array(31) {
["id"]=>
int(139991)
["title"]=>
string(67) "Casos de dengue seguem em alta nas regiões frias e secas do Brasil"
["content"]=>
string(4346) "SAÚDE
O Brasil vive, hoje, um surto de dengue. Do início do ano até este mês, houve um aumento de 113% de prováveis casos notificados, segundo o Ministério da Saúde. Porém, a doença está em migração rumo a regiões mais frias e secas, como o Centro-Oeste e o Sul. Na última semana do mês passado, o InfoDengue, sistema de alerta da pasta, enviou comunicados para 215 cidades no Paraná e 120 em Santa Catarina. O pico de casos em todo o Brasil foi no Paraná, com 4.756 confirmações.
A situação chama a atenção. De acordo com o Observatório Nacional de Clima e Saúde, plataforma vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o comportamento da doença está mudando. A justificativa é que as mudanças climáticas no país estão fazendo com que o vírus caminhe para regiões nas quais as infecções eram pouco frequentes.
De acordo com o coordenador do Observatório, Christóvam Barcellos, "com a mudança climática, os verões estão cada vez mais estendidos. Brasília, por exemplo, às vezes não tem temporada fria e favorece a proliferação dos mosquitos. Em maio, deveria cair (a circulação da dengue), algo que não está acontecendo. O mesmo ocorre em algumas cidades do interior do sul. A janela de transmissão está se abrindo", explicou.

Foto: pri-1005-dengue
Inexperiência
Com o clima favorável, a reprodução do vírus se torna mais intensa em novas áreas. Isso ocasiona uma outra preocupação para os especialistas da Fiocruz: a falta de experiência dos profissionais de saúde que atuam nessas regiões. "Tem áreas novas, com transmissão recente, e os médicos e os serviços não estão preparados para diagnosticar. Um gaúcho do interior começa a ter febre e raramente se pensa em dengue. As doenças se confundem pelos sintomas. Por isso, são importantes os alertas de saúde pública e o fortalecimento das medidas", ressaltou o Barcellos.
O Ministério da Saúde informou ao Correio que intensificou as ações de prevenção e controle da dengue, assim como campanhas de mobilização e apoio aos estados e municípios. "Foram entregues 40 milhões de pastilhas de larvicida para o tratamento de recipiente/depósitos de água para todos os estados e Distrito Federal. Além disso, foram distribuídos mais de 3 mil kg de inseticida para o tratamento em pontos estratégicos".
Sobre a capacitação de profissionais de saúde, a pasta salientou que realiza "oficinas, webinários e orientações pontuais aos profissionais dos estados e municípios" sobre a dengue e como identificá-la e tratá-la.
Os profissionais alertam para essa necessidade, já que o diagnóstico rápido da dengue é fundamental para salvar o infectado. "A morte por dengue é considerada evitável. Têm pessoas que vão às unidades de saúde, são atendidas e, infelizmente, a gravidade do quadro não é percebida. Normalmente a morte indica uma falha do profissional ou da família que demora para levar a pessoa ao hospital", alertou Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referências da Fiocruz.
"
["author"]=>
string(60) " Tainá Andrade - Maria Eduarda Angeli - Correio Braziliense"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(591732)
["filename"]=>
string(14) "denguewebp.png"
["size"]=>
string(6) "123012"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "marquivo/"
}
["image_caption"]=>
string(27) "Foto: ED ALVES/CB/D.A.Press"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(0) ""
["author_slug"]=>
string(54) "taina-andrade-maria-eduarda-angeli-correio-braziliense"
["views"]=>
int(212)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(66) "casos-de-dengue-seguem-em-alta-nas-regioes-frias-e-secas-do-brasil"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-05-10 11:16:54.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-05-10 11:16:54.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-05-10T11:20:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(23) "marquivo/denguewebp.png"
}
SAÚDE
O Brasil vive, hoje, um surto de dengue. Do início do ano até este mês, houve um aumento de 113% de prováveis casos notificados, segundo o Ministério da Saúde. Porém, a doença está em migração rumo a regiões mais frias e secas, como o Centro-Oeste e o Sul. Na última semana do mês passado, o InfoDengue, sistema de alerta da pasta, enviou comunicados para 215 cidades no Paraná e 120 em Santa Catarina. O pico de casos em todo o Brasil foi no Paraná, com 4.756 confirmações.
A situação chama a atenção. De acordo com o Observatório Nacional de Clima e Saúde, plataforma vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o comportamento da doença está mudando. A justificativa é que as mudanças climáticas no país estão fazendo com que o vírus caminhe para regiões nas quais as infecções eram pouco frequentes.
De acordo com o coordenador do Observatório, Christóvam Barcellos, "com a mudança climática, os verões estão cada vez mais estendidos. Brasília, por exemplo, às vezes não tem temporada fria e favorece a proliferação dos mosquitos. Em maio, deveria cair (a circulação da dengue), algo que não está acontecendo. O mesmo ocorre em algumas cidades do interior do sul. A janela de transmissão está se abrindo", explicou.

Foto: pri-1005-dengue
Inexperiência
Com o clima favorável, a reprodução do vírus se torna mais intensa em novas áreas. Isso ocasiona uma outra preocupação para os especialistas da Fiocruz: a falta de experiência dos profissionais de saúde que atuam nessas regiões. "Tem áreas novas, com transmissão recente, e os médicos e os serviços não estão preparados para diagnosticar. Um gaúcho do interior começa a ter febre e raramente se pensa em dengue. As doenças se confundem pelos sintomas. Por isso, são importantes os alertas de saúde pública e o fortalecimento das medidas", ressaltou o Barcellos.
O Ministério da Saúde informou ao Correio que intensificou as ações de prevenção e controle da dengue, assim como campanhas de mobilização e apoio aos estados e municípios. "Foram entregues 40 milhões de pastilhas de larvicida para o tratamento de recipiente/depósitos de água para todos os estados e Distrito Federal. Além disso, foram distribuídos mais de 3 mil kg de inseticida para o tratamento em pontos estratégicos".
Sobre a capacitação de profissionais de saúde, a pasta salientou que realiza "oficinas, webinários e orientações pontuais aos profissionais dos estados e municípios" sobre a dengue e como identificá-la e tratá-la.
Os profissionais alertam para essa necessidade, já que o diagnóstico rápido da dengue é fundamental para salvar o infectado. "A morte por dengue é considerada evitável. Têm pessoas que vão às unidades de saúde, são atendidas e, infelizmente, a gravidade do quadro não é percebida. Normalmente a morte indica uma falha do profissional ou da família que demora para levar a pessoa ao hospital", alertou Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referências da Fiocruz.