O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou o período das convenções partidárias sem conseguir definir um arco de alianças para dar suporte à candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT), que disputa a cadeira de governador.

A cadeira de vice-governador também segue aberta e para o Senado, apenas Marília Campos está definida. A informação foi confirmada pela presidente do PT em Minas, deputada estadual Leninha (PT), durante evento na noite desta quarta-feira (5/8), em Belo Horizonte.

Em uma rápida e tumultuada coletiva de imprensa, a presidente do PT minimizou a demora em concretizar as negociações com aliados e disse que a intenção é ter “cautela” para não errar.

“As nossas conversas seguem. Estamos (no evento) com Patrus (PT), Áurea Carolina (PSOL) e Marília Campos (PT) no time do Lula. Mas estamos aguardando manifestações de outros partidos do time do Lula”, afirmou.

Leninha afirmou que o vice não está definido e não fechou as portas para negociações envolvendo as vagas de senado. Uma possibilidade seria ter três candidatos na base de apoio a Patrus: Marília, Áurea e um nome indicado pelo PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin. 

A legislação limita a chapa majoritária a duas vagas ao Senado, mas não impede que partidos aliados lancem seus próprios candidatos e apoiem um mesmo candidato a governador.

Após a fala de Leninha, os demais candidatos que estavam presentes, incluindo Patrus foram arrastados pela assessoria, sem falar com a imprensa, com a justificativa que o evento estava atrasado mais de duas horas. Desta forma, Patrus não comentou as últimas articulações de sua candidatura.

PSB não mandou representante para o evento

O PSB, principal legenda no alvo dos petistas, não compareceu e nem enviou representantes ao evento que serviu para lançar a chapa de Patrus Ananias.

Os socialistas chegaram a lançar o nome do ex-procurador Jarbas Soares (PSB) para encabeçar o palanque de Lula em Minas. Mas a indicação perdeu força, após o PT confirmar que iria lançar Patrus Ananias. 

Outra ausência importante foi a de representantes da Rede, partido que forma uma federação partidária junto com o PSOL de Áurea Carolina.

A Rede ainda debate a possibilidade de formar chapa com Alexandre Kalil (PDT),mas o PSOL já indicou preferência pelo PT. O impasse pode fazer a legenda ficar independente e permitir que cada legenda atue para o candidato que preferir, sem, no entanto, uma coligação formal.

Mais cedo, nesta quarta-feira, Kalil e o PDT formalizaram uma aliança com o PSDB. O vice na chapa será o ex-deputado tucano Carlos Mosconi.