A maioria diz que o senador Rodrigo Pacheco (ainda no PSD) não tem desejo de disputar o governo de Minas. A afirmação não é totalmente verdadeira, como também não seria o contrário.  Pragmático, e com a vida pessoal resolvida, o senador por Minas Gerais está superando a decepção com o presidente Lula que o preteriu na indicação para ministro do STF.

Como ele mesmo já disse, a indicação de seu nome para disputar o governo mineiro o prestigia. A missão é mais operosa e não basta uma canetada como é virar ministro do Supremo. Pacheco e Lula terão mais uma conversa, tida como última tentativa do presidente para convencê-lo a disputar.

Para essa conversa, o senador deverá dizer sim, que aceita disputar o governo de Minas, mas sob três condições: a filiação a um grande partido de centro, apoio político e estrutura partidária. Dentro desse perfil, só restam dois partidos para abrigar seu projeto: o União Brasil/PP e o MDB. Pacheco tem conversado com os presidentes e lideranças nacionais desses partidos, mas quer ouvir o próprio presidente da República para saber até onde vai o apoio dele.

Aliados do senador avaliam que Lula precisa mais de Pacheco do que o contrário. Caso não encontre as condições favoráveis, o senador estaria disposto a encerrar a vida pública e voltar às atividades de advogado. Tanto é que ele já montou, em Brasília, onde pretende continuar morando, uma extensão de sua bem-sucedida banca de Minas Gerais.

Mundo tá virado

Causou estranheza, em Brasília, a declaração do presidente do PSD mineiro, deputado estadual Cassio Soares, ao podcast EM Entrevista, do Estado de Minas, barrando projeto eleitoral do secretário-geral nacional de seu partido. Cassio disse que Alexandre Silveira, que também é mineiro e ministro das Minas e Energia, não teria chances de disputar o Senado pela legenda.

De cima pra baixo
Alguns petistas ainda teimam em buscar protagonismo fácil ao lançar candidatos/as ao governo, contrariando ordens superiores. Elas virão de cima pra baixo. Edinho já avisou.

Marqueteiro em xeque

Perto do final do primeiro mês deste ano eleitoral, o pré-candidato a presidente, Romeu Zema (Novo), mantém o pior desempenho nas pesquisas. Seus concorrentes na direita, que também são governadores de Estado, pontuam melhor.

E o pré-candidato a governador de Zema, Mateus Simões (PSD), atual vice-governador, empacou nos 4%. O momento ali é de fazer um balanço. Lideranças partidárias e aliados do grupo já estão colocando a culpa no marketing e recorrem à máxima do futebol, segundo a qual, quando o time está perdendo, é hora de mexer. Zema e Simões são atendidos pelo mesmo marqueteiro, o carioca Renato Pereira.

MPMG: novas rupturas  

A possível ausência do grupo do ex-procurador-geral Jarbas Soares na próxima sucessão no MPMG e o desgaste do atual procurador-geral, Paulo de Tarso, estão incentivando mudanças. Chamam lá de novas rupturas e lideranças. Tarso chegou ao poder após rompimento com Jarbas. A turma desse está convencida de que disputar a eleição no final do ano seria perda de tempo já que a escolha final é do governador, que, no caso, será Mateus Simões até o final deste ano.

O atual procurador-geral só seria reconduzido se as relações entre o secretário da Casa Civil, Marcelo Aro, que o avalizou, e Simões estiverem pacificadas no período da escolha. O terceiro grupo, no Ministério Público de Minas, segue a liderança do ex-procurador-geral Sérgio Tonet e tem relações próximas com o PT, rival de Simões. Tudo somado, o cenário está propício para o esgotamento das lideranças atuais e surgimento de novas.

Poderia dormir sem essa

O pivô do rompimento político entre a Associação de Municípios Mineiros (AMM) e o governo Zema está completando quatro meses. Em setembro passado, a nova direção da entidade, por ofício, solicitou reunião com o governador para discutir demandas urgentes das prefeituras. Entre elas, o ressarcimento de despesas que hoje são assumidas pelos municípios, mas que são de responsabilidade do Estado, como aluguel de prédios escolares e de delegacias de polícia.

Na conta, entra até o combustível para viaturas policiais. Ao completar quatro meses de silêncio de Zema, o vice Mateus Simões saiu em defesa com críticas a prefeitos. O presidente da AMM, Luís Falcão, classificou de debochada a reação de Simões, que revidou pra cima da deputada estadual Lud Falcão, esposa do dirigente municipalista. Em seguida, ele tomou invertida da deputada e atraiu ainda a oposição de outras seis deputadas: “machista”, “violência política de gênero”... Sob pressão, o vice classificou o imbróglio de “vitimização” e “ânsia por protagonismo”.

Lixo vira arte

Belo Horizonte recicla só 1,1% do lixo produzido pela cidade, um valor abaixo da média nacional de 2,37%. Para aumentar o percentual, duas cooperativas mineiras se especializaram em transformar ferro, sucata e resíduos da indústria automotiva em arte. Formada só por mulheres, a Cooperárvore, com sede em Betim, cria acessórios como sacolas, bolsas, mochilas, chaveiros e nécessaires a partir do reaproveitamento de materiais como cintos de segurança e tecidos automotivos. Já a Dedo de Gente cria esculturas e objetos de decoração a partir de sobras metálicas.

 

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