REAÇÃO


Entidades da categoria protestam depois de o governador de Minas dizer que profissionais recebem salário acima do piso e podem ser substituídos

Entidades ligadas ao setor de enfermagem em Minas Gerais reagiram com veemência e revolta à fala do governador Romeu Zema (Novo), à Rádio Difusora FM, de Ouro Fino, que tratou o piso salarial da categoria como "privilégio e mercado paralelo". Zema afirmou ainda que "profissionais com curso superior poderiam ser substituídos por técnicos e auxiliares, por terem salários inferiores".


Ao justificar que não pagaria o piso salarial nacional, aprovado no início de maio pelo Congresso Nacional, Zema garantiu que o "funcionalismo do estado que trabalha na área da saúde já recebe acima do piso"

E questionou: "Por que só a enfermagem? Por que fisioterapeuta não tem direito? Por que o farmacêutico não tem direito?". A fala do governador teve grande repercussão em redes sociais. 
 
Maria do Socorro Pacheco Pena, presidente em exercício do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG), disse que a autarquia reconhece a importância e o quanto cada profissional da enfermagem é essencial para a assistência à saúde.

"Mas, temos a Lei 7.498/86, que regulamenta o exercício legal da profissão, que deverá ser respeitada por todas as unidades de saúde. Essa não deve ser uma preocupação do governador ou de qualquer outro gestor. O Coren-MG já está acompanhando qualquer manobra nesse sentido e atuará com rigidez."