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O MDB e o PSDB se mobilizam no Rio Grande do Sul para lançar o ex-governador tucano Eduardo Leite à reeleição. A senadora e pré-candidata ao Planalto Simone Tebet (MDB) tinha viagem marcada, ontem, ao estado para tentar convencer a ala de seu partido que resiste ao acordo, porque quer um nome da própria da sigla ao cargo estadual: Gabriel Souza. A parlamentar, no entanto, teve de cancelar o encontro devido à morte do sogro.
A união é vista como estratégica por ambas as siglas. Na quarta-feira, o PSDB condicionou o apoio à candidatura de Tebet à cabeça de chapa ao governo de três estados: Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Mas, segundo fontes do MDB ouvidas pelo Correio, o verdadeiro interesse tucano é em terras gaúchas, pois não há o que negociar em Mato Grosso do Sul, e Pernambuco foi escolhido apenas para "dar volume".
No Rio Grande do Sul, o líder das pesquisas ao governo do estado é o ex-ministro bolsonarista Onyx Lorenzoni (PL). De acordo com o levantamento RealTime BigData, divulgado na semana passada, ele aparece com 23% das intenções de voto. Há um porém aí: Lorenzoni é o primeiro colocado no cenário sem Eduardo Leite, que não confirmou se concorrerá ao cargo.
Com o ex-governador na disputa, o panorama muda. O tucano alcança 23% dos votos, de acordo com a mesma pesquisa, enquanto Lorenzoni cai para 20%. A intenção do PSDB, portanto, é lançar Leite com o apoio do partido mais forte do estado, o MDB.
Por sua vez, o MDB está disposto a negociar o palanque. "Acho que não é algo que vai acontecer da noite para o dia. O nosso pré-candidato a governador, Gabriel (Souza) (...), tem todas as condições de disputar o o cargo. Essa é uma decisão dos companheiros do Rio Grande do Sul, mas (Souza) já foi um bom parceiro de Eduardo Leite", disse, ontem, o presidente nacional do MDB e deputado federal, Baleia Rossi (SP). "Nós vamos pedir diálogo para que possamos sentar à mesa, mas, claro, respeitando a grandeza do MDB no Rio Grande do Sul."
O que trava o acordo, no momento, é a velha guarda do MDB gaúcho — segundo membros da campanha da sigla —, que é reticente a um acordo com o PSDB e defende candidatura própria. Simone Tebet foi escalada para as negociações.
Dentro do MDB, o entendimento é de que o acordo com o PSDB no Rio Grande do Sul é crucial. "Há sintonia entre as siglas e ambas podem sair ganhando, já que Eduardo Leite tem um certo favoritismo, e o MDB é o maior partido", afirmou ao Correio uma fonte próxima à campanha.
A analogia é de que Leite é o melhor piloto para a corrida ao governo gaúcho. O MDB, por sua vez, apresenta o melhor carro, mas, historicamente, tende a impulsionar os seus pilotos, mesmo não sendo eles os favoritos. O acordo, se ocorrer, cria uma chapa muito competitiva, para um estado fortemente disputado pelos presidenciáveis no momento.
Sem acordo
Já em relação a Mato Grosso do Sul, reduto de Tebet, o MDB deixa claro que não há possibilidade de acordo por lá. O PSDB quer emplacar a candidatura de Eduardo Riedel e pede a desistência do ex-governador do estado André Puccinelli (MDB).
Os tucanos têm apoio de uma ala importante do MDB sul-mato-grossense. O deputado estadual Eduardo Rocha é secretário de governo do PSDB no estado. A outra vertente, liderada por Puccinelli, defende candidatura própria.
De acordo com a campanha do MDB, porém, "nem há o que se negociar". Os tucanos poderiam ter aberto espaço, no passado, para a candidatura de Puccinelli ao Senado pelo estado, mas foi feito acordo para respaldar a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) ao cargo. Os emedebistas defendem o diálogo, mas veem pouca chance de o acerto acontecer.
