O candidato ao governo de Minas Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o candidato ao Senado Marcelo Aro (PP) estão rompidos desde o início desta semana, segundo interlocutores. O afastamento entre o senador e o ex-secretário de Governo foi confirmado por interlocutores do Republicanos após uma reunião realizada pelo partido na noite desta segunda-feira (17). 

A partir de conversas com fontes que participaram das reuniões, levantamos os principais motivos que culminaram no afastamento entre os dois políticos:

01 - Aversão da família Azevedo ao Marcelo Aro desde seus ataques pessoais ao Cleitinho nas últimas eleições;

02 - Vários apoiadores e amigos pessoais do entorno do Cleitinho têm Marcelo Aro como inimigo;

03 - Articulação de Marcelo Aro com Antônio Rueda, presidente do União Brasil, para tentar sepultar a candidatura de Cleitinho;


04 - Agenda dupla: conversas com Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos-MG, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), candidato a vice-governador na chapa do Cleitinho, e Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, dizendo  uma coisa, e outra conversa com representantes da Federação União-PP, dizendo outra. Para cada político, versões diferentes sobre as costuras políticas;

05 - Teria atuado politicamente logo após a morte de Matheus Azevedo, irmão de Cleitinho, sem respeitar o luto da família;

06 - Quer mandar na campanha e mandou Cleitinho atacar Gabriel Azevedo, candidato do MDB ao governo, no debate da Band entre os candidatos realizado no último domingo (16);


07 - Alerta que Gabriel Azevedo (MDB) fez no debate falando das denúncias envolvendo a relação de Aro com a Cemig SIM

08 - Comportamento agressivo de Aro com apoiadores durante gravação de jingle em Medina, cidade do Vale do Jequitinhonha escolhida por Cleitinho para inaugurar sua campanha eleitoral