CPI DA COVID

Membros da Frente Parlamentar Observatório da Pandemia, composta por senadores que fizeram parte da CPI da Covid, divulgaram um roteiro de provas enviado ao procurador-geral da República, Augusto Aras.

O documento, de 12 páginas, indica todos os crimes imputados pela Comissão Parlamentar de Inquérito, os nomes dos indiciados de cada um e qual a prova documental apontada pelo relatório da CPI. 

Entre os nomes apontados, está o do presidente Jair Bolsonaro, além de ministros do governo, deputados federais, senadores, empresários, médicos, blogueiros e outros aliados de Bolsonaro. No total, 12 acusados pela CPI possuem foro privilegiado e só podem ser investigados pela PGR.

O ato é uma tentativa de pressionar Augusto Aras a dar encaminhamento às denúncias feitas pelo parecer e enviadas à Procuradoria-Geral da República. Aras já expressou que a CPI não apresentou provas, e sim “informações desconexas e desorganizadas”, o que poderia invalidar provas e anular processos.

Nesta quarta-feira (23), senadores da CPI disseram que a PGR tenta “diminuir” o trabalho feito pela comissão, que atuou de abril a outubro do ano passado. Vice-presidente da comissão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que Aras faz “embromação”.

“Não encontramos razão para a Procuradoria-geral da República se manter inerte, não ter nenhum tipo de ação sobre isso. Cabe à PGR três encaminhamentos: pedir inquérito, pedir novas diligências ou arquivar tudo. O que não pode é embromar. É ficar ganhando tempo, não dar satisfação”, disse.

Para o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), Augusto Aras “pode condenar ou absolver, mas nunca dizer que não tem provas”.

“Se ele absolver, ele entra para a história absolvendo pessoas que contribuíram para a morte de 630 mil pessoas. Se ele condenar, tá fazendo o dever dele. O único argumento que o doutor Aras não pode dizer é que não tem provas, porque as provas são públicas”, afirmou.