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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter a aposta em Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal e, segundo a Folha de S. Paulo, já comunicou a aliados que pretende reenviar ao Senado a indicação do advogado-geral da União. A movimentação ocorre após a rejeição do nome de Messias pela Casa, em um revés político para o Palácio do Planalto.
Ainda segundo o jornal paulista, Lula tem dito que a escolha de ministros da Suprema Corte é uma atribuição exclusiva do presidente da República e que não pretende recuar diante da derrota. Segundo interlocutores, o petista avalia que o Senado não atingiu apenas o chefe da AGU, mas o próprio governo federal.
A expectativa no entorno do Planalto é de que a nova indicação seja formalizada antes das eleições de outubro. Auxiliares próximos afirmam que Lula considera não haver justificativa técnica para barrar o nome de Messias e sustenta que o advogado demonstrou preparo suficiente durante a sabatina no Senado.
O presidente também teria desistido da possibilidade de indicar uma mulher para a vaga aberta no STF, hipótese discutida internamente após a rejeição do AGU. A tendência, segundo aliados, é de manutenção da estratégia inicial, sem mudanças na articulação política do governo.
A avaliação de Lula sobre Messias ganhou força depois da repercussão da posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Durante a cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques no comando da Corte Eleitoral, o advogado-geral recebeu aplausos e manifestações públicas de apoio interpretadas por integrantes do governo como um gesto de desagravo após a derrota no Senado.
O episódio também expôs o distanciamento entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Integrantes presentes na cerimônia relataram que Alcolumbre ignorou as homenagens dirigidas a Messias e manteve pouca interação com o presidente da República ao longo do evento, reforçando o clima de tensão entre os dois.
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