BRASÍLIA - A Federação formada por PT, PCdoB e PV pediu para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abrir uma investigação contra o site “Direita Já”, ligado ao PL, por suposta promoção de notícias falsas com o uso do Fundo Partidário.

O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusa a plataforma de disseminar, “em larga escala, conteúdos mentirosos, deep fakes e propaganda eleitoral negativa” contra o governo. O partido levanta dúvidas se o PL, do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), está utilizando “de forma ilícita e irregular” recursos do Fundo Partidário em materiais “com o objetivo principal de atacar o presidente Lula e o PT”.

Os partidos pedem que a Justiça Eleitoral suspenda, de forma imediata, os conteúdos “já reconhecidos como desinformação pelo TSE” e proíba “qualquer novo impulsionamento pago enquanto o processo tramita”. A ação também pede que o Tribunal obrigue o PL a explicar a origem dos recursos usados na plataforma com a apresentação de contratos, notas fiscais e financiamento, além de identificar os envolvidos na produção dos materiais.

Segundo o PT, parte dos conteúdos divulgados pelo site já foram utilizados na campanha eleitoral de 2022 e carimbados pelo TSE como “fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados”, como deep fakes e conteúdos de inteligência artificial que associam Lula a facções criminosas.

A representação também levanta a suspeita de que a plataforma estaria atuando para “encobrir disparo em massa vedado” por meio do programa “Creators”, classificado pelo PT como “uma central de produção de propaganda negativa” que oferta posts prontos para serem publicados por quaisquer usuários na internet.

O partido de Lula afirma que o programa seria uma parceria com mais de 200 influenciadores, que permitiria 50 milhões de visualizações nos conteúdos, com a liberação de até 50 postos por semana.

“Substitui-se o mecanismo tradicional de compra de anúncios junto ao provedor de aplicação por uma rede paralela de distribuição coordenada, que produz efeito de alcance e repercussão artificialmente amplificado — até mesmo superior ao de campanhas pagas de mídia —, sem se submeter a nenhum dos controles de transparência, rotulagem e responsabilização que a Justiça Eleitoral exige do impulsionamento regular”, acusa o PT.