array(31) {
["id"]=>
int(139183)
["title"]=>
string(75) "Comissão da Assembleia pede a derrubada do veto de Zema a reajustes extras"
["content"]=>
string(9087) "FUNCIONALISMO PÚBLICO
A comissão especial formada pela Assembleia Legislativa para analisar o veto de Romeu Zema (Novo) a reajustes extras concedidos a três categorias do funcionalismo sugeriu, nesta segunda-feira (11/4), a derrubada da decisão do governador mineiro. Quatro dos cinco deputados estaduais que compõem o grupo votaram favoravelmente à ideia de barrar o veto. Apenas um parlamentar se manifestou em prol das pretensões do Palácio Tiradentes.
Agora, o veto será analisado no plenário da Assembleia, em turno único. A votação final pode ocorrer já nesta terça. A tendência é que uma reunião extraordinária seja agendada para às 10h. Se 39 dos 77 parlamentares decidirem anular o ato de Zema, o poder público será obrigado a conceder reposição salarial adicional de 14% aos trabalhadores da saúde e da segurança pública.
Profissionais da educação, por sua vez, terão direito a incremento de 33,64% nos vencimentos, nos termos do piso nacional da categoria. Os índices são complemento aos 10,06% de aumento dado a todos os funcionários públicos ligados ao governo de Minas Gerais - o percentual geral é retroativo a janeiro deste ano.
Caso o veto caia, o auxílio social aos servidores inativos da segurança também estará assegurado.
O texto do relator da comissão, Sávio Souza Cruz (MDB), questiona as alegações do governador sobre a inconstitucionalidade dos aumentos extras, inseridos no projeto original por meio de emendas apresentadas por deputados. Para o parlamentar, os aumentos extras servem para suprir a "omissão" da versão original do projeto.
O documento aponta, também, dados do Balanço Contábil do estado no dia 31 de dezembro do ano passado. "A disponibilidade bruta de caixa do Poder Executivo era de aproximadamente R$ 18 bilhões de reais. Recursos esses suficientes para arcar com as despesas decorrentes das revisões concedidas para as áreas de segurança pública, saúde e educação, bem como do auxílio social", lê-se em trecho do parecer do emedebista.
Deputados dizem que governo tem dinheiro em caixa
Durante os debates sobre os reajustes adicionais, governistas criticaram o fato de os aumentos extras não terem sido acompanhados por estudos sobre o impacto financeiro dos pagamentos. O reajuste original, de 10,06%, por sua vez, deve custar cerca de R$ 5 bilhões ao ano.
Em que pese a equipe de Zema afirmar que os reajustes adicionais trariam gastos, Sávio Souza Cruz pontuou, em seu relatório, que a análise só pode ser feita com base em dados que não foram fornecidos aos deputados.
"Ao contrário do que deixa transparecer o governo, esta Casa, por meio da atuação ativa de seus parlamentares, buscou por diversas vezes demonstrar a existência de fontes de recursos", escreveu o deputado, citando os requerimentos enviados pelo Parlamento a fim de obter informações sobre o saldo financeiro presente na conta do Tesouro Estadual.
Há duas semanas, quando a Assembleia colocou os reajustes extras no projeto sobre a reposição salarial, o governo estimou impacto extra de R$ 9 bilhões. Segundo Professor Cleiton (PV), os custos adicionais, na verdade, estariam em torno de R$ 4,6 bilhões.
"O estado tem dinheiro de sobra em caixa. Estamos diante de uma decisão de governo, política", disse. "Me estranha um governo que luta tanto para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal - isso, pelo menos, no discurso -, mas não luta para cumprir o piso da educação, que está na Constituição que o estado estabeleceu", emendou.
Reunião na quinta-feira recomendou, aos 77 deputados, a derrubada do veto de Zema aos reajustes extras(foto: Guilherme Dardanhan/ALMG)
Governista endossa discurso de Zema
O voto pela manutenção do veto de Romeu Zema veio de Guilherme da Cunha (Novo), vice-líder do bloco partidário que reúne as legendas aliadas ao Palácio Tiradentes. Ele teceu críticas ao parecer pela derrubada da decisão do governador.
"[O relatório] foi uma tentativa muito louvável, de esforço considerável, para dar uma roupagem jurídica a algo que, sabemos, é desejo da maioria da Assembleia e das categorias. Mas há que se lembrar: o desejo não faz surgir o dinheiro e, tampouco, é capaz de suprir ilegalidades e inconstitucionalidades", afirmou.
O discurso vai ao encontro do tom que Zema tem utilizado para tratar do tema. Mais cedo, o chefe do poder Executivo foi às redes reiterar que só há condição financeira de arcar com o aumento geral de 10%.
"Prefiro ter pulso firme, sendo responsável com o futuro, do que voltar ao desequilíbrio do passado que nos afundou em dívidas e falta de serviços para os mineiros", falou ele, que teceu crítica velada a deputados. "Cuidado com as fake news daqueles que só se interessam por votos. Os servidores públicos merecem respeito, que começa por dizer a verdade, sem mentiras ou ilusão", escreveu.
