Brasil247 – Em sua coluna publicada nesta quinta-feira (30) pelo jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Corrêa afirmou que o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, encontra dificuldades para formar alianças e ser mais competitivo na disputa.

“Com um palanque enfraquecido em seu próprio Estado e com grandes chances de não conseguir eleger o sucessor que dependia muito da coligação para virar o jogo nas pesquisas, Zema até aqui não conseguiu articular nada a nível nacional. Reconhecidamente alguém que não gosta de política, o (ex) governador não fechou aliança nenhuma”, pontuou.

Segundo o colunista, “como o Novo não superou a cláusula de barreira na última eleição, se não surgir uma composição milagrosa de última hora, Zema não estará no horário eleitoral”.

“Fora da TV, o (ex) governador enfrentará mais dificuldades para se firmar em relação a Ronaldo Caiado (PSD), que aparecerá por poucos segundos, e duelará com um Renan Santos (Missão) que tem muito mais capilaridade nas redes com o ecossistema criado no MBL. Há boas chances de que o ex-governador de Minas acabe amargando o quinto lugar na disputa”, observou.

“Sem horário eleitoral, sem palanques e espremido entre o eleitor liberal que também vota no Missão, o do agro que pode escolher Caiado e o bolsonarista que tem preferência por Flávio, Zema talvez não consiga cumprir o principal objetivo de sua candidatura: o impulsionamento de nomes do Novo ao Legislativo”, acrescentou.