FUNCIONALISMO PÚBLICO


O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou o movimento de funcionários públicos da esfera federal que pedem aumento de salários em meio à pandemia. Durante o anúncio do resultado das contas públicas do governo federal em 2021, ele citou o fato de as categorias estarem trabalhando de maneira remota para dizer que ‘não faria o menor sentido’ demandar reajustes neste momento.

"Se nós estávamos em home office, nós do funcionalismo, fazendo live, fazendo o distanciamento social necessário, não faria o menor sentido os professores, em casa, fazendo aula à distância quando podiam, os alunos também em distanciamento… qual o sentido de pedir reajuste de salário, mesmo agora quando temos ainda uma crise conosco, nessa variante ômicron?”, questionou.

O ministro complementou dizendo que o país continua ‘em guerra’ contra a covid-19.

“Temos que ter cuidado com os salários, porque estamos ainda em guerra e temos que pagar pela nossa guerra em vez de empurrar o custo para as futuras gerações", disse.

A fala acontece um dia após o presidente Jair Bolsonaro anunciar um aumento de 33,24% no piso salarial dos professores de educação básica. A medida vale também para os estados e municípios.

Nas últimas semanas, cerca de 50 categorias do funcionalismo público federal vêm pedindo reajustes para compensar a perda do poder de compra que tiveram devido à inflação desde o início do governo Bolsonaro. Parte dos servidores espera entrar em greve no dia 9 de março caso não haja avanço nas negociações.