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Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (24/6), a cúpula do PT de Minas Gerais bateu o martelo e decidiu lançar candidatura própria ao governo do estado nas eleições deste ano. No encontro, além de reiterar a estratégia aprovada pelo partido há cerca de um mês, Lula também voltou a defender o nome da ex-prefeita de Contagem Marília Campos como a melhor opção para disputar o Palácio Tiradentes.
A conversa, realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília, contou com a participação da bancada federal mineira e de integrantes da direção nacional do partido. Após o encontro, a deputada estadual Leninha (PT), presidente da legenda em Minas, divulgou nota na qual confirmou o entendimento construído entre as lideranças.
“As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, escreveu, sem detalhar nomes já cotados para o posto.
A dirigente também ressaltou que Lula dedicou parte da reunião à discussão sobre o peso de Minas Gerais no cenário nacional. “A tradição política mineira, marcada pela capacidade de diálogo e construção de consensos, coloca nosso estado em uma posição central nos rumos do país e nos grandes debates nacionais”, registrou.
A definição fortalece a posição que já vinha ganhando corpo internamente desde o fim de maio, quando o senador Rodrigo Pacheco (PSB) descartou disputar a sucessão do governador Romeu Zema (Novo).
O encontro também serviu para reforçar uma preferência que Lula vem manifestando tão logo recebeu a negativa oficial de seu favorito. De acordo com interlocutores da legenda, o presidente voltou a defender que Marília Campos é o nome mais indicado para a disputa.
Na semana passada, durante visita a Minas, Lula desembarcou no estado com a expectativa de convencer a ex-prefeita de Contagem a ingressar na corrida pelo Palácio Tiradentes. Pré-candidata ao Senado, Marília, contudo, segue resistente às investidas de emissários do presidente para que reveja seus planos eleitorais.
Os dois sequer conseguiram se encontrar durante a passagem presidencial pelo estado. Enquanto Lula cumpria agenda em Belo Horizonte e Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, a ex-prefeita estava no Vale do Jequitinhonha em compromissos previamente agendados que já integram a corrida de sua pré-candidatura ao Senado.
A decisão anunciada nesta quarta consolida uma tendência que já havia sido antecipada na semana passada por Gleide Andrade, secretária nacional de Finanças do PT. Durante a passagem de Lula por Minas, na sexta-feira (19/6), ela afirmou que o partido caminhava para uma candidatura própria e que a definição do nome responsável por liderar o palanque presidencial no estado deveria ocorrer em até dez dias.
“Fizemos uma pesquisa, um campo muito grande do PT, e com base nela estamos fazendo um combinado de em 10 dias a gente ver o caminho que iremos seguir. Nós temos bons nomes dentro do PT e podemos conversar ainda com candidaturas do campo. Mas a nossa grande tendência é caminhar para uma candidatura própria”, declarou na ocasião.
A posição é resultado de uma resolução aprovada no fim do mês passado durante reunião de dirigentes, parlamentares e militantes realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O encontro ocorreu poucos dias depois de Rodrigo Pacheco comunicar oficialmente que não entraria na disputa pelo governo mineiro.
Nomes no páreo
Além de Marília, outros dois nomes figuram entre os mais mencionados para representar o PT na corrida pelo Palácio Tiradentes: o deputado federal Reginaldo Lopes e a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, recém-filiada ao partido. Ao defender a existência de quadros competitivos dentro da legenda, Gleide Andrade citou publicamente alguns desses nomes.
“Temos a Marília Campos, que é nossa candidata ao Senado e lidera muito bem esse projeto, mas que também desempenha muito bem uma candidatura ao governo. Temos a Sandra Goulart, ex-reitora da UFMG, um nome altamente qualificado. E temos parlamentares de grande envergadura que podem cumprir essa missão, caso essa seja a decisão do partido”, afirmou.
A construção de uma candidatura própria também é vista internamente como uma forma de o partido ter maior autonomia e enfrentar a rejeição que historicamente os tem afastado das disputas pelo governo de Minas. Embora Minas tenha sido decisiva para as vitórias presidenciais de Lula em 2002, 2006 e 2022, além das eleições de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, o partido conseguiu eleger apenas um governador desde sua fundação, em 1980.
O único petista a chegar ao Palácio Tiradentes foi o ex-governador Fernando Pimentel, eleito em 2014 após duas gestões à frente da prefeitura de Belo Horizonte. O governo, entretanto, terminou marcado por desgaste, especialmente em razão dos atrasos nos pagamentos de servidores estaduais e dos repasses a municípios. Em 2018, Pimentel não conseguiu a reeleição e foi derrotado por Romeu Zema.
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“As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, escreveu, sem detalhar nomes já cotados para o posto.
A dirigente também ressaltou que Lula dedicou parte da reunião à discussão sobre o peso de Minas Gerais no cenário nacional. “A tradição política mineira, marcada pela capacidade de diálogo e construção de consensos, coloca nosso estado em uma posição central nos rumos do país e nos grandes debates nacionais”, registrou.
A definição fortalece a posição que já vinha ganhando corpo internamente desde o fim de maio, quando o senador Rodrigo Pacheco (PSB) descartou disputar a sucessão do governador Romeu Zema (Novo).
O encontro também serviu para reforçar uma preferência que Lula vem manifestando tão logo recebeu a negativa oficial de seu favorito. De acordo com interlocutores da legenda, o presidente voltou a defender que Marília Campos é o nome mais indicado para a disputa.
Na semana passada, durante visita a Minas, Lula desembarcou no estado com a expectativa de convencer a ex-prefeita de Contagem a ingressar na corrida pelo Palácio Tiradentes. Pré-candidata ao Senado, Marília, contudo, segue resistente às investidas de emissários do presidente para que reveja seus planos eleitorais.
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A decisão anunciada nesta quarta consolida uma tendência que já havia sido antecipada na semana passada por Gleide Andrade, secretária nacional de Finanças do PT. Durante a passagem de Lula por Minas, na sexta-feira (19/6), ela afirmou que o partido caminhava para uma candidatura própria e que a definição do nome responsável por liderar o palanque presidencial no estado deveria ocorrer em até dez dias.
“Fizemos uma pesquisa, um campo muito grande do PT, e com base nela estamos fazendo um combinado de em 10 dias a gente ver o caminho que iremos seguir. Nós temos bons nomes dentro do PT e podemos conversar ainda com candidaturas do campo. Mas a nossa grande tendência é caminhar para uma candidatura própria”, declarou na ocasião.
A posição é resultado de uma resolução aprovada no fim do mês passado durante reunião de dirigentes, parlamentares e militantes realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O encontro ocorreu poucos dias depois de Rodrigo Pacheco comunicar oficialmente que não entraria na disputa pelo governo mineiro.
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A construção de uma candidatura própria também é vista internamente como uma forma de o partido ter maior autonomia e enfrentar a rejeição que historicamente os tem afastado das disputas pelo governo de Minas. Embora Minas tenha sido decisiva para as vitórias presidenciais de Lula em 2002, 2006 e 2022, além das eleições de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, o partido conseguiu eleger apenas um governador desde sua fundação, em 1980.
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