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O senador tem à mesa o desejo do presidente Lula (PT) em tê-lo à frente do palanque petista em Minas Gerais na campanha ao governo de Minas. Todavia, a saída da vida pública segue no radar do senador, conforme interlocutores, independente de uma mudança de partido. A ida ao União Brasil, articulada pelo presidente do Senado e aliado de Pacheco, Davi Alcolumbre, faz parte de uma movimentação política de diferentes reflexos.
O primeiro impacto é no fortalecimento da bancada do partido no Senado. Em outro aspecto, a ida de Pacheco ao União pode esvaziar o palanque de Mateus Simões (PSD) na campanha ao governo do estado. Federado ao PP, o União tinha acordo alinhado para fechar questão em torno do vice-governador, mas as negociações foram feitas pelo então presidente Marcelo de Freitas.
Com Rodrigo de Castro no comando, em articulação que teve a atuação de Pacheco, o partido deve refazer a rota mirando as eleições de 2026. Na segunda-feira, conforme mostrou O TEMPO, o presidente nacional do União, Antônio Rueda, esteve em BH e, dentre as agendas, almoçou com Castro na região Centro-Sul de Belo Horizonte no encontro A conversa tratou diretamente sobre as mudanças em Minas. Ele também se reuniu com o prefeito de Belo Horizonte, Àlvaro Damião, e o secretário de governo da PBH, Guilherme Daltro.
A troca de cadeiras, inclusive, tem sido avaliada como uma ‘guinada à direita’ pelo deputado federal Marcelo de Freitas, que acabou escanteado e pode chegar no Partido Liberal. “Estamos em conversas. O PL é sim uma opção. Especialmente se o União Brasil em Minas Gerais fizer uma guinada à esquerda”, disse em conversa com a reportagem de O TEMPO, um dia após se reunir com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
À espera de Lula
Com a ida para o União encaminhada, Pacheco aguarda uma conversa com Lula para definição de qual caminho ele seguirá em 2026. Aliados do senador, conforme mostrou O TEMPO, apontam que ele aguarda um projeto sólido do presidente. A leitura é de que, em uma eventual vitória, o senador precisaria de um forte apoio do governo federal para governar Minas Gerais. A situação fiscal do estado é um ponto de preocupação e há um temor de que um eventual mandato possa ficar engessado.
Vale lembrar que Minas Gerais tem uma dívida de R$ 205 bilhões, conforme o último boletim da Receita Estadual. Só à União, o estado deve mais de R$ 182 bilhões, valor que já está sendo equacionado por meio da adesão no final do ano passado ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) - iniciativa que teve forte atuação de Pacheco. “Pegar um estado nessa condição é difícil. Até agora, o Lula só disse a ele: ‘eu preciso que você seja candidato’. Mas isso não convence. Hoje quem precisa do Rodrigo é o Lula, e não o contrário”, resumiu um aliado reservadamente.
Dentro do chamado projeto que Pacheco aguarda de Lula, segundo integrantes do grupo político do senador, há ainda a necessidade de um projeto político para uma eventual derrota na disputa ao Palácio Tiradentes. Pacheco tem o desejo de assumir uma cadeira no STF, mas uma indicação ministerial em um eventual segundo mandato de Lula também é bem avaliada. “Se ele não tiver uma sinalização, qual a razão para ajudar o Lula?”, questionou o aliado ao lembrar o apoio e exposição de Pacheco a Lula antes da indicação de Jorge Messias ao STF.
No entanto, em uma eventual candidatura apoiada por Lula, a entrada no União é vista como a melhor alternativa partidária ao senador por garantir “plataforma segura, tempo de televisão, recursos e estrutura partidária”.
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À espera de Lula
Com a ida para o União encaminhada, Pacheco aguarda uma conversa com Lula para definição de qual caminho ele seguirá em 2026. Aliados do senador, conforme mostrou O TEMPO, apontam que ele aguarda um projeto sólido do presidente. A leitura é de que, em uma eventual vitória, o senador precisaria de um forte apoio do governo federal para governar Minas Gerais. A situação fiscal do estado é um ponto de preocupação e há um temor de que um eventual mandato possa ficar engessado.
Vale lembrar que Minas Gerais tem uma dívida de R$ 205 bilhões, conforme o último boletim da Receita Estadual. Só à União, o estado deve mais de R$ 182 bilhões, valor que já está sendo equacionado por meio da adesão no final do ano passado ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) - iniciativa que teve forte atuação de Pacheco. “Pegar um estado nessa condição é difícil. Até agora, o Lula só disse a ele: ‘eu preciso que você seja candidato’. Mas isso não convence. Hoje quem precisa do Rodrigo é o Lula, e não o contrário”, resumiu um aliado reservadamente.
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