relevantes: os transtornos mentais. “Existe associação com sintomas depressivos e ansiosos tanto na abstinência quanto no uso de nicotina e tem sido cada vez mais presente entre jovens.”
Cláudio Maierovitch da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirmou que durante décadas os fabricantes de cigarros faziam propagandas associando o cigarro à boa saúde, bem estar e beleza. “Isso gerou um grande aumento de casos de câncer, doenças cerebrais e cardíacas além de doenças vasculares e pagaram cientistas para que estudos fossem contestados estudos que traziam os malefícios a respeito do cigarro,” disse.
"Cada vez mais pesquisas científicas mostram que dispositivos eletrônicos para fumar não é inofensivo, também não auxilia a sensação do tabagismo mas que podem causar várias doenças cardiovasculares e câncer”, afirmou Ricardo Meirelles membro da Associação Médica Brasileira (AMB).
De acordo com os resultados da avaliação do impacto da regulação pela Anvisa: nenhum tipo de DEF é útil para a cessação ou tratamento do tabagismo; os DEF causam dependência (presença da nicotina) e diversos riscos à saúde; redução da emissão de substâncias não significa redução de risco ou dano à saúde; ausência de estudos a médio e longo prazo dos impactos à saúde; iniciação de jovens ao tabagismo: chances de 2 a 3x de iniciar o uso de produtos convencionais; grande diversidade de produtos, o que torna impossível prever os riscos; risco de explosões e envenenamentos de alguns tipos de DEF.
"
["author"]=>
string(19) "Correio Braziliense"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(593619)
["filename"]=>
string(19) "cigarroeletrico.png"
["size"]=>
string(5) "88769"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "marquivo/"
}
["image_caption"]=>
string(33) "crédito: Lindsay Fox por Pixabay"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(0) ""
["author_slug"]=>
string(19) "correio-braziliense"
["views"]=>
int(220)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(74) "em-decisao-unanime-anvisa-mantem-proibicao-do-cigarro-eletronico-no-brasil"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-07-06 16:23:24.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-07-06 16:23:24.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-07-06T16:20:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(28) "marquivo/cigarroeletrico.png"
}
ANVISA
A Diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) debateu nesta quarta-feira (6) sobre os cigarros eletrônicos na reunião da diretoria colegiada do órgão. A discussão trouxe a avaliação dos diretores da Anvisa que aprovaram por unanimidade o relatório de impacto regulatório sobre dispositivo eletrônico para fumar.
O documento elaborado pela Gerência-Geral de Registros e Fiscalização de Produtos Fumígenos, derivados ou não de tabaco (GGTAB), faz parte do processo de revisão da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 46 de 2009. O relatório foi aprovado por unanimidade, o documento sugere ainda que haja uma modificação da norma para promover campanhas de combate ao tabagismo.
Durante a votação, Cristine Jourdan, diretora responsável pelo setor da Anvisa que regula a indústria do Tabaco, classificou a decisão de liberar o dispositivo eletrônico para fumar (DEF) como "inviável e potencialmente lesiva à saúde".
A comercialização, importação e propaganda de qualquer dispositivo para fumar é proibida no Brasil desde 2009. Desde 2019, a Anvisa tem realizado uma série de análises sobre o impacto das regras impostas para o produto que hoje é vendido ilegalmente em diversos lugares do país.
No documento parcial de abril de 2022, os técnicos da agência afirmaram ser inadequada a permissão aos produtos. “Devido à todos os riscos à saúde comprovadamente causados pelo DEF e à ausência da comprovação de benefícios que justificassem a sua utilização”.
Segundo Carolina Costa, participante da Associação Brasileira de Estudos em Álcool e outras Drogas (ABEAD), existem consequências da dependência da nicotina que são pouco faladas, mas relevantes: os transtornos mentais. “Existe associação com sintomas depressivos e ansiosos tanto na abstinência quanto no uso de nicotina e tem sido cada vez mais presente entre jovens.”
Cláudio Maierovitch da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirmou que durante décadas os fabricantes de cigarros faziam propagandas associando o cigarro à boa saúde, bem estar e beleza. “Isso gerou um grande aumento de casos de câncer, doenças cerebrais e cardíacas além de doenças vasculares e pagaram cientistas para que estudos fossem contestados estudos que traziam os malefícios a respeito do cigarro,” disse.
"Cada vez mais pesquisas científicas mostram que dispositivos eletrônicos para fumar não é inofensivo, também não auxilia a sensação do tabagismo mas que podem causar várias doenças cardiovasculares e câncer”, afirmou Ricardo Meirelles membro da Associação Médica Brasileira (AMB).
De acordo com os resultados da avaliação do impacto da regulação pela Anvisa: nenhum tipo de DEF é útil para a cessação ou tratamento do tabagismo; os DEF causam dependência (presença da nicotina) e diversos riscos à saúde; redução da emissão de substâncias não significa redução de risco ou dano à saúde; ausência de estudos a médio e longo prazo dos impactos à saúde; iniciação de jovens ao tabagismo: chances de 2 a 3x de iniciar o uso de produtos convencionais; grande diversidade de produtos, o que torna impossível prever os riscos; risco de explosões e envenenamentos de alguns tipos de DEF.