O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), reafirmou a pré-candidatura ao governo de Minas Gerais. Em entrevista ao Café com Política, disponível no canal de O TEMPO no YouTube, Kalil ignorou o vice-governador Mateus Simões (PSD) e tratou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não definiu se será de fato candidato, como o principal adversário em uma eventual disputa ao Palácio Tiradentes. A equipe de O TEMPO foi recebida no apartamento do ex-prefeito, na capital mineira, na manhã desta quinta-feira.

Com uma pré-candidatura que até o momento caminha sem sinalizações de alianças com outros partidos, o ex-prefeito garante que não pensa, no momento, em desistir de disputar o governo de Minas. Nos bastidores, o nome dele chegou a ser cogitado também para concorrer ao Senado, hipótese que também foi avaliada internamente no PDT. 

“Eu sou candidato ao governo. Fui convidado pelo PDT a me filiar e pela estrada que se leva, eu não estou vendo muito como sair dessa pré-candidatura. Acho que em política a gente aprende, como na vida, que tudo pode mudar. Mas a princípio eu acho que é o que eu gostaria, que eu já fiz. E porque eu acho que eu sou talhado”, ratificou Kalil. 

Até o momento, a corrida ao Executivo estadual tem posicionado também o ex-vereador de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), além de Simões e Cleitinho. Porém, tirando o senador, os demais não o incomodam. “O meu adversário é o Cleitinho, que está na minha frente. Eu só tenho um adversário hoje, que eu miro, é um bom rapaz e que está na frente. O resto tá em baixo. Se eu olhar para baixo, aí é que eu não vou ganhar a eleição”, disse Kalil, em referência às pesquisas eleitorais divulgadas até o momento. 

Como disputar contra o senador?

Para superar o senador, Alexandre Kalil vê como principal desafio superar a popularidade digital de Cleitinho nas redes sociais. Somente no perfil do Instagram, onde é mais ativo, Cleitinho reúne mais de 3,8 milhões de seguidores. Kalil, por sua vez, conta com 215 mil admiradores acompanhando as suas postagens na plataforma. 

“Eu tenho o que mostrar na prática, e ele tem uma internet muito forte. Eu consigo melhorar minha internet, mas eu acho que ele não consegue mostrar o que ele fez na prática”, disse ele, que aposta nas gestões de dois mandatos à frente da Prefeitura de Belo Horizonte (de 2017 a 2022) e na presidência do Clube Atlético Mineiro (de 2008 a 2014) como trunfo. 

De acordo com o ex-prefeito, ele não vai apelar a uma guerra de narrativas ideológicas durante uma eventual campanha. “A principal arma é chegar e tentar mostrar o que fez. Eu não vou partir para uma campanha ideológica, até porque eu não tenho ideologia nesse ponto. Eu não consigo me ver nem de extrema esquerda e nem de extrema direita”, acrescentou. 

Para vencer as eleições ao governo do estado, na avaliação de Kalil, os candidatos terão que conversar com o eleitorado da esquerda à direita. “Defender quem passa fome foi capturado pela esquerda, e o empresariado que gera imposto, que nós precisamos para matar fome de quem está com fome, foi capturado pela direita, e nós precisamos dos dois”, afirmou.