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Um relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) aponta que a violência contra povos indígenas aumentou significativamente durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os dados, baseados em informações públicas da Secretaria Especial de Saúde Indígena, dos estados e de outros entes públicos, revelam uma explosão de assassinatos, invasão de terras e avanço do garimpo ilegal sob as terras ocupadas pelas comunidades tradicionais.
O dado mais grave do relatório aponta que somente em 2022, um total de 180 indígenas foram assassinados em conflitos pelo país, A violência contra os povos nativos registrada no ano passado, se equipara ao cenário encontrado nos três anos imediatamente anterior, cobrindo toda a gestão do ex-presidente. Os estados que lideraram o índice de assassinatos foram Roraima (41), Mato Grosso do Sul (38) e Amazonas (30),
De acordo com o Comi, “esses três estados concentraram quase dois terços (65%) dos 795 homicídios de indígenas registrados entre 2019 e 2022: foram 208 em Roraima, 163 no Amazonas e 146 no Mato Grosso do Sul”. Comparado ao governo dos ex-presidentes Michel Temer e Dilma Rousseff, que estiveram no poder entre 2014 e 2018, o governo Bolsonaro representou uma verdadeira guerra pelas terras indígenas no país.
O conselho aponta que o avanço de criminosos sobre indígenas foi potencializado pelo desmonte de órgãos como a Funai e o Ibama, que atuam na fiscalização ambiental e causas indígenas. Outro dado macabro é a mortalidade infantil nas comunidades, agravada pela omissão do poder público. O relatório revela a ocorrência de 835 mortes de crianças indígenas de até quatro anos de idade em 2022. A maioria das mortes foi registrada no Amazonas (233), em Roraima (128) e em Mato Grosso (133). Em comparação aos governos Dilma e Temer, na gestão Bolsonaro, os assassinatos de indígenas aumentaram 83%.
“Diante da ofensiva do governo federal contra os indígenas e seus territórios, a partir da concepção de um projeto neocolonial da negação do ser indígena, houve um aumento alarmante da violência do Estado contra essas populações”, afirmou Dom Roque Paloschi – Arcebispo de Porto Velho (RO) e presidente do Cimi.
Bolsonaro sobre terras indígenas: 'Para onde irá nosso agronegócio?'
Uma das áreas mais afetadas pelo garimpo, violência, pela fome e pela malária foi a Terra Indígena Yanomami. As imagens de idosos e crianças desnutridas e de indígenas com fome rodam o mundo e em abril fizeram o governo Lula decretar emergência de saúde pública de importância nacional na região. Na ocasião, foram enviadas equipes de saúde, cestas básicas e remédios para atender os moradores. A ausência de políticas públicas, inclusive barreiras sanitárias para evitar casos de covid na localidade, levaram a um verdadeiro genocídio.
Outro caso marcante foram os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, assassinados dentro da Terra Indígena Vale do Javari, em junho do ano passado, no Amazonas. Na ocasião, eles faziam uma expedição para denunciar o garimpo ilegal em áreas indígenas.
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Um relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) aponta que a violência contra povos indígenas aumentou significativamente durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os dados, baseados em informações públicas da Secretaria Especial de Saúde Indígena, dos estados e de outros entes públicos, revelam uma explosão de assassinatos, invasão de terras e avanço do garimpo ilegal sob as terras ocupadas pelas comunidades tradicionais.
O dado mais grave do relatório aponta que somente em 2022, um total de 180 indígenas foram assassinados em conflitos pelo país, A violência contra os povos nativos registrada no ano passado, se equipara ao cenário encontrado nos três anos imediatamente anterior, cobrindo toda a gestão do ex-presidente. Os estados que lideraram o índice de assassinatos foram Roraima (41), Mato Grosso do Sul (38) e Amazonas (30),
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O conselho aponta que o avanço de criminosos sobre indígenas foi potencializado pelo desmonte de órgãos como a Funai e o Ibama, que atuam na fiscalização ambiental e causas indígenas. Outro dado macabro é a mortalidade infantil nas comunidades, agravada pela omissão do poder público. O relatório revela a ocorrência de 835 mortes de crianças indígenas de até quatro anos de idade em 2022. A maioria das mortes foi registrada no Amazonas (233), em Roraima (128) e em Mato Grosso (133). Em comparação aos governos Dilma e Temer, na gestão Bolsonaro, os assassinatos de indígenas aumentaram 83%.
“Diante da ofensiva do governo federal contra os indígenas e seus territórios, a partir da concepção de um projeto neocolonial da negação do ser indígena, houve um aumento alarmante da violência do Estado contra essas populações”, afirmou Dom Roque Paloschi – Arcebispo de Porto Velho (RO) e presidente do Cimi.
Bolsonaro sobre terras indígenas: 'Para onde irá nosso agronegócio?'
Uma das áreas mais afetadas pelo garimpo, violência, pela fome e pela malária foi a Terra Indígena Yanomami. As imagens de idosos e crianças desnutridas e de indígenas com fome rodam o mundo e em abril fizeram o governo Lula decretar emergência de saúde pública de importância nacional na região. Na ocasião, foram enviadas equipes de saúde, cestas básicas e remédios para atender os moradores. A ausência de políticas públicas, inclusive barreiras sanitárias para evitar casos de covid na localidade, levaram a um verdadeiro genocídio.
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