DINHEIRO E OURO

Os pastores Gilmar Silva dos Santos e Arilton Moura não vão participar de audiência da Comissão de Educação do Senado sobre denúncias de favorecimento indevido na destinação de verbas públicas do Ministério da Educação (MEC). A reunião está agendada para esta quinta-feira (7).

Por meio dos seus advogados, os líderes religiosos informaram a ausência sob alegação que deram “esclarecimentos” por meio de redes sociais e em depoimentos na “esfera criminal” em inquérito que apura os supostos pedidos de propina para liberação de recursos públicos.

Gilmar é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil e Arilton Moura é assessor de Assuntos Políticos da igreja. Ambos, segundo prefeitos, pediram dinheiro e até ouro para agilizar o trâmite na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Ambos são amigos do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, que também é pastor evangélico e teria dito priorizar amigos do pastor a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Jornais e portais de notícias divulgaram áudios atribuídos a Ribeiro com tal fala. Ele faltou à audiência marcada pela Comissão de Educação do Senado, que pretende ouvir nesta quinta-feira o presidente do FNDE, Marcelo Lopes da Ponte. 

O requerimento é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e foi aprovado pela Comissão em 24 de março. 

No requerimento, Randolfe argumenta que “os fatos narrados são gravíssimos e cabe ao Parlamento, por meio da Comissão temática de Educação, a apuração com rigor dos eventos”. 

Em audiência nesta terça-feira (5), prefeitos confirmaram à comissão que receberam pedido de propina para facilitar a liberação de recursos do FNDE.