array(31) {
["id"]=>
int(141089)
["title"]=>
string(67) "Alckmin e PSB atuam com papel moderador no plano de governo de Lula"
["content"]=>
string(4735) "CHAPA LULA-ALCKMIN
Brasília - A minuta do plano de governo que a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e Geraldo Alckmin (PSDB-SP) vai lançar oficialmente na próxima terça-feira, em São Paulo, já está nas mãos dos dois pré-candidatos. Aprovado por unanimidade, nesta semana, pelos sete partidos que formam a coligação, o documento é fruto de um raro consenso entre partidos de esquerda, que flexibilizaram pontos de vista, sem abdicar de bandeiras históricas. E reforça o papel moderador do PSB nos debates internos.
Temas mais polêmicos ficaram de fora, como a legalização do aborto, e outros, considerados inexequíveis, como a proposta de desmatamento zero na Amazônia, foram abrandados. A questão ambiental, porém, foi a que mais recebeu contribuições. Para quem participou da elaboração do plano – que servirá de base ao programa oficial a ser registrado pela chapa na Justiça Eleitoral – o resultado reflete a disposição dos partidos aliados de superar divergências político-ideológicas em nome do objetivo comum. “Se Bolsonaro tem algum mérito - o único - é o de ter juntado as oposições para vencê-lo em outubro”, diz Alexandre Navarro, vice-presidente da Fundação João Mangabeira, ligada ao PSB, e um dos representantes de Geraldo Alckmin nos debates internos de elaboração do plano.
O PT, desta vez, não deu a palavra final. Ao contrário, a legenda iniciou os trabalhos. A Fundação Perseu Abramo (ligada ao partido) elaborou o texto-base das discussões. A partir daí, foram apresentadas 124 emendas, e a maioria foi acatada em parte ou integralmente. Ao PSB, o segundo partido mais importante da base, coube o papel de zelar para que o conteúdo do documento mirasse mais o centro do espectro político e menos os interesses das alas mais à esquerda da aliança. “O PT é mais visceral, o PSB, mais pragmático, mas nós nem nos preocupamos muito com isso. Queríamos e buscamos o resultado, sem preponderância de nenhum partido”, explicou Navarro.
A opinião é compartilhada pela deputada federal Maria do Rosário (RS), representante do PT no grupo. “A presença do PSB, a candidatura do Alckmin a vice-presidente, agrega o diálogo com esses segmentos. Está sendo muito importante. Eu, que sempre fui da ala mais à esquerda do PT, defendi o nome dele, que a gente aceitasse essa aliança”, afirma.
O debate sobre a nova legislação trabalhista foi emblemático. O texto original proposto pelo PT defendia a “revogação da reforma trabalhista feita no governo Temer e a construção de uma nova legislação trabalhista”. Essa era também uma bandeira eleitoral do PSol. Solidariedade e PSB, porém, defendiam o aprimoramento da legislação, principalmente em relação às regras de proteção aos novos modelos de trabalho advindos da revolução da tecnologia digital, como a regulamentação dos contratos intermitentes e do trabalho em home office.
A saída foi buscar ajuda das centrais sindicais (em especial, CUT e Força), que elaboraram a proposta intermediária de “revisão”, aceita por todos, inclusive pelo pré-candidato Lula. Na terça-feira, em entrevista à rádio Vitoriosa, de Uberlândia, ele declarou que é necessária “uma revisão na reforma trabalhista e da Previdência”. O programa terá várias contribuições do PSB, principalmente nas áreas de economia criativa e sustentabilidade, ciência e tecnologia, inovação e acessibilidade. A pedido de Alckmin, incluirá estímulos à competitividade no setor público e na iniciativa privada. Ele também emplacou a proposta de fazer dos restaurantes populares uma política pública de âmbito nacional.
