BRASÍLIA – Durante abertura da sessão especial de debates temáticos sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, nesta quinta-feira (24), no Senado Federal, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que o Brasil terá de enfrentar, assim como outras nações do mundo, as consequências econômicas e sociais da guerra. O senador ainda destacou que o Parlamento exercerá papel legislativo preponderante ao lidar com os impactos do conflito armado, determinante para o futuro geopolítico e econômico mundial, no território nacional.

“O mundo sequer havia superado por completo o quadro sanitário, econômico e social causado pela pandemia do novo coronavírus, que resultou na perda de incontáveis vidas e enormes prejuízos econômicos e sociais, e já é possível sentir os terríveis efeitos de um novo evento global. Desta vez, provocado por um conflito bélico em pleno continente europeu. Rússia e Ucrânia protagonizam uma guerra que já resultou em muitos mortos, milhões de refugiados e algumas de suas decorrências são incontestes em qualquer cenário de desenlace”, afirmou.

Rodrigo Pacheco destacou que a agricultura será um dos setores mais afetados. “A inflação decorrente da alta generalizada de preços é, talvez, o efeito mais notório do conflito, ao lado do recuo do PIB mundial. A disparada do petróleo e seus subprodutos, ou mesmo a interrupção do gás proveniente da Rússia, afeta diretamente a Europa, mas também impacta todos os países. De outro lado, cabe lembrar que a Ucrânia é um grande produtor de grãos. Ao ser dramaticamente afetada pela guerra, os mercados internacionais de commodities sofrerão abalos, que tendem a intensificar os problemas de abastecimento provocados pela elevação dos fretes marítimos”, externou.

Participaram do evento o ministro das Relações Exteriores, embaixador Carlos Alberto França, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Dias, e o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Roberto Fendt Júnior.

 

 

BRASÍLIA – O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reuniu-se, nesta quinta-feira (24), representantes do fórum de ex-ministros do Meio Ambiente do país e declarou aos integrantes do grupo que projetos referentes ao setor serão minuciosamente analisados em um ambiente de “ampla discussão” e com a devida observância do processo legislativo.

“Cada um desses projetos merece uma ampla discussão e um amplo aprofundamento. Então, o que eu afirmei ao fórum de ex-ministros é o compromisso da presidência do Senado de permitir o exaurimento dessa discussão no âmbito do Senado, por meio de audiências públicas, de sessões de debates temáticos, de uma participação muito ativa das Comissões de Agricultura e do Meio Ambiente”, declarou Rodrigo Pacheco.

O presidente do Senado ainda se referiu à necessidade de o país promover o agronegócio responsável. “O agronegócio é algo que deu certo, e o Brasil aprendeu a fazer de maneira muito eficaz e muito eficiente. Então, eu acho que é perfeitamente possível nós buscarmos compatibilizar a pujança do nosso agronegócio com a preservação do meio ambiente do Brasil”, ressaltou.

O fórum foi representado na reunião, que contou com a participação do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pelos ex-ministros Carlos Minc, Izabella Teixeira, José Carlos Carvalho e José Sarney Filho, que entregaram ao senador Rodrigo Pacheco uma carta com reivindicações do grupo.