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A investigação do desaparecimento dos irmãos Ágata Isabelle, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, em Bacabal (MA) passou a contar com o apoio da Interpol oito meses após o sumiço das crianças. A cooperação internacional ocorre enquanto autoridades e parentes tentam identificar crianças resgatadas em outros países. Segundo Nathaly Moraes, advogada da família, a instituição se colocou à disposição para auxiliar nas buscas após contatos feitos com o consulado e o Núcleo de Cooperação Internacional. Uma reunião com o chefe do núcleo está marcada para hoje, na sede da Polícia Federal (PF), em São Luís.
A advogada afirma que, até então, a investigação não havia recebido apoio efetivo da Interpol. No início do mês passado, diante da falta de respostas, ela acionou a PF. O procedimento, segundo Nathaly, foi posteriormente arquivado sob o entendimento de que não havia indício de tráfico de pessoas.
Agora, porém, a defesa diz que o caso passa a contar com uma estrutura de cooperação internacional para tentar localizar ou identificar as crianças. "Uma resposta positiva é, pelo menos, o fato de a Interpol estar ajudando. Agora temos uma estrutura", afirmou.
Ágata e Allan desapareceram em 4 de janeiro, depois de saírem para brincar no povoado de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. O primo das crianças, Wanderson Kauã, então com oito anos, desapareceu com os irmãos e foi encontrado com vida três dias depois, debilitado e desorientado. À época, centenas de pessoas participaram de uma operação que mobilizou policiais, bombeiros, militares do Exército e voluntários em áreas de mata, rios e lagos da região.
Resgates
A frente internacional de investigação surgiu a partir de informações sobre crianças que vêm sendo resgatadas fora do país. De acordo com o que foi repassado à defesa, a identificação das vítimas ainda está em andamento e as informações têm chegado gradualmente. A expectativa é de que, caso alguma das crianças resgatadas seja identificada e haja compatibilidade com o caso dos irmãos maranhenses, o consulado comunique as autoridades brasileiras.
Até o momento, não há confirmação de que Ágata e Allan estejam entre as vítimas encontradas no exterior. Nathaly afirma que, desde que passou a acompanhar o caso, não encontrou elementos que confirmassem a hipótese de tráfico de pessoas. Segundo ela, foram solicitadas novas providências investigativas, incluindo a abertura de inquérito e medidas contra agentes que atuaram nas etapas anteriores da investigação. Ela também questiona informações que, segundo ela, constariam de procedimentos anteriores, mas aos quais afirma não ter tido acesso integral.
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A investigação do desaparecimento dos irmãos Ágata Isabelle, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, em Bacabal (MA) passou a contar com o apoio da Interpol oito meses após o sumiço das crianças. A cooperação internacional ocorre enquanto autoridades e parentes tentam identificar crianças resgatadas em outros países. Segundo Nathaly Moraes, advogada da família, a instituição se colocou à disposição para auxiliar nas buscas após contatos feitos com o consulado e o Núcleo de Cooperação Internacional. Uma reunião com o chefe do núcleo está marcada para hoje, na sede da Polícia Federal (PF), em São Luís.
A advogada afirma que, até então, a investigação não havia recebido apoio efetivo da Interpol. No início do mês passado, diante da falta de respostas, ela acionou a PF. O procedimento, segundo Nathaly, foi posteriormente arquivado sob o entendimento de que não havia indício de tráfico de pessoas.
Agora, porém, a defesa diz que o caso passa a contar com uma estrutura de cooperação internacional para tentar localizar ou identificar as crianças. "Uma resposta positiva é, pelo menos, o fato de a Interpol estar ajudando. Agora temos uma estrutura", afirmou.
Ágata e Allan desapareceram em 4 de janeiro, depois de saírem para brincar no povoado de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. O primo das crianças, Wanderson Kauã, então com oito anos, desapareceu com os irmãos e foi encontrado com vida três dias depois, debilitado e desorientado. À época, centenas de pessoas participaram de uma operação que mobilizou policiais, bombeiros, militares do Exército e voluntários em áreas de mata, rios e lagos da região.
Resgates
A frente internacional de investigação surgiu a partir de informações sobre crianças que vêm sendo resgatadas fora do país. De acordo com o que foi repassado à defesa, a identificação das vítimas ainda está em andamento e as informações têm chegado gradualmente. A expectativa é de que, caso alguma das crianças resgatadas seja identificada e haja compatibilidade com o caso dos irmãos maranhenses, o consulado comunique as autoridades brasileiras.
Até o momento, não há confirmação de que Ágata e Allan estejam entre as vítimas encontradas no exterior. Nathaly afirma que, desde que passou a acompanhar o caso, não encontrou elementos que confirmassem a hipótese de tráfico de pessoas. Segundo ela, foram solicitadas novas providências investigativas, incluindo a abertura de inquérito e medidas contra agentes que atuaram nas etapas anteriores da investigação. Ela também questiona informações que, segundo ela, constariam de procedimentos anteriores, mas aos quais afirma não ter tido acesso integral.