Em Pernambuco, a situação é mais simples. "O MDB é aliado histórico do PSB lá; o PSDB, não. O PSDB sabe disso, só citou Pernambuco nas negociações para 'dar volume'", sustentou uma fonte emedebista. Os tucanos cobram aval à ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra. A aliança, porém, é com o deputado federal Danilo Cabral (PSB), por mais que Lyra esteja mais bem colocada nas pesquisas.
Minas Gerais foi o último estado a ser colocado na mesa de negociação, porém não há conflito. Nenhum dos dois partidos tem pré-candidatos competitivos, e eles não são rivais no estado. O MDB tem o ex-prefeito de Uberaba Paulo Piau, enquanto o PSDB sustenta o nome do ex-deputado federal Marcus Pestana. A princípio, não há nada que impeça o acordo.
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A união é vista como estratégica por ambas as siglas. Na quarta-feira, o PSDB condicionou o apoio à candidatura de Tebet à cabeça de chapa ao governo de três estados: Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Mas, segundo fontes do MDB ouvidas pelo Correio, o verdadeiro interesse tucano é em terras gaúchas, pois não há o que negociar em Mato Grosso do Sul, e Pernambuco foi escolhido apenas para "dar volume".
No Rio Grande do Sul, o líder das pesquisas ao governo do estado é o ex-ministro bolsonarista Onyx Lorenzoni (PL). De acordo com o levantamento RealTime BigData, divulgado na semana passada, ele aparece com 23% das intenções de voto. Há um porém aí: Lorenzoni é o primeiro colocado no cenário sem Eduardo Leite, que não confirmou se concorrerá ao cargo.
Com o ex-governador na disputa, o panorama muda. O tucano alcança 23% dos votos, de acordo com a mesma pesquisa, enquanto Lorenzoni cai para 20%. A intenção do PSDB, portanto, é lançar Leite com o apoio do partido mais forte do estado, o MDB.
Por sua vez, o MDB está disposto a negociar o palanque. "Acho que não é algo que vai acontecer da noite para o dia. O nosso pré-candidato a governador, Gabriel (Souza) (...), tem todas as condições de disputar o o cargo. Essa é uma decisão dos companheiros do Rio Grande do Sul, mas (Souza) já foi um bom parceiro de Eduardo Leite", disse, ontem, o presidente nacional do MDB e deputado federal, Baleia Rossi (SP). "Nós vamos pedir diálogo para que possamos sentar à mesa, mas, claro, respeitando a grandeza do MDB no Rio Grande do Sul."
O que trava o acordo, no momento, é a velha guarda do MDB gaúcho — segundo membros da campanha da sigla —, que é reticente a um acordo com o PSDB e defende candidatura própria. Simone Tebet foi escalada para as negociações.
Dentro do MDB, o entendimento é de que o acordo com o PSDB no Rio Grande do Sul é crucial. "Há sintonia entre as siglas e ambas podem sair ganhando, já que Eduardo Leite tem um certo favoritismo, e o MDB é o maior partido", afirmou ao Correio uma fonte próxima à campanha.
A analogia é de que Leite é o melhor piloto para a corrida ao governo gaúcho. O MDB, por sua vez, apresenta o melhor carro, mas, historicamente, tende a impulsionar os seus pilotos, mesmo não sendo eles os favoritos. O acordo, se ocorrer, cria uma chapa muito competitiva, para um estado fortemente disputado pelos presidenciáveis no momento.
Sem acordo
Já em relação a Mato Grosso do Sul, reduto de Tebet, o MDB deixa claro que não há possibilidade de acordo por lá. O PSDB quer emplacar a candidatura de Eduardo Riedel e pede a desistência do ex-governador do estado André Puccinelli (MDB).
Os tucanos têm apoio de uma ala importante do MDB sul-mato-grossense. O deputado estadual Eduardo Rocha é secretário de governo do PSDB no estado. A outra vertente, liderada por Puccinelli, defende candidatura própria.
De acordo com a campanha do MDB, porém, "nem há o que se negociar". Os tucanos poderiam ter aberto espaço, no passado, para a candidatura de Puccinelli ao Senado pelo estado, mas foi feito acordo para respaldar a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) ao cargo. Os emedebistas defendem o diálogo, mas veem pouca chance de o acerto acontecer.
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