EMBATE NAS REDES

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) reagiu, neste domingo (8/2), às críticas feitas pelo colega de Congresso Nikolas Ferreira (PL-MG) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação nas redes sociais, Correia afirmou que Nikolas “está com medo” de disputar o governo de Minas, ironizou os conflitos internos no campo bolsonarista e questionou o discurso beligerante do deputado ao concluir: “E ainda quer briga?”.

A manifestação ocorre após Nikolas chamar o presidente de “larápio” e afirmar que a oposição vai “com tudo” contra o governo. A declaração foi uma resposta a um vídeo em que Lula defende uma postura mais combativa de seus apoiadores, dizendo que “não tem mais essa de lulinha paz e amor” e que a próxima eleição “vai ser uma guerra”.

Nikolas Ferreira é cotado como um dos nomes para a sucessão estadual em Minas Gerais. Em janeiro, durante coletiva de imprensa, ele afirmou que “não fechou a porta” para a disputa. A intenção do parlamentar, no entanto, sempre foi permanecer na Câmara dos Deputados, onde atua como principal puxador de votos do PL no estado.

Na direção nacional da sigla, o presidente Valdemar da Costa Neto trabalha para capitalizar esse desempenho eleitoral, estimado internamente em cerca de 2 milhões de votos, e fortalecer as bancadas do partido, fator que pesa contra uma candidatura ao Executivo estadual.

Por outro lado, setores do PL e o senador Flávio Bolsonaro, filho 01 de Bolsonaro eleito pelo patriarca como sucessor de seu legado à Presidência, defendem que Nikolas entre na disputa pelo governo mineiro, dentro de uma estratégia de nacionalização do projeto bolsonarista para 2026. Essa ala defende que a sigla tenha candidatos próprios e o número 22 nas urnas em todos os estados.

PL tenta usar Nikolas como escada

O próprio Nikolas, no entanto, tratou de recuar. Em entrevista ao podcast Café com Ferri, transmitido pelo YouTube, afirmou já ter descartado a candidatura ao governo do estado. “Não vou ser candidato a governador. Descartei essa possibilidade. Qualquer pessoa que estivesse no meu lugar, pensando só em eleições, iria. Mas não estou pensando só em eleição”, disse. Segundo ele, governar Minas exigiria uma base política sólida, com apoio de secretários, deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

Na mesma entrevista, o deputado também se distanciou de Flávio Bolsonaro e afirmou que “não faz parte do planejamento” de uma eventual candidatura do senador ao Palácio do Planalto. “No primeiro turno estarei em Minas”, declarou.