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O número, apresentado no portal Fiscaliza Minas, que busca dados diretamente na base do governo e de responsabilidade do administrador Rafael Tiradentes, coincide com declarações de Marcelo Aro em entrevistas concedidas e pronunciamentos públicos revelando que possui o apoio de 844 prefeitos - número impressionante que ultrapassa qualquer adesão eleitoral já registrada na história de Minas.
Aro ditou as cartas da pasta entre 15 de fevereiro de 2025 e 2 abril de 2026, quando deixou a Segov para atender a determinação da Justiça Eleitoral de desincompatibilização do cargo para concorrer nas eleições. No seu lugar, entrou Castellar Guimarães Neto, sócio dele em negócios de criação bovina, que comandou a secretaria até 31 de julho, quando o governador Mateus Simões (PSD) exonerou Castellar depois de romper com Aro.
Entre fevereiro de 2025 e abril de 2026, o valor movimentado na formalização de convênios foi de R$ 2.035.678.800, segundo dados da plataforma Fiscaliza Minas. Os termos foram firmados para executar recursos obtidos distribuídos via Segov por meio de emendas parlamentares. Em entrevista ao Café com Política, de O TEMPO, no dia 1º de julho, Aro estimou sua rede política de apoios.
“Minas tem 853 prefeitos. Eu tenho o apoio declarado e público de 844 prefeitos. Só nove não me apoiam”. Nos bastidores, interlocutores afirmam, reservadamente, que a capilaridade política que Aro obteve junto aos prefeitos foi construída, justamente, a partir da liberação de emendas e recursos aos municípios. Segundo interlocutores, os prefeitos, para acelerar as liberações de recursos, fizeram declaração de apoio a Aro.
Alguns prefeitos, inclusive, reservadamente, confirmaram que anunciaram o apoio a Aro para receber as verbas. Na prática, embora as emendas fossem aprovadas pela Assembleia Legislativa, a execução dependia da disponibilidade e da liberação pelo governo. Nesse processo, recursos para obras como escolas, quadras e pavimentação de ruas teriam sido direcionados a municípios cujos prefeitos sinalizavam apoio a Aro, para o segundo voto para o Senado
Ainda de acordo com relatos obtidos pela reportagem, Aro anunciava os recursos como destinações individuais ligadas às atividades exercidas por ele na Segov, sem citar, por exemplo, o nome do governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD). Como mostrou O TEMPO, a engenharia política para forçar apoios de prefeitos à sua candidatura ao Senado perdeu força.
O desembarque de administradores municipais da campanha se deu, especialmente, depois do rompimento com o chefe do Executivo estadual e do “chega pra lá” da campanha de Cleitinho Azevedo (Republicanos), que se distanciou e não vai mais apoiar Aro na disputa ao Senado. Segundo a plataforma Fiscaliza Minas, Belo Horizonte foi a cidade com maior valor de convênios firmados com a Segov.
O montante total em acordos formalizados entre a capital e a pasta foi de R$ 55.237.514,00. Em seguida aparece Governador Valadares, com cifras da ordem de R$ 31.429.363,00. Já as cidades com menor valor na formalização de convênios foram Doresópolis, com termo de R$ 83.500,00, e Conceição do Mato Dentro, Luisburgo, Jequeri e Juramento. As quatro cidades assinaram convênios de R$ 100.000,00 cada.
A reportagem questionou Marcelo Aro, via assessoria, se houve uso dos convênios na Segov para barganhar apoio político. No entanto, nenhum retorno foi enviado até a publicação. O espaço segue aberto.
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Aro ditou as cartas da pasta entre 15 de fevereiro de 2025 e 2 abril de 2026, quando deixou a Segov para atender a determinação da Justiça Eleitoral de desincompatibilização do cargo para concorrer nas eleições. No seu lugar, entrou Castellar Guimarães Neto, sócio dele em negócios de criação bovina, que comandou a secretaria até 31 de julho, quando o governador Mateus Simões (PSD) exonerou Castellar depois de romper com Aro.
Entre fevereiro de 2025 e abril de 2026, o valor movimentado na formalização de convênios foi de R$ 2.035.678.800, segundo dados da plataforma Fiscaliza Minas. Os termos foram firmados para executar recursos obtidos distribuídos via Segov por meio de emendas parlamentares. Em entrevista ao Café com Política, de O TEMPO, no dia 1º de julho, Aro estimou sua rede política de apoios.
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A reportagem questionou Marcelo Aro, via assessoria, se houve uso dos convênios na Segov para barganhar apoio político. No entanto, nenhum retorno foi enviado até a publicação. O espaço segue aberto.