MOBILIZAÇÃO

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, participou do lançamento da campanha de Carnaval 2025 “Pule, Brinque e Cuide – Unidos pela proteção de crianças e adolescentes”, neste sábado (15 de fevereiro), em Belo Horizonte. Ela destacou os canais de atendimento para denúncias no governo Lula (PT) e pediu a mobilização da sociedade para garantir uma folia segura para todos.

“Nós temos uma preocupação especial com as crianças. Primeiro um espaço para as crianças brincarem e participarem da festa. E a gente também tem uma preocupação com o trabalho infantil de criança e adolescentes. Essa campanha é uma articulação de vários movimentos que lutam pelo direito das crianças, com o ministério para levar esse alerta às famílias e também mobilizar todos os governos, municipais e estaduais, nessa ação”, destaca Macaé Evaristo.

O lançamento foi feito junto com uma apresentação do bloco Todo Mundo Cabe no Mundo, que tem como característica uma bateria inclusiva. “Esse bloco já nasce com essa mensagem da inclusão democrática no próprio nome. Em momentos de tanta intolerância e preconceito, esse bloco é um exemplo para todos nós. Aqui tem criança, idosos, pessoas com deficiência. É o exemplo para nós”, destacou a ministra. De acordo com o ministério, a campanha também terá eventos especiais em outras capitais que são planos tradicionais do Carnaval, como Rio de Janeiro, Recife e Salvador.

Entre as ações previstas, estão a prevenção e fiscalização do uso de álcool, tabaco e entorpecentes por menores de idade; a ampliação dos mecanismos de proteção, com a divulgação de canais de denúncia como o Disque 100; e a sensibilização de pais e responsáveis sobre cuidados essenciais durante o Carnaval por meio de camisas, cartazes, folders, leques e adesivos.

Pilar Lacerda, secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, participou do ministério e disse que a campanha segue mobilizando as prefeituras. “Em Belo Horizonte já temos uma articulação com os movimentos sociais e com os Conselhos Tutelares, que trabalham com plantão também no Carnaval. Não podemos naturalizar o trabalho infantil, a exploração sexual ou situações que coloquem as crianças em risco. O folião, a imprensa, os comerciantes, qualquer um que vir uma situação de risco deve agir, acionar as autoridades, ligar para o Disque 100 para proteger a infância”, afirmou.

Para Leonardo Medina, um dos organizadores do bloco, o recado vem em boa hora. Ele, que traz os filhos para fazer parte da festa, lembra que Carnaval é espaço para a diversão. “Aqui no bloco, por exemplo, são quase 10 mil pessoas no desfile do Carnaval e sempre sem problemas. O importante é todo mundo colaborar e se divertir para fazer o Carnaval para todos. Criança tem que brincar, se divertir, e o Carnaval também é para elas”, destacou.

A ministra Macaé Evaristo lembrou que por muitos anos o Carnaval brasileiro foi relacionado como um espaço onde a exploração sexual acontecia, mas que cabe à sociedade atuar para alterar essa imagem e proteger principalmente as crianças.