Sobre o reajuste dos servidores públicos de Minas e o piso da educação, é preciso esclarecer algumas coisas:
Cuidado com as fake news daqueles que só se interessam por votos. Os servidores públicos merecem respeito, que começa por dizer a verdade, sem mentiras ou ilusão.
Acordo de 2019 com a segurança ainda em pauta
Os 14% adicionais que podem ser concedidos à segurança compensam o acordo de 2019 que acabou descumprido. À época, Zema concordou pagar as reposições salariais em três parcelas. Apesar disso, apenas a primeira fatia, de 13%, foi paga. As outras duas frações, de 12%, acabaram vetadas. O imbróglio gerou, inclusive, a mobilização policial que tomou as ruas de Belo Horizonte entre fevereiro e março.
Nesta segunda, deputados relembraram o caso para defender o percentual adicional às tropas. "O governador conseguiu dar calote na segurança pública duas vezes", desabafou Sargento Rodrigues (PL), presidente da comissão sobre o veto.
"O governo Zema assumiu compromisso com um setor do funcionalismo, mas o descumpriu. O que a Assembleia está fazendo é restituir o compromisso", assinalou Beatriz Cerqueira, do PT. "Piso salarial não é extra. É direito garantido constitucionalmente", frisou.
A reunião que viabilizou a votação do veto em plenário foi acompanhada por diversos servidores da educação. Se o conjunto de parlamentares optar por derrubar o ato de Zema, ele terá 48 horas para promulgar a nova redação da lei. Caso isso não ocorra, a prerrogativa será do presidente da Assembleia, Agostinho Patrus (PSD).
Mesmo que os aumentos extras sejam garantidos pelo Legislativo, o assunto pode acabar nos tribunais. A possibilidade foi admitida no fim de março por Gustavo Valadares (PMN), líder do governo no Parlamento.
"Como são emendas feitas por deputados sem estarem acompanhadas do impacto financeiro e da fonte de recursos, é bem provável que isso possa terminar na Justiça", projetou, à época.
"
["author"]=>
string(28) "Guilherme Peixoto /em.com.br"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(590799)
["filename"]=>
string(38) "protesto-das-forcas-de-seguranca-1.png"
["size"]=>
string(6) "366021"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "politica/"
}
["image_caption"]=>
string(144) "Em março, agentes de segurança foram às ruas cobrar reposição salarial de perdas inflacionárias(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 9/3/22)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(222) "Votação final, que pode anular decisão do governador, deve ser já nesta terça; deputados querem aumentos adicionais à saúde, educação e segurança
"
["author_slug"]=>
string(27) "guilherme-peixoto-em-com-br"
["views"]=>
int(267)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(74) "comissao-da-assembleia-pede-a-derrubada-do-veto-de-zema-a-reajustes-extras"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-04-11 18:25:41.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-04-11 18:25:41.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-04-11T18:10:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(47) "politica/protesto-das-forcas-de-seguranca-1.png"
}
FUNCIONALISMO PÚBLICO
A comissão especial formada pela Assembleia Legislativa para analisar o veto de Romeu Zema (Novo) a reajustes extras concedidos a três categorias do funcionalismo sugeriu, nesta segunda-feira (11/4), a derrubada da decisão do governador mineiro. Quatro dos cinco deputados estaduais que compõem o grupo votaram favoravelmente à ideia de barrar o veto. Apenas um parlamentar se manifestou em prol das pretensões do Palácio Tiradentes.
Agora, o veto será analisado no plenário da Assembleia, em turno único. A votação final pode ocorrer já nesta terça. A tendência é que uma reunião extraordinária seja agendada para às 10h. Se 39 dos 77 parlamentares decidirem anular o ato de Zema, o poder público será obrigado a conceder reposição salarial adicional de 14% aos trabalhadores da saúde e da segurança pública.
Profissionais da educação, por sua vez, terão direito a incremento de 33,64% nos vencimentos, nos termos do piso nacional da categoria. Os índices são complemento aos 10,06% de aumento dado a todos os funcionários públicos ligados ao governo de Minas Gerais - o percentual geral é retroativo a janeiro deste ano.
Caso o veto caia, o auxílio social aos servidores inativos da segurança também estará assegurado.
O texto do relator da comissão, Sávio Souza Cruz (MDB), questiona as alegações do governador sobre a inconstitucionalidade dos aumentos extras, inseridos no projeto original por meio de emendas apresentadas por deputados. Para o parlamentar, os aumentos extras servem para suprir a "omissão" da versão original do projeto.
O documento aponta, também, dados do Balanço Contábil do estado no dia 31 de dezembro do ano passado. "A disponibilidade bruta de caixa do Poder Executivo era de aproximadamente R$ 18 bilhões de reais. Recursos esses suficientes para arcar com as despesas decorrentes das revisões concedidas para as áreas de segurança pública, saúde e educação, bem como do auxílio social", lê-se em trecho do parecer do emedebista.
