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O governador Romeu Zema (Novo) confirmou nesta quinta-feira (12/2) que vai antecipar a saída dele da chefia do Executivo estadual para se candidatar à Presidência da República. Pela legislação eleitoral, o governador tem até 4 de abril (seis meses antes do primeiro turno) para se desincompatibilizar do cargo. Zema vai deixar o cargo em 22 de março.
A data do afastamento foi confirmada pelo governador em encontro com lideranças regionais, nesta quinta, em Montes Claros, no Norte de Minas. Ele não explicou o motivo pelo qual vai antecipar em 13 dias a saída do Palácio Tiradentes.
A reunião foi organizada pela Associação dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Norte de Minas (Aspronorte) e, além de representantes do agronegócio, contou com a participação de lideranças políticas. Uma delas foi o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), que, indiretamente, declarou apoio ao projeto do governador mineiro para a disputa ao Palácio do Planalto.
“Sabemos que Minas Gerais está em boas mãos. E também queremos colocar o Brasil em boas mãos”, afirmou o prefeito, levantando aplausos dos demais participantes da reunião. O encontro ocorreu em uma churrascaria da cidade e cada convidado pagou R$ 95 pelo o que foi servido.
O União Brasil, partido de Guimarães, ocupa dois ministérios na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e articula a filiação do senador Rodrigo Pacheco para possivelmente concorrer ao governo do estado. Romeu Zema vai apoiar para o governo de Minas o nome do atual vice-governador, Mateus Simões (PSD), que vai assumir a titularidade do cargo e estará no pleito de outubro como candidato à reeleição.
Ao anunciar seu afastamento da chefia do Executivo Estadual em 22 de março, Zema reiterou o apoio à Mateus Simões para a sua sucessão e fez elogios ao atual vice-governador. “Ele (Mateus) tem sido uma peça extremamente relevante na minha gestão, o meu braço direito, extremamente capacitado. Acho que a maioria das pessoas o conhece. Vou dar o meu apoio a ele nessa corrida ao governo do estado porque tenho certeza que ele dará continuidade a esse trabalho que temos conduzido”, afirmou o governador.
Estratégias
A pesquisa do Instituto Genial/Quaest, divulgada nessa quarta-feira (11/2), mostrou que uma dificuldade de Romeu Zema na corrida presidencial é não ser conhecido fora dos limites de Minas Gerais – 53% dos brasileiros afirmam não conhecer o governador. Zema enfrenta maior rejeição entre os eleitores lulistas e bolsonaristas, pior desempenho nas regiões Sul e Nordeste do país e ainda é desconhecido pela maioria dos eleitores.
Em entrevista ao programa “Comando das sete”, da Rádio Educadora de Montes Claros, também nesta quinta, Zema não fez referência à pesquisa do Instituto Genial/Quest. No entanto, declarou que é pré-candidato à Presidência da República e recordou que, quando lançou sua candidatura ao governo de Minas, em 2018, tinha apenas 1% de intenção de votos nas pesquisas.
“Sou pré-candidato à Presidência da República. Daqui a pouco, (como) candidato vou levar essas propostas que nós já mostramos que funcionaram aqui em Minas Gerais para todo o Brasil conhecer. Há oito anos, eu estava iniciando a minha trajetória política. Nunca tinha sido candidato e, na primeira pesquisa, eu aparecia com 1% das intenção de votos, lá em 2018. À medida que fui percorrendo o estado e mostrando que nós tínhamos propostas diferentes, que até, muitas vezes, desagradam muitos políticos, o mineiro foi vendo que era aquilo que Minas Gerais precisava. E é o que o Brasil precisa hoje”, relatou.
Ainda na entrevista, Romeu Zema fez críticas ao PT e ao presidente Lula. “Eu sou um grande crítico do PT, o PT gosta é de dar emprego para a companheirada. O PT gosta de acobertar os erros, né? Os crimes que muitas vezes a companheirada faz, como a gente está vendo em Brasília, A coisa está complicada, está claro que tem problema seríssimo e fica todo mundo querendo colocar pano quente”, disparou.
Visita à UBS e à Unimontes
Em Montes Claros, o governador Romeu Zema, acompanhado do prefeito Guilherme Guimarães, também visitou a obra de construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), no Bairro Bela Paisagem, área de baixa renda e populosa, situada na Região do Grande Santos Reis.
Zema também visitou o campus-sede da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), ontem. Acompanhado do reitor, Wagner de Paulo Santiago, e do prefeito Guilherme Guimarães, conheceu de perto as obras do Teatro da Unimontes, que estão em fase de acabamento. O espaço será o maior teatro entre Belo Horizonte e Salvador, orçado em R$ 6,39 milhões.
Na Unimontes, Zema também visitou o Circuito de Conhecimento, um centro de laboratórios instalados em instalados em contêineres adaptados. A unidade custou cerca de R$ 1,5 milhão, viabilizados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
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A data do afastamento foi confirmada pelo governador em encontro com lideranças regionais, nesta quinta, em Montes Claros, no Norte de Minas. Ele não explicou o motivo pelo qual vai antecipar em 13 dias a saída do Palácio Tiradentes.
A reunião foi organizada pela Associação dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Norte de Minas (Aspronorte) e, além de representantes do agronegócio, contou com a participação de lideranças políticas. Uma delas foi o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), que, indiretamente, declarou apoio ao projeto do governador mineiro para a disputa ao Palácio do Planalto.
“Sabemos que Minas Gerais está em boas mãos. E também queremos colocar o Brasil em boas mãos”, afirmou o prefeito, levantando aplausos dos demais participantes da reunião. O encontro ocorreu em uma churrascaria da cidade e cada convidado pagou R$ 95 pelo o que foi servido.
O União Brasil, partido de Guimarães, ocupa dois ministérios na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e articula a filiação do senador Rodrigo Pacheco para possivelmente concorrer ao governo do estado. Romeu Zema vai apoiar para o governo de Minas o nome do atual vice-governador, Mateus Simões (PSD), que vai assumir a titularidade do cargo e estará no pleito de outubro como candidato à reeleição.
Ao anunciar seu afastamento da chefia do Executivo Estadual em 22 de março, Zema reiterou o apoio à Mateus Simões para a sua sucessão e fez elogios ao atual vice-governador. “Ele (Mateus) tem sido uma peça extremamente relevante na minha gestão, o meu braço direito, extremamente capacitado. Acho que a maioria das pessoas o conhece. Vou dar o meu apoio a ele nessa corrida ao governo do estado porque tenho certeza que ele dará continuidade a esse trabalho que temos conduzido”, afirmou o governador.
Estratégias
A pesquisa do Instituto Genial/Quaest, divulgada nessa quarta-feira (11/2), mostrou que uma dificuldade de Romeu Zema na corrida presidencial é não ser conhecido fora dos limites de Minas Gerais – 53% dos brasileiros afirmam não conhecer o governador. Zema enfrenta maior rejeição entre os eleitores lulistas e bolsonaristas, pior desempenho nas regiões Sul e Nordeste do país e ainda é desconhecido pela maioria dos eleitores.
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Em Montes Claros, o governador Romeu Zema, acompanhado do prefeito Guilherme Guimarães, também visitou a obra de construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), no Bairro Bela Paisagem, área de baixa renda e populosa, situada na Região do Grande Santos Reis.
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