O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que a presença de vários candidatos da direita na disputa presidencial deve ampliar, e não fragmentar, o eleitorado do campo oposicionista. A declaração foi feita durante entrevista à CNN Brasil, nesta sexta-feira (23).

Segundo ele, a existência de múltiplos nomes na direita, como o senador Flávio Bolsonaro e os governadores Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado, fortalece o campo oposicionista em vez de fragmentá-lo.

“Fico muito satisfeito de termos bons nomes pela direita. Hoje a esquerda, como há 40 anos, só tem um nome que graças a Deus está aí para se aposentar. E a direita tem vários nomes e muitos bem mais novos. Isso fortalece a direita. À medida que você tem mais candidato você tem mais voto, porque nem que seja o voto dele, ele está trazendo”, declarou o governador. Zema ressaltou que, caso não chegue ao segundo turno, dará "total apoio para qualquer candidato da direita", disse.

Compondo chapa

Ao ser questionado sobre a possibilidade de compor uma chapa como vice-presidente, o governador admitiu que se sente mais confortável em uma posição de liderança, mas não descartou a composição em nome da união do grupo. Ele destacou seu legado em Minas Gerais como um exemplo de resgate financeiro após a gestão de Fernando Pimentel (PT). “Eu tenho um compromisso com o futuro do Brasil, e o futuro do Brasil é necessariamente nós tirarmos de Brasília um governo irresponsável”, concluiu.

Indulto a Bolsonaro

Durante a entrevista, o governador reafirmou seu compromisso em conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, caso seja eleito. Zema comparou a situação atual com a Anistia de 1979 e criticou o que chamou de desproporcionalidade nas penas. “Agora, nós não vamos dar anistia a quem sujou um monumento público com um batom? Há dois pesos e duas medidas totalmente desproporcionais”, questionou, citando o caso de Débora Rodrigues.

O governador também adotou um tom crítico ao comentar as supostas relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, instituição investigada por um esquema bilionário de títulos de crédito. Zema classificou a situação como "promiscuidade" e defendeu uma mudança de postura na gestão pública. "O que nós precisamos no Brasil é de gente que vá para o setor público para servir, e não para tirar proveito pessoal", afirmou.

Zema ainda discordou da postura de de Donald Trump com relação a anexar Groenlândia. "Defendo a soberania de todos os países. Sei que temos países com problemas, mas o presidente americano tem se notabilzado muitas vezes por declarações muitas vezes exageradas, e acho que ele deve ser visto com restrição, que ele fala por falar, as vezes para chamar a atenção, mas isso acaba atrapalhando e muito, afinal de contas ele é o presidente do país mais poderoso do mundo", disse o chefe do executivo mineiro.