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O ex-governador de São Paulo João Doria anunciou a desistência da pré-candidatura a presidente da República. Ele havia vencido as prévias do PSDB para a disputar as urnas nas eleições de outubro deste ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23).
"Hoje, entendo serenamente que não sou a escolha da cúpula do PSDB. Aceito esta realidade de cabeça erguida. Sempre seguirei buscando o consenso, mesmo que ele seja contrário ao meus anseios. Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve", declarou Doria em pronunciamento.
O tucano fez o anúncio cercado por dirigentes do PSDB e ao lado da esposa, Bia Doria, em São Paulo. Estava presente também o presidente nacional do partido, Bruno Araújo, que trabalhava para convencer Doria a desistir do plano eleitoral. Veja a íntegra abaixo:
Doria passava por conflitos para tentar manter sua pré-candidatura que, mesmo com a vitória nas prévias, corria riscos pelas negociações da terceira via. O PSDB não abriu mão de conversar com o MDB e o Cidadania para firmar uma candidatura única do grupo. A intenção é enfrentar a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) indicada nas pesquisas de intenção de voto.
Doria não contava com o apoio nem de Araújo, que chegou a coordenar a equipe de pré-campanha do ex-governador paulista, mas foi destituído da função após atritos. Depois, Araújo foi escolhido para representar o PSDB nas conversas da chapa única com discurso pela inviabilidade eleitoral de Doria na disputa pela Presidência da República.
Nos últimos dias, o grupo anunciou a estratégia de fazer uma pesquisa prévia para identificar o nome com menor rejeição e oficializar o pré-candidato oficial. O resultado foi lançado internamente, mas a sinalização é de que a pré-candidata do MDB, Simone Tebet, foi a escolhida com base na alta rejeição de Doria. O anúncio oficial da decisão deve ser feito nesta terça-feira (24), depois de já sofrer adiamento.
Doria e Araújo tinham uma conversa marcada para o final da tarde desta segunda. No encontro, o presidente tucano pretendia consolidar a Doria o indicativo de que as três legendas que buscam uma candidatura única para a terceira via preferem Tebet na cabeça de chapa.
Doria chegou a considerar levar a questão para a Justiça para garantir o resultado das prévias. Na eleição interna em novembro de 2021, que custou R$ 12,2 milhões, ele recebeu 53,99% dos votos dos filiados tucanos. Os adversários eram o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Liete, que obteve 44,66% dos votos, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto, com 1,35%.
O ex-governador paulista dividiu apoio dentro do PSDB. Enquanto uma ala minoritária defende a pré-candidatura dele afirmando que Doria tem um legado a mostrar que inclui a vacina contra a Covid-19, outra parte tucana, majoritária, quer Tebet. Há ainda quem peça por uma candidatura própria do PSDB fora do grupo da terceira via e sem Doria.
Com a falta de apoio, o paulista ameaçou desistir da disputa presidencial. Em 31 de março, ele chegou a afirmar a aliados que não renunciaria ao governo de São Paulo, ação necessária para entrar nas urnas como candidato a presidente. No mesmo dia, porém, voltou atrás e formalizou a renúncia. Horas depois, ele admitiu que usou um “comportamento estratégico” para ter apoio.
Outro partido que negociava a candidatura única da terceira via era o União Brasil, mas a legenda se descolou e anunciou que terá “chapa pura” encabeçada pelo presidente, Luciano Bivar. Há, no entanto, pressão de grupos que defendem a substituição de Bivar pelo ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, que se filiou ao União depois de deixar o Podemos, onde era pré-candidato a presidente.
Fonte:otempo.com.br
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"Hoje, entendo serenamente que não sou a escolha da cúpula do PSDB. Aceito esta realidade de cabeça erguida. Sempre seguirei buscando o consenso, mesmo que ele seja contrário ao meus anseios. Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve", declarou Doria em pronunciamento.
O tucano fez o anúncio cercado por dirigentes do PSDB e ao lado da esposa, Bia Doria, em São Paulo. Estava presente também o presidente nacional do partido, Bruno Araújo, que trabalhava para convencer Doria a desistir do plano eleitoral. Veja a íntegra abaixo:
Doria passava por conflitos para tentar manter sua pré-candidatura que, mesmo com a vitória nas prévias, corria riscos pelas negociações da terceira via. O PSDB não abriu mão de conversar com o MDB e o Cidadania para firmar uma candidatura única do grupo. A intenção é enfrentar a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) indicada nas pesquisas de intenção de voto.
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Doria chegou a considerar levar a questão para a Justiça para garantir o resultado das prévias. Na eleição interna em novembro de 2021, que custou R$ 12,2 milhões, ele recebeu 53,99% dos votos dos filiados tucanos. Os adversários eram o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Liete, que obteve 44,66% dos votos, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto, com 1,35%.
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Com a falta de apoio, o paulista ameaçou desistir da disputa presidencial. Em 31 de março, ele chegou a afirmar a aliados que não renunciaria ao governo de São Paulo, ação necessária para entrar nas urnas como candidato a presidente. No mesmo dia, porém, voltou atrás e formalizou a renúncia. Horas depois, ele admitiu que usou um “comportamento estratégico” para ter apoio.
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Fonte:otempo.com.br