A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo afastou das funções operacionais o policial civil que ameaçou a jornalista da Globonews Natuza Nery. A decisão foi tomada nessa quinta-feira (2). O caso ocorreu na noite de 30 de dezembro em um supermercado no bairro de Pinheiros, na capital paulista, onde ela fazia compras. 

O investigador Arcenio Scribone Junior estava no mesmo local quando abordou a comentarista e apresentadora perguntando se ela era a Natuza Nery da GloboNews. Diante da confirmação, o policial disse que ela e a emissora são responsáveis pela situação do país e que pessoas como a jornalista "merecem ser aniquiladas".

Em outro momento, quando já estava no caixa, ele teria voltado a xingar a apresentadora, o que foi confirmado por testemunhas. 

As informações constam de um boletim de ocorrência (BO) registrado por Natuza, que acionou a Polícia Militar por meio do 190. Os dois então foram conduzidos a uma delegacia onde o investigador preferiu ficar em silêncio. Antes, porém, ainda no supermercado, ele negou aos policias militares que havia ameaçado Natuza e disse ter feito apenas uma crítica ao trabalho dela.

Em nota, a SSP afirmou que "diligências foram realizadas no supermercado em busca de imagens do ocorrido e de eventuais testemunhas". 

Autoridades e personalidades se solidarizaram à Natuza

De acordo com o site Metrópoles, Arcenio Scribone Junior foi recolhido para a Delegacia Seccional de Osasco, na Grande São Paulo, onde estava lotado na Delegacia de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente.

Após a divulgação do caso, autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, artistas e personalidades manifestaram solidariedade à Natuza e cobraram uma rápida resposta das autoridades na investigação da denúncia.