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Até uma hora da tarde desta segunda-feira (26/1), as redes sociais de ambos ignoraram o marco, limitando-se a postagens de agendas administrativas. O portal oficial de notícias do governo, a Agência Minas, também não publicou matéria a respeito do tema. O governo de Minas foi procurado, mas até a publicação desta edição não respondeu a reportagem. O espaço segue aberto.
O rompimento da barragem da Vale, em 25 de janeiro de 2019, matou 272 pessoas, dois desaparecidos e provocou devastação ambiental significativa. A lama percorreu nove quilômetros, destruindo casas e vegetação, engoliu o córrego Ferro-Carvão e chegou ao rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco.
ALMG e Brasília
A postura no Palácio Tiradentes destoa do cenário institucional observado em outras esferas. A Agência Brasil, veículo oficial do Governo Federal, publicou duas matérias sobre o tema: uma aborda homenagem realizada em São Paulo e outra noticia revive a tragédia e atualiza a tramitação do processo na justiça brasileira.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) também marcou a data com publicações em seu perfil do Instagram e site oficial da Casa. O legislativo destacou ações realizadas desde a tragédia, como a CPI da Barragem de Brumadinho, a criação da Lei “Mar de Lama Nunca Mais” e instituição da Política Estadual dos Atingidos por Barragens. Os instrumentos são tentativas de enrijecer as regras de segurança para barragens e garantir amparo às comunidades impactadas.
Outra lembrança trazida no registro é a aprovação de um projeto de lei de autoria do deputado Adalclever Lopes(PSD), que isenta os herdeiros das vítimas do pagamento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD). O projeto foi sancionado pelo governador virando a lei 4.486/25
Novo Vazamento
O marco de Brumadinho ocorre enquanto Minas Gerais enfrenta novo incidente da mineração. Na madrugada do domingo, a Mina da Fábrica, da Vale, entre Congonhas e Ouro Preto, registrou um extravasamento de água com sedimentos, atingindo o rio Goiabeiras.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) adote medidas urgentes para garantir a segurança das comunidades. Entre as providências estão fiscalização rigorosa de todas as estruturas impactadas, acionamento dos órgãos ambientais e de defesa civil, apuração da responsabilidade da empresa e aprimoramento das normas e práticas operacionais.
Segundo Silveira, a atuação da pasta visa assegurar uma mineração segura, sustentável e comprometida com a proteção da vida e do meio ambiente. Um procedimento específico foi instaurado para apurar os fatos com rigor técnico e celeridade.
A Defesa Civil de Minas Gerais informou que equipes permanecerão no local até que todos os esclarecimentos sejam prestados.
A Vale afirmou que não houve impacto em pessoas ou comunidades, e que as barragens da região permanecem estáveis e monitoradas 24 horas por dia. A CSN Mineração confirmou que houve alagamento em áreas internas de sua unidade em Ouro Preto, sem afetar barragens ou diques, e que acompanha a situação permanentemente.
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O rompimento da barragem da Vale, em 25 de janeiro de 2019, matou 272 pessoas, dois desaparecidos e provocou devastação ambiental significativa. A lama percorreu nove quilômetros, destruindo casas e vegetação, engoliu o córrego Ferro-Carvão e chegou ao rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco.
ALMG e Brasília
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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) também marcou a data com publicações em seu perfil do Instagram e site oficial da Casa. O legislativo destacou ações realizadas desde a tragédia, como a CPI da Barragem de Brumadinho, a criação da Lei “Mar de Lama Nunca Mais” e instituição da Política Estadual dos Atingidos por Barragens. Os instrumentos são tentativas de enrijecer as regras de segurança para barragens e garantir amparo às comunidades impactadas.
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