CONGRESSO

Dado como certo para recondução ao cargo de presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) se dedica desde o início desta semana, e seguirá até “o último minuto” na tarefa, às negociações que estão sendo realizadas para compora chapa para Mesa Diretora e os blocos parlamentares. É o que sinaliza um deputado federal dirigente da Casa, em conversa reservada.

“Há uma hipótese avançada de que serão constituídas duas formações, uma para a Mesa Diretora e outra para os blocos parlamentares, o que é absolutamente normal”, explica. Lira, argumenta o parlamentar, trabalha para ser eleito por unanimidade, circunstância que, se consolidada, daria ao presidente alagoano uma capacidade de governabilidade mais estável dentro da Câmara durante o exercício da função, uma das mais importantes dentro da articulação política na Praça dos Três Poderes.

“Lira está em agenda recebendo parlamentares, bancadas, justamente de olho nas formações para a eleição e os blocos, para que ele tenha controle inclusive de se vão aparecer nomes para concorrer à Presidência”, conta o parlamentar, que diz ter agenda marcada para a tarde desta quinta-feira (19) com Lira.

"Jogando o jogo"

As composições de blocos parlamentares são as que definem a distribuição de cargos na Câmara — de grande valia a deputados, que conseguem reduzir a folha de pagamento de seus respectivos gabinetes originais, entre outros benefícios — e as Presidências de comissões importantes. Um provável consolidado, acrescenta, é uma composição entre PL, PP e Republicanos. “Mas será que o PL vai querer compor mesmo com PP? Ainda está muito incerto. Lira está atento a todos esses movimentos.”

Outro possível encaminhamento é a junção entre PSB e PDT para um bloco, uma vez que ambas as siglas sairiam favorecidas e com mais força normativa, a partir do Regimento Interno e do que dizem resoluções da Câmara, para postos importantes.

“Não há razão para Lira decidir agora. Ele é o grande favorito. Lira vai negociar até o último fim de semana deste mês e deixar os encaminhamentos para serem tomados no apagar das luzes de janeiro, já que a eleição é no dia 1º [de fevereiro]. Ele está jogando o jogo.”