Deputados dizem que governo tem dinheiro em caixa
Durante os debates sobre os reajustes adicionais, governistas criticaram o fato de os aumentos extras não terem sido acompanhados por estudos sobre o impacto financeiro dos pagamentos. O reajuste original, de 10,06%, por sua vez, deve custar cerca de R$ 5 bilhões ao ano.
Em que pese a equipe de Zema afirmar que os reajustes adicionais trariam gastos, Sávio Souza Cruz pontuou, em seu relatório, que a análise só pode ser feita com base em dados que não foram fornecidos aos deputados.
"Ao contrário do que deixa transparecer o governo, esta Casa, por meio da atuação ativa de seus parlamentares, buscou por diversas vezes demonstrar a existência de fontes de recursos", escreveu o deputado, citando os requerimentos enviados pelo Parlamento a fim de obter informações sobre o saldo financeiro presente na conta do Tesouro Estadual.
Há duas semanas, quando a Assembleia colocou os reajustes extras no projeto sobre a reposição salarial, o governo estimou impacto extra de R$ 9 bilhões. Segundo Professor Cleiton (PV), os custos adicionais, na verdade, estariam em torno de R$ 4,6 bilhões.
"O estado tem dinheiro de sobra em caixa. Estamos diante de uma decisão de governo, política", disse. "Me estranha um governo que luta tanto para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal - isso, pelo menos, no discurso -, mas não luta para cumprir o piso da educação, que está na Constituição que o estado estabeleceu", emendou.
Reunião na quinta-feira recomendou, aos 77 deputados, a derrubada do veto de Zema aos reajustes extras(foto: Guilherme Dardanhan/ALMG)
Governista endossa discurso de Zema
O voto pela manutenção do veto de Romeu Zema veio de Guilherme da Cunha (Novo), vice-líder do bloco partidário que reúne as legendas aliadas ao Palácio Tiradentes. Ele teceu críticas ao parecer pela derrubada da decisão do governador.
"[O relatório] foi uma tentativa muito louvável, de esforço considerável, para dar uma roupagem jurídica a algo que, sabemos, é desejo da maioria da Assembleia e das categorias. Mas há que se lembrar: o desejo não faz surgir o dinheiro e, tampouco, é capaz de suprir ilegalidades e inconstitucionalidades", afirmou.
O discurso vai ao encontro do tom que Zema tem utilizado para tratar do tema. Mais cedo, o chefe do poder Executivo foi às redes reiterar que só há condição financeira de arcar com o aumento geral de 10%.
"Prefiro ter pulso firme, sendo responsável com o futuro, do que voltar ao desequilíbrio do passado que nos afundou em dívidas e falta de serviços para os mineiros", falou ele, que teceu crítica velada a deputados. "Cuidado com as fake news daqueles que só se interessam por votos. Os servidores públicos merecem respeito, que começa por dizer a verdade, sem mentiras ou ilusão", escreveu.
Sobre o reajuste dos servidores públicos de Minas e o piso da educação, é preciso esclarecer algumas coisas:
Cuidado com as fake news daqueles que só se interessam por votos. Os servidores públicos merecem respeito, que começa por dizer a verdade, sem mentiras ou ilusão.
Acordo de 2019 com a segurança ainda em pauta
Os 14% adicionais que podem ser concedidos à segurança compensam o acordo de 2019 que acabou descumprido. À época, Zema concordou pagar as reposições salariais em três parcelas. Apesar disso, apenas a primeira fatia, de 13%, foi paga. As outras duas frações, de 12%, acabaram vetadas. O imbróglio gerou, inclusive, a mobilização policial que tomou as ruas de Belo Horizonte entre fevereiro e março.
Nesta segunda, deputados relembraram o caso para defender o percentual adicional às tropas. "O governador conseguiu dar calote na segurança pública duas vezes", desabafou Sargento Rodrigues (PL), presidente da comissão sobre o veto.
"O governo Zema assumiu compromisso com um setor do funcionalismo, mas o descumpriu. O que a Assembleia está fazendo é restituir o compromisso", assinalou Beatriz Cerqueira, do PT. "Piso salarial não é extra. É direito garantido constitucionalmente", frisou.
A reunião que viabilizou a votação do veto em plenário foi acompanhada por diversos servidores da educação. Se o conjunto de parlamentares optar por derrubar o ato de Zema, ele terá 48 horas para promulgar a nova redação da lei. Caso isso não ocorra, a prerrogativa será do presidente da Assembleia, Agostinho Patrus (PSD).
Mesmo que os aumentos extras sejam garantidos pelo Legislativo, o assunto pode acabar nos tribunais. A possibilidade foi admitida no fim de março por Gustavo Valadares (PMN), líder do governo no Parlamento.
"Como são emendas feitas por deputados sem estarem acompanhadas do impacto financeiro e da fonte de recursos, é bem provável que isso possa terminar na Justiça", projetou, à época.