array(31) {
["id"]=>
int(181688)
["title"]=>
string(79) "Itamaraty mantém cautela após novos ataque de Milei para evitar escalar crise"
["content"]=>
string(3938) "BRASÍLIA - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve responder aos últimos ataques proferidos pelo presidente da Argentina, Javier Milei, no domingo (2/8), quando chamou o petista de “ladrão” e “corrupto”.O Ministério das Relações Exteriores vem adotando uma postura cautelosa diante da crise diplomática com o país vizinho. Desde os primeiros ataques de Milei, durante a convenção do PL que confirmou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como presidenciável, o Itamaraty não tem se manifestado oficialmente em relação ao governo argentino.
Por outro lado, as novas declarações de Milei afastam a hipótese de um retorno, nos próximos dias, do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli. Desde que se desencadeou a atual crise, ele foi convocado para retornar a Brasília e se reuniu duas vezes com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para consultas e orientações.
Após o último encontro, na quarta-feira (29/7), ficou definido que Vitelli retornaria à Argentina, mas em data ainda a ser definida pela chancelaria brasileira. A tendência seria isso acontecer após um arrefecimento das tensões, cenário que se tornou mais distante após o último domingo.
Em entrevista à emissora argentina LN+, Milei relembrou o processo judicial que prendeu e depois resultou na soltura de Lula. "Ele é um ladrão, é um corrupto, foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso, por isso também é verdade chamá-lo de presidiário. E não só isso: ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente", disse.
A orientação no governo Lula é de que seus ministros e auxiliares evitem novas declarações polêmicas que possam repercutir na Argentina. O alerta veio principalmente após uma fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que chamou Milei de “palhaço”, o que gerou irritação no Palácio do Planalto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também foi incisivo ao chamar o líder argentino de “figura patética” e “puxa-saco de Trump.
No dia 25 de julho, Milei participou da convenção do PL em São Paulo, evento que confirmou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Milei se referiu a Lula como "presidiário" e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca".
"O lixo careca não me permitiu visitar meu amigo (o ex-presidente Jair Bolsonaro) injustamente preso, embora eu saiba que Lula recebia constantemente líderes estrangeiros enquanto estava na cadeia, inclusive aquele ex-presidente argentino desastroso, Alberto Fernández”, disse o presidente da Argentina na ocasião.
"
["author"]=>
string(24) "Levy Guimarães - OTEMPO"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(639373)
["filename"]=>
string(24) "maurovieiraministro2.png"
["size"]=>
string(6) "656561"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(122) "Ministro Mauro Vieira não deve se manifestar após os últimos ataques de Milei a Lula/Foto: Lula Marques/Agência Brasil"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(173) "Orientação no governo Lula é evitar responder o presidente argentino na mesma moeda; retorno de embaixador a Buenos Aires ainda é distante
"
["author_slug"]=>
string(21) "levy-guimaraes-otempo"
["views"]=>
int(73)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(77) "itamaraty-mantem-cautela-apos-novos-ataque-de-milei-para-evitar-escalar-crise"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-08-03 15:29:08.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-08-04 10:57:30.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-08-04T10:50:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(25) "/maurovieiraministro2.png"
}
BRASÍLIA - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve responder aos últimos ataques proferidos pelo presidente da Argentina, Javier Milei, no domingo (2/8), quando chamou o petista de “ladrão” e “corrupto”.O Ministério das Relações Exteriores vem adotando uma postura cautelosa diante da crise diplomática com o país vizinho. Desde os primeiros ataques de Milei, durante a convenção do PL que confirmou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como presidenciável, o Itamaraty não tem se manifestado oficialmente em relação ao governo argentino.
Por outro lado, as novas declarações de Milei afastam a hipótese de um retorno, nos próximos dias, do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli. Desde que se desencadeou a atual crise, ele foi convocado para retornar a Brasília e se reuniu duas vezes com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para consultas e orientações.
Após o último encontro, na quarta-feira (29/7), ficou definido que Vitelli retornaria à Argentina, mas em data ainda a ser definida pela chancelaria brasileira. A tendência seria isso acontecer após um arrefecimento das tensões, cenário que se tornou mais distante após o último domingo.
Em entrevista à emissora argentina LN+, Milei relembrou o processo judicial que prendeu e depois resultou na soltura de Lula. "Ele é um ladrão, é um corrupto, foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso, por isso também é verdade chamá-lo de presidiário. E não só isso: ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente", disse.
A orientação no governo Lula é de que seus ministros e auxiliares evitem novas declarações polêmicas que possam repercutir na Argentina. O alerta veio principalmente após uma fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que chamou Milei de “palhaço”, o que gerou irritação no Palácio do Planalto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também foi incisivo ao chamar o líder argentino de “figura patética” e “puxa-saco de Trump.
No dia 25 de julho, Milei participou da convenção do PL em São Paulo, evento que confirmou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Milei se referiu a Lula como "presidiário" e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca".
"O lixo careca não me permitiu visitar meu amigo (o ex-presidente Jair Bolsonaro) injustamente preso, embora eu saiba que Lula recebia constantemente líderes estrangeiros enquanto estava na cadeia, inclusive aquele ex-presidente argentino desastroso, Alberto Fernández”, disse o presidente da Argentina na ocasião.