ELEIÇÕES 2022
 
Após visita ao presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Agostinho Patrus (PSD), nesta quinta-feira (14), o pré-candidato ao Governo de Minas Marcus Pestana (PSDB) defendeu o pessedista da acusação feita pelo governador Romeu Zema (Novo) de sabotar projetos de lei de interesse ao governo por motivação política.

Para o tucano, que é adversário de Zema na disputa pelo Palácio Tiradentes, a declaração do governador é “injusta” e busca “encobrir a sua total falta de diálogo”.

Como exemplo, Pestana cita a dificuldade do governo de formar maioria na ALMG. Em abril deste ano, o bloco parlamentar de apoio a Zema chegou a ser extinto com a saída de Neilando Pimenta do Podemos para o PSB, o que deixou o grupo com 15 membros, um a menos que o necessário para a formação de um bloco no Parlamento mineiro.


“Zema é o primeiro governador da história de Minas a não construir maioria na @assembleiamg .De Francelino a Newton, de Hélio Garcia a Anastasia”, criticou Pestana. Após dois meses sem base governista, Zema conseguiu reagrupar os 16 parlamentares com a adesão de deputados do União Brasil e PMN ao "Bloco Luiz Humberto Carneiro".


Pestana ainda se declarou solidário ao deputado estadual Agostinho, que é coordenador-geral da pré-campanha do ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), também adversário do tucano. “Gostaria de me solidarizar de forma enfática com o Presidente da @assembleiamg ,deputado @agostinhopatrus, diante da grave acusação feita pelo governador @RomeuZema de que teria praticado sabotagem contra o governo,terceirizando sua incapacidade de diálogo e falta de liderança”, afirma. 

Executivo e Legislativo trocam acusações

Na última quarta-feira (13), o governador Romeu Zema acusou o Agostinho Patrus de sabotagem a sua administração durante entrevista à Rádio Transamérica 91,3 FM, de Juiz de Fora, na Zona da Mata,

Zema disse que, por parte do governo, sempre houve abertura ao diálogo com a ALMG. “Ficou muito claro o porquê de (alguns projetos) não terem andado. Você deve ter notado quem era o pré-candidato a vice-governador do meu adversário (o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil): o presidente da ALMG”, afirmou quando questionado sobre a acirrada relação entre o Executivo e o Legislativo.


Patrus revidou a acusação, nesta quinta-feira (14), afirmando que quem sabotou o Estado foi o próprio governador. De acordo com Agostinho, Zema terá que “assumir que é governador há mais de três anos”.

“Deixou 11 hospitais regionais inacabados, estradas em péssimo estado, não criou nenhum programa social na pandemia, teve o fura-fila da vacina, autorizou mineração na Serra do Curral, dívida de Minas só crescendo”. “Quer mais?”, ironizou. 

Para Agostinho, o governador mantém o lema “não fui eu” ao ser questionado sobre a administração estadual. “Já já ele fala que o responsável por isso foi o Hulk ou algum outro super-herói. (...) O desespero começa a bater. Fique tranquilo, Zema, vai piorar”, concluiu o presidente da ALMG.