RELATOR DO CASO MASTER

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que todo o lucro da empresa que tem com a família é destinado a doações para obras sociais e à igreja. Além de magistrado, ele é pastor na Igreja Presbiteriana, em São Paulo. 

A declaração, publicada nas redes sociais, se deu em meio a uma decisão em família. Segundo Mendonça, todo o lucro do Instituto Iter, que comercializa cursos jurídicos feitos pelo ministro, será destinado para dízimo, obras sociais e educação.

“Durante a peregrinação, Abraão construía tendas, mas também construía altares. Abraão, ao mesmo tempo em que parava e construía uma tenda, ele construía um altar de adoração a Deus. Eu, com a minha esposa, e sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter, será para consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier possivelmente a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restante será investido em obras sociais e educação”, afirmou.

Um dos cursos oferecidos pelo magistrado, por exemplo, de oratória, em setembro de 2025, teve carga horária de 24 horas presenciais com uma turma limitada a 20 alunos pelo preço de R$ 22,5 mil. Conforme levantamento do jornal Estadão, a empresa faturou R$ 4,8 milhões em menos de um ano. Tendo esse valor como métrica, em um ano, R$ 480 mil seriam doados para o dízimo, enquanto R$ 4,32 milhões teriam como destino obras sociais e de educação. 

Mendonça é o novo relator do caso do Banco Master na corte do STF, designado por sorteio após a saída de Dias Toffoli na última semana em meio a suspeitas de ligação entre o primeiro relator com o banqueiro Daniel Vorcaro. Com a mudança na relatoria, Mendonça poderá rever decisões que foram alvo de críticas nos últimos meses, como o sigilo imposto ao processo.

Além desse inquérito, o magistrado também é responsável pela investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.