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Uma mulher de 39 anos, apontada pelas forças de segurança como figura estratégica e elo operacional do Comando Vermelho (CV) entre Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro, foi presa nessa terça-feira (13) em Armação dos Búzios (RJ). A prisão foi coordenada pela Agência Central de Inteligência (AGCI), vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), após uma operação de monitoramento.
A suspeita, que já possuía histórico de detenções por lavagem de dinheiro e associação criminosa, era considerada um alvo de alta relevância. Segundo as investigações, ela teria assumido um papel de destaque na organização criminosa após a morte de seu companheiro na Bolívia. Em julho de 2025, ela chegou a ser detida em Belo Horizonte enquanto se recuperava de uma cirurgia plástica, mas obteve liberdade posteriormente.
Fraude no sistema
O que chamou a atenção das autoridades nesta nova fase foi a identificação de uma fraude nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a Sejusp, foram utilizadas irregularmente credenciais de um servidor do sistema prisional mineiro para inserir um registro indevido de cumprimento de mandado de prisão. Na prática, o sistema indicava que ela já estava custodiada, quando, na verdade, permanecia em liberdade.
Após a notificação da irregularidade, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) emitiu um novo mandado de prisão. Durante o período de regularização da documentação, órgãos de inteligência fluminenses mantiveram o monitoramento contínuo da investigada para evitar nova fuga.
A captura foi resultado de uma ação integrada entre a AGCI, a Subsecretaria de Inteligência do Rio de Janeiro, o 25º Batalhão da Polícia Militar (PMERJ), a Polícia Civil de Minas Gerais e o Gabinete de Segurança Institucional do TJMG.
O que diz a defesa
Em nota, Marco Antônio Assis Neves, advogado de Anne, negou qualquer envolvimento com o crime organizado e contestou a acusação de fraude no sistema do CNJ, alegando que os fatos são antigos e não condizem com a atual vida da cliente. O advogado argumentou ainda que a mulher já cumpriu mais da metade da pena imposta em processos anteriores e destacou sua condição de mãe de menor de idade para pleitear a liberdade.
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A suspeita, que já possuía histórico de detenções por lavagem de dinheiro e associação criminosa, era considerada um alvo de alta relevância. Segundo as investigações, ela teria assumido um papel de destaque na organização criminosa após a morte de seu companheiro na Bolívia. Em julho de 2025, ela chegou a ser detida em Belo Horizonte enquanto se recuperava de uma cirurgia plástica, mas obteve liberdade posteriormente.
Fraude no sistema
O que chamou a atenção das autoridades nesta nova fase foi a identificação de uma fraude nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a Sejusp, foram utilizadas irregularmente credenciais de um servidor do sistema prisional mineiro para inserir um registro indevido de cumprimento de mandado de prisão. Na prática, o sistema indicava que ela já estava custodiada, quando, na verdade, permanecia em liberdade.
Após a notificação da irregularidade, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) emitiu um novo mandado de prisão. Durante o período de regularização da documentação, órgãos de inteligência fluminenses mantiveram o monitoramento contínuo da investigada para evitar nova fuga.
A captura foi resultado de uma ação integrada entre a AGCI, a Subsecretaria de Inteligência do Rio de Janeiro, o 25º Batalhão da Polícia Militar (PMERJ), a Polícia Civil de Minas Gerais e o Gabinete de Segurança Institucional do TJMG.
O que diz a defesa
Em nota, Marco Antônio Assis Neves, advogado de Anne, negou qualquer envolvimento com o crime organizado e contestou a acusação de fraude no sistema do CNJ, alegando que os fatos são antigos e não condizem com a atual vida da cliente. O advogado argumentou ainda que a mulher já cumpriu mais da metade da pena imposta em processos anteriores e destacou sua condição de mãe de menor de idade para pleitear a liberdade.