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string(88) "Deputada leva denúncia contra vice-governador à ALMG e discute medidas com lideranças"
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string(6011) "A deputada estadual Lud Falcão (Podemos) afirmou, nesta quinta-feira (22/1), em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, que levou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a denúncia de ameaça e intimidação feita contra ela pelo vice-governador Mateus Simões (PSD).
A deputada publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo que o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), teria ameaçado “fechar as portas” do Estado para ela. A suposta ameaça teria ocorrido após o marido da parlamentar, Luís Eduardo Falcão (sem partido), prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), ter criticado o governo por conta dos custos que as cidades têm de arcar em relação a obrigações que seriam do Estado.
Segundo Lud, o caso está sendo discutido com lideranças da Casa para a definição de eventuais medidas institucionais. De acordo com a parlamentar, a postura do vice-governador extrapola o conflito político e atinge o próprio parlamento.
Para a deputada, a ligação feita por Simões revela uma tentativa de intimidação. “Ele age como se fosse dono do Estado. Quem é ele?”, questionou a deputada.
Segundo ela, a atitude de Simões atingiu não apenas sua atuação individual, mas o próprio Legislativo. “Ele não atinge somente a mim. Ele atinge o parlamento mineiro. Ele acha que a Assembleia é tapete vermelho para as atividades pessoais dele”, pontuou.
A deputada relatou ainda que procurou o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), além da bancada feminina e da Procuradoria da Mulher, para tratar do episódio. Questionada sobre quais medidas podem ser adotadas, afirmou que a decisão será tomada coletivamente: “Isso é feito em conjunto, é uma costura. Vamos aguardar os próximos passos”.
O embate levou a deputada a anunciar que não pretende permanecer na vice-liderança do governo quando Mateus Simões assuma o comando do Executivo estadual. Para a deputada, sua permanência na função está condicionada à atual gestão. “Quando o governador sair da cadeira, ele entra e eu saio”, disse, ao destacar que não vê legitimidade política no vice-governador para ocupar o cargo com seu apoio.
Privatização Copasa
Durante a entrevista, Lud Falcão também comentou a divergência pública com o marido em relação à privatização da Copasa. Enquanto Falcão, na condição de presidente da AMM, criticou o processo e defendeu maior participação dos municípios, a deputada votou a favor da privatização. Para ela, a diferença de posição está relacionada às funções exercidas por cada um.
“Não somos obrigados a pensar igual”, afirmou, ao destacar que sua decisão foi tomada a partir da realidade do saneamento e da prestação do serviço à população.
A deputada disse não se arrepender de ter votado a favor da proposta e afirmou que sua decisão foi baseada nas dificuldades enfrentadas pela população. “Eu agi atuando nas dores dos munícipes, das pessoas que vivem e que não têm abastecimento de água potável nas suas casas”, explicou.
Segundo a parlamentar, a precariedade do serviço justifica a mudança no modelo. “Eu estou falando de 48% do esgoto do Estado de Minas Gerais, que é jogado nos nossos rios porque a Copasa não faz os investimentos necessários”, disse a deputada, que reforçou que sua atuação é independente. “Eu sou muito convicta em que eu voto na minha consciência. Eu não voto porque eu sou subserviente ao governo".
Ao tratar das diferenças de posicionamento dentro da própria família, a deputada afirmou que isso não compromete a atuação política. “Nós somos unidos como um bom casal pelo amor e não pelas opiniões que sempre têm que ser as mesmas”, avaliou.
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A deputada publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo que o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), teria ameaçado “fechar as portas” do Estado para ela. A suposta ameaça teria ocorrido após o marido da parlamentar, Luís Eduardo Falcão (sem partido), prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), ter criticado o governo por conta dos custos que as cidades têm de arcar em relação a obrigações que seriam do Estado.
Segundo Lud, o caso está sendo discutido com lideranças da Casa para a definição de eventuais medidas institucionais. De acordo com a parlamentar, a postura do vice-governador extrapola o conflito político e atinge o próprio parlamento.
Para a deputada, a ligação feita por Simões revela uma tentativa de intimidação. “Ele age como se fosse dono do Estado. Quem é ele?”, questionou a deputada.
Segundo ela, a atitude de Simões atingiu não apenas sua atuação individual, mas o próprio Legislativo. “Ele não atinge somente a mim. Ele atinge o parlamento mineiro. Ele acha que a Assembleia é tapete vermelho para as atividades pessoais dele”, pontuou.
A deputada relatou ainda que procurou o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), além da bancada feminina e da Procuradoria da Mulher, para tratar do episódio. Questionada sobre quais medidas podem ser adotadas, afirmou que a decisão será tomada coletivamente: “Isso é feito em conjunto, é uma costura. Vamos aguardar os próximos passos”.
O embate levou a deputada a anunciar que não pretende permanecer na vice-liderança do governo quando Mateus Simões assuma o comando do Executivo estadual. Para a deputada, sua permanência na função está condicionada à atual gestão. “Quando o governador sair da cadeira, ele entra e eu saio”, disse, ao destacar que não vê legitimidade política no vice-governador para ocupar o cargo com seu apoio.
Privatização Copasa
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A deputada disse não se arrepender de ter votado a favor da proposta e afirmou que sua decisão foi baseada nas dificuldades enfrentadas pela população. “Eu agi atuando nas dores dos munícipes, das pessoas que vivem e que não têm abastecimento de água potável nas suas casas”, explicou.
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Ao tratar das diferenças de posicionamento dentro da própria família, a deputada afirmou que isso não compromete a atuação política. “Nós somos unidos como um bom casal pelo amor e não pelas opiniões que sempre têm que ser as mesmas”, avaliou.