"
["author"]=>
string(36) "Vinicius Doria - Correio Braziliense"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(593007)
["filename"]=>
string(34) "lula-e-geraldo-alckmin-1-47031.png"
["size"]=>
string(6) "119474"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "marquivo/"
}
["image_caption"]=>
string(141) "Várias sugestões de Geraldo Alckmin, candidato a vice do ex-presidente Lula, foram incluídas no plano de governo(foto: NELSON ALMEIDA/AFP)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(137) "Programa da campanha presidencial, que será lançado na terça-feira, consegue rara unanimidade entre esquerdas
"
["author_slug"]=>
string(34) "vinicius-doria-correio-braziliense"
["views"]=>
int(107)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(67) "alckmin-e-psb-atuam-com-papel-moderador-no-plano-de-governo-de-lula"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-17 12:53:03.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-17 12:53:03.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-06-17T12:50:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(43) "marquivo/lula-e-geraldo-alckmin-1-47031.png"
}
CHAPA LULA-ALCKMIN
Brasília - A minuta do plano de governo que a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e Geraldo Alckmin (PSDB-SP) vai lançar oficialmente na próxima terça-feira, em São Paulo, já está nas mãos dos dois pré-candidatos. Aprovado por unanimidade, nesta semana, pelos sete partidos que formam a coligação, o documento é fruto de um raro consenso entre partidos de esquerda, que flexibilizaram pontos de vista, sem abdicar de bandeiras históricas. E reforça o papel moderador do PSB nos debates internos.
Temas mais polêmicos ficaram de fora, como a legalização do aborto, e outros, considerados inexequíveis, como a proposta de desmatamento zero na Amazônia, foram abrandados. A questão ambiental, porém, foi a que mais recebeu contribuições. Para quem participou da elaboração do plano – que servirá de base ao programa oficial a ser registrado pela chapa na Justiça Eleitoral – o resultado reflete a disposição dos partidos aliados de superar divergências político-ideológicas em nome do objetivo comum. “Se Bolsonaro tem algum mérito - o único - é o de ter juntado as oposições para vencê-lo em outubro”, diz Alexandre Navarro, vice-presidente da Fundação João Mangabeira, ligada ao PSB, e um dos representantes de Geraldo Alckmin nos debates internos de elaboração do plano.
O PT, desta vez, não deu a palavra final. Ao contrário, a legenda iniciou os trabalhos. A Fundação Perseu Abramo (ligada ao partido) elaborou o texto-base das discussões. A partir daí, foram apresentadas 124 emendas, e a maioria foi acatada em parte ou integralmente. Ao PSB, o segundo partido mais importante da base, coube o papel de zelar para que o conteúdo do documento mirasse mais o centro do espectro político e menos os interesses das alas mais à esquerda da aliança. “O PT é mais visceral, o PSB, mais pragmático, mas nós nem nos preocupamos muito com isso. Queríamos e buscamos o resultado, sem preponderância de nenhum partido”, explicou Navarro.
A opinião é compartilhada pela deputada federal Maria do Rosário (RS), representante do PT no grupo. “A presença do PSB, a candidatura do Alckmin a vice-presidente, agrega o diálogo com esses segmentos. Está sendo muito importante. Eu, que sempre fui da ala mais à esquerda do PT, defendi o nome dele, que a gente aceitasse essa aliança”, afirma.
O debate sobre a nova legislação trabalhista foi emblemático. O texto original proposto pelo PT defendia a “revogação da reforma trabalhista feita no governo Temer e a construção de uma nova legislação trabalhista”. Essa era também uma bandeira eleitoral do PSol. Solidariedade e PSB, porém, defendiam o aprimoramento da legislação, principalmente em relação às regras de proteção aos novos modelos de trabalho advindos da revolução da tecnologia digital, como a regulamentação dos contratos intermitentes e do trabalho em home office.
A saída foi buscar ajuda das centrais sindicais (em especial, CUT e Força), que elaboraram a proposta intermediária de “revisão”, aceita por todos, inclusive pelo pré-candidato Lula. Na terça-feira, em entrevista à rádio Vitoriosa, de Uberlândia, ele declarou que é necessária “uma revisão na reforma trabalhista e da Previdência”. O programa terá várias contribuições do PSB, principalmente nas áreas de economia criativa e sustentabilidade, ciência e tecnologia, inovação e acessibilidade. A pedido de Alckmin, incluirá estímulos à competitividade no setor público e na iniciativa privada. Ele também emplacou a proposta de fazer dos restaurantes populares uma política pública de âmbito